quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Passarinho azul (de papel)

Eu a escutei dizer: "Deixa ela... Ela é um...um...passarinho"


É!

Ela é um passarinho...azul...

Recolhe toda a liberdade
e o seu bater de asas é um insulto

Um desaforo quase que explosivo.

Uma afronta ao que a outra carregava.

(Os pesos que um passarinho não sabe de onde vêm)

Ela é um passarinho... azul...

De asa quebrada, de coração quase que vazio

Singular...ímpar

Mas é só um passarinho

Que conhece o palpitar de outra alma

E fecunda o doce da vida


Um passarinho de papel...azul

Azul e amassado.

Voa entre a não-tristeza e a não-felicidade

E uma pedra O atingiu ou A atingiu

Para sempre...




Eu a escutei dizer: "Ela é um passarinho azul...e de papel..."


(Por: Livia Queiroz)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quase pronto!!!

Mesmo depois de algum tempo, os olhos dela ainda eram os mesmos."Eu não posso olhar para ela, não posso", dizia para si mesma.
Olharam-se... e ja não tinha mais como fugir.
O beijo tinha o mesmo sabor.
O toque era intenso ainda. Tudo igual...tudo...
Como assim? Como podia?
Não haviam falado nada do que deveriam, o silêncio passou a ser constrangedor, mas era bom ao mesmo tempo, estar ao lado dela.
Sentir seu ar sereno, a respiração leve mastigando o ar.
Aquilo era bom, realmente!
"O mundo podia acabar agora", pensava.
E numa fração de segundos estavam ali, juntas, bocas, mãos, corpo...todo o corpo.
"Por Deus, o que é que estamos fazendo?", pensou, mas logo abstraiu esse pensamento indesejado.
Alguns "eu te amo" cortaram a silêncio ao meio.
"O que estou fazendo?" pensava, insistia, mas o corpo não obedecia mais, e não fazia questão nenhuma de parar.
"Não quero ficar sem você", foi o que disse...foi o que sentiu... o que quis gritar.
Tremiam por dentro, exalavam aqueles cheiros de sexo a ser consumado.
Entupiam-se uma da outra.
Mordiam-se, por dentro e por fora.
"Que desejo louco..."
Algo ficou por terminar.
Declamavam um poema quase pronto, mas faltavam alguns versos e ambas sabiam disso.
Embora não tivessem dito nada. E já era a hora de ir...
- Eu te amo viu?
- Eu também. Tchau!

E o que viria depois disso?
Talvez uns últimos versos pra completar o poema que faltava ser vivido.


(Por: Livia Queiroz)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Passa merthiolate.ô

Tenho procurado maneiras de lidar com a dor. Esses últimos dias ela tem-me feito uma companhia incrível (e dispensável também)...

Surgiu então uma receita:

"A Receita de Lili"

Ingredientes:
  • Merthiolate
  • Um pouco de fôlego
  • Uma cama
  • Um tantinho de voz
Modo de praparo:
"Passa merthiolate, sopra um pouco, descansa, canta e fecha os olhos... aí tu fica bem :)"


É... e funciona, embora a música seja muito mais eficaz do que o merthiolate. (Aí quando Lili ler isso ela provavelmente vai me dizer: ô Livocaaa, sua anta, o "merthiolate" é só uma metáfora).

Às vezes um empurrãozinho ajuda muito... ou quem sabe um empurrãozão(o aumentativo é esse mesmo? ou será empurrãozaço?), como o de hoje.
Admito, numa boa, que a receita de Lili ajudou e continua ajudando, mas tive uma contribuição ilustre. Foi como uma sacudida e um gritinho de: acordaaaaaaaa (que rolou inconscientemente aqui dentro disso que posso[?] chamar de cérebro).
Pois bem aqui estou eu acordada, e de pé (o tronco não está completamente ereto ainda, fazendo jus a espécie, homo sapiens, a qual pertenço por sorte ou azar), mas à medida que o peso da dor vai cessando vou me reerguendo. Os ombros ficam mais leves.
É óbvio que as coisas não somem de uma hora pra outra, mas a paciência é a minha aliada.

E a teoria de San diz o seguinte:" Ô Menina das trancinhas(EU), a única coisa que é lindo quando fica trançado é o cabelo. O Cérebro não pode ficar, muito menos o coração" O.o

É mesmo hora de destrançar a mente...procurando algo novo, ainda que os sabores sejam um tanto amargos(nesse momento) sem a tal presença, e ainda que meus olhos esbarrem de propósito todos os dias na mesma fotografia.

Eu não quero dar troco... Não quero me machucar mais e nem machucar ninguém de novo... Só quero estar em paz...

Ja dizia Nando Reis: "O Que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou"

Não vou me subtrair.
Tirar os excessos é aparar as arestas(?)

E dia desses, Nanda Perguntou: "só por causa de um recado?"
Respondo hoje:"Não, Nanda...não é só por isso! Teve mais...hoje teve mais coisas..."

Voltando ao ponto inicial: mas esse post era sobre o que mesmo?
Ah tá uma bagunça isso... Deixa assim, é como eu ando ultimamente: bagunçada por dentro.
Mas to começando a arrumação, cada coisa em seu lugar. E brevemente os meus posts serão mais coerentes (ou não rsrs!). Prometo!

Hoje eu descansei um pouco mais, limitei-me um pouco mais. Dei alguns bastas. Usei uns "Adeus" e acho que ta funcionando (só não sei até quando).
E escutei umas centenas de vezes a música:"Vai, vê se me esquece, tira meu nome da lista de telefone..."(Ana Carolina)
To me irritando menos com as coisas que vejo, e aprendendo a dominar meus medos, e minhas angustias. Auto-controle nunca é demais! Auto-conhecimento também não!

E Clarinha (minha criaturinha de pequeno porte)vive me dizendo:" Amiga, eu acho que você deveria sair mais se distrair mais um pouco, andar mais com a galera da música, vir pra cá mais vezes e ficar perto também das pessoas com quem você não convive tanto"

E depois de taaaaanto tempo Juh(com H no final, ô metidaaaa rsrsrs) disse pra mim:"Você pode encontrar várias pessoas na sua vida..muitas mesmo...mais tenha certeza absoluta que nenhuma delas vai te amar como eu ainda te amo!!"

Minha querida carregadora de garrafas de Abaíra, Daline ordenou: "É bom a Senhora melhorar mesmo, porque o mundo tá nos gritando pra viver coisas boas."


"Gostar dói. Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração.....
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse....
"(Arnaldo Jabor)

Bom acredito mesmo que não tenho mais muitos motivos pra ficar deprê...
To virando uma página definitivamente...
Sem drama!
E sem maiores explicações...
"Meu mundo tá fechado pra visitação"(Dani Carlos)



Por: Livia Queiroz, com contribuições importantíssimas!
heheh


domingo, 7 de setembro de 2008

Sem título

Creio que durante alguns dias(ou algum tempo, ainda não sei) esse blog vai ficar meio amargo, mas acredito também que logo logo virá o sabor adocicado.


É que ainda é tudo muito recente pra mim. Minhas mãos tremem por nada...calafrios...estou me acostumando.

Voltei à vida de antes... não é tão ruim assim, loucura minha acreditar que poderia ser facil. Venho tombando em mim mesma (isso não é complicado, acontece).
Recolho uns sentimentos menos utilizados nesse momento, mas ainda assim
quero desgastá-los. Quero acabar com eles até a última gota, até que sobre Nada.

Aí antes de dormir, ao invés de fazer uns planos loucos, tomo um Amitril, ponhos os fones no ouvido olho pra cima(meu Deus! há quanto tempo eu não rezo?I) e adormeço rápido sem prestar muita atenção na música que me "ninou".

É as coisas vão voltanto mesmo ao normal. Cada dia é um a menos. Cada dia é um a mais.

Umas antigas histórias vieram me "perseguir", isso também não foi ruim. Ri, relembrei, reencontrei pessoas. Mas só isso...

O ruim é ter certeza que as coisas mudaram, de maneira inesperada...
É ter que reconstruir pedaço por pedaço.
E as músicas? E os cheiros? Os lugares? As fotografias?(Esquecer tudo? Cadê o Delete de meu coração?)

Mas assim desse jeito todas as vidas vão girando, os caminhos se cruzando.


Vale lembrar, não sinto raiva nenhuma. Nem um pingo. Não tenho motivos. Nunca tive. O que carrego mesmo são coisas que pouco importam agora.


Eu não acredito mais em estrelas cadentes. Eu não uso mais o anel de coquinho. Eu não canto mais as músicas de antes.

Meu destino mais proximo fica entre uns comprimidos e uma possivel sala de cirurgia.
E tenho mesmo é que me concentrar nisso.
O resto, bem... tudo vai tomando forma aos poucos, sempre aos poucos.

Sigo aí cantarolando coisas minhas, às vezes até resmungando. Reclamando dos preços, da política, da pobreza, da violência...
O Escuro tem vida própria e é a minha própria vida. Tembém não há problema nisso.

Medito, penso, repenso e mais um Amitril...tiro e queda. Uma noite ja se passou.
É não é que estou M-E-S-M-O me acostumando?
Resistindo à mim mesma.

Ah, as feridas? Sim, elas estão aqui... mas isso some também. Vou tentar pelo menos diluí-las em fórmulas de poesia, de música ou de coisas s o l t a s e borbulhantes.

Quando eu sentir saudades volto aqui pra ler isso

(Por: Livia Queiroz)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Como é que se diz: "Acabou"?

Não aprendi exatamente o sentido dessa palavra... Confesso que nenhum outro verbo tinha doído tanto até hoje.
Eu só queria entender.
Eu não vou pedir nada(como sempre foi), também não vou tentar argumentar... Só que "Acabou" tem um peso sombrio pra mim, ainda que eu finja o contrário, sustentando a máscara de 'Boa Menina'! Sempre gostei muito das palavras, mas havia esquecido que essa existia!

Existe uma possibilidade enooooorme de você ler isso aqui, mas saiba que nada disso é pra te machucar...te ferir.

Não é pra te deixar do jeito que eu estou.

Escrevi isso há alguns dias e terminei ontem(03/09/08) à noite...



"Essas noites andei pensando...

Lembrando de quantas coisas tenho renunciado
De quantas coisas tenho deixado pra trás...
Quantas palavras frias ando engolindo...
E não é por medo, é por não ter medo do que elas representam!

E eu que tinha tanta paciência pra esperar
agora já não tenho mais tempo.

Essa dor que se entrelaça no meu peito,
é certeza de sede saciada para os poetas

Não vou te ferir com os tons que possuo...
Mas cansei de viver "fazendo das tripas coração"
Eu não vou repetir mais as mesmas coisas,
"Eu te amo", pela última vez.

Falei que aguentaria o "tranco", que suportaria e blá blá blá,
o que eu não sabia era que a vaga a ser preenchida era pra "saco da pancadas"

Não quero as esmolas, nem os seus restos nos fins de semana
Não quero nossos sexos juntos por obrigação
Não é contrato...
Não é favor...

Desculpe se te peço um pouco mais de água
É que nesse momento minhas raízes estão frágeis.

o tempo é meu inimigo mais cruel(nesse momento), e você não vê
E nem calcula o peso exato da sua indiferença
não preserva os gostos bons.

Joga um tapete no chão para que eu possa esconder essas palavras...

Mas eu não vou esconder nada:

Hoje, pela primeira vez, te ver foi "normal".
Vi mas não olhei...desviei meus olhos para o chão rapidamente.
Foi bom!
Acho que estou me curando!
Hoje não tive coração acelerado, nem pernas trêmulas.
E nem quis carinho algum, nem beijo. Nada.

Lá vou eu de volta ao velho canto...
Sem sentido e sem encanto"


Por: Livia Queiroz

"Num dia frio lendo um livro" (Sugestão de Djavan)


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

{([des]³pedaços)²}¹

As paredes ainda me incomodam com a falta de cores e o ar gélido que exalam.
Ando redecorando umas poucas cenas e rindo da minha constante mudança de humor, enquanto
minha aflição, nem um pouco simpática, brinca comigo criando suposições.
Imaginação pobre.
Suja, como eu.
Suja.
Só isso.

Uma imagem é meu repouso.
Sigo a linha negra que é feita todos os dias no contorno de seus olhos...e depois é apagada
volta a ser originalmente doce e me vem na mente como as melodias que sonho alcançar.

Aplausos não surtem efeito.

E se for um jogo novo, por favor, livre-me, deixe-me ir.
Eu não sei brincar dessas coisas. Desconheço esses brinquedos.
Meu coração está aleijado.

Vivo de meus absurdos - destino favorito.

Ignoro tudo quando desenho pela milionesima vez, a mesma imagem em cada milimetro da palma de minha mão.
E aqui (exatamente agora) nas linhas que escrevo, não há mais tanta distancia entre céu e chão.
Os pensamentos desconhecem a Lei da Gravidade.

Imagino sua presença nas minhas madrugadas, mas aí, bichinho invejoso que é a realidade, insiste em me mostrar como isso aqui é frio.

Rasbiscos tolices enquanto espero.
E não sei se as pontas dos meus dedos estão queimando ou se o que me incomoda mesmo é a falta de ruídos.

Ajeito tudo muito rápido e encontro, despretenciosamente, o que falar.

Penso então, nas drogas que eu não usei e nas que ando escrevendo.
Penso nos cortes que fiz em algum corpo, meu.
Prefiro lembrar agora do que eu não disse, e lembrar de uma voz qualquer me pedindo pra parar de balançar as pernas.
Isso não é ansiedade.


Por:Livia Queiroz


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pétala por Pétala

“...Mas que bobagem, as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam...” (Cartola)


Existem coisas que eu gostaria de não escrever, mas elas rodopiam minha mente. Evito-as enquanto posso porque elas saem de maneira dolorosa, como que a rasgar os meus poros.


Hoje quero falar de algumas flores, e elas são tantas...
São rosas... Margaridas... Camélias...
Todas lindas, todas únicas, vivas, perfeitas.
Quero falar das flores machucadas, feridas.
As rosas despedaçadas pelos cravos truculentos.
As que são esmagadas todos os dias nas mãos dos homens-bichos.
Preciso falar de toda a dor que eles causam por puro prazer.


Quando tudo começa com um simples tapinha e depois arrancam pétala por pétala, num joguinho maldoso e cruel de “mal-me-quer-bem-me-quer”.
Falo disso como se sentisse esse medo...
Falo sentindo a mesma dor e indignação que o silêncio causa na alma.
Com os pensamentos doídos perfurando o cérebro.


Porque pra ser “homem” tem que maltratar... Humilhar... Ferir?
Porque eles confundem os corações com seus pênis duros?
Como podem matar aos poucos as flores que [es]colheram para amar, “na alegria e na tristeza; na saúde e na doença, por todos os dias de sua vida”.
Porque causam tanta D-O-R?


Não sei exatamente os motivos que levam alguém a agir assim, e prefiro também nem entender.


E porque as flores não gritam?
Porque elas se deixam apodrecer nas mãos assassinas que roubam-lhe a alma pouco à pouco?
Porque elas suportam tanto?
E COMO suportam tanto?


Eu quero algo diferente.
Quero notícias diferentes nos jornais. Coisas boas.
Minha pouca existência recusa-se a acreditar que essas flores reduzem-se a migalhas de nada.


E porque ninguém As escuta?
Porque ninguém olha pras flores jogadas abismo abaixo?
Eu queria uma razão... Só uma...
Uma explicação P-L-A-U-S-Í-V-E-L! (se é que possa existir)

Alguém aí pode me dizer porque estão acabando com as flores dos jardins do mundo?


“Lei número 11.340 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006, cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.”

As flores precisam Gritaaaaaar!

Por: Livia Queiroz

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Caso Da Banana


Faz tempo que não vejo alguns amigos...
De repente algum deles resolve dar o ar da graça...
Logo quem apareceu hoje: Gleison, o saxofonista mais sacana que eu conheço...
É bem verdade que sou sacana também, mas ele supera nós dois ao mesmo tempo. Tudo bem esse não é o assunto em questão, volto outro dia pra falar disso.
Conversávamos a respeito de "nada e outras coisas" (como quase sempre), aí lembrei-me que tinha que ir no mercadinho comprar pão e banana (e que ninguém ouse a me perguntar porque comprei BANANA, senão eu respondo).
Pedi o pão e peguei a penca de banana.
Como não queria as "treze" bananas, pedi pra que a moça -nem tão moça assim- cortasse ao meio(também não me perguntem porque eu não queria as trezes bananas, acho que é porque treze dá azar).
Corria tudo bem até que a mini-mente zipada de Gleison pôs-se a funcionar e fazer contas que ele havia aprendido
obviamente na sexta série:
- Ô Livia...
- Oi.
- Ali tem treze bananas né?
-Sei não, não contei.
- Mas tem, pow (cara de preocupação).Como é que a moça vai cortar a penca na metade?
- Com a faca.
- Mas como é que você vai comprar seis bananas e meia?(Caralhoooooooo ele sabe mesmo que metade de treze é seis e meio)
- ... - eu não acreditei que aquela pergunta era real.
Tive que rir...
Pra completar na saída começou a chover, e ele fez mais um comentariozinho daqueles, ele tava realmente inspirado:
- Ah, a gente vai correndo, pobre adora correr na chuva. (que mente brilhante!)

Meu Deus, tenho mesmo que reavaliar minhas amizades...
Ô povinho sem cultuuuura!!!


P.S.: Assunto em discussão: "PENCA É UMA COISA E CACHO EH AQUELE 'UM BOCADO' NÉ?"


(por: Livia Queiroz
Dedicado à: Gleison Coelho, meu Nagô Boy 1.8 hehe, só eu tenho nessa versão)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Facas Afiadas

"Pondo pra Fora um lado nonsense (como diria minha coleguinha, Liana)!
E viva à Subjetividadeeeee, rsrs...
Ontem, eu e Lili, falamos à respeito disso e resolvi hoje postar esse mini-texto-poema-coisa-e-tal e etc...

'Amigos leitores que me perdoem, hoje o cansaço mental me pegou de jeito e não estou falando(nem e s c r e v e n d o) coisa com coisa... Mas vamos ao post mesmo que é o que interessaaaaaa!'"



"Estão brincando com facas afiadas e não se dão conta
que enquanto retocam a maquiagem os carros passam lá fora.

Estão ainda caçando as peças do quebra-cabeça,

como se fossem feitos para isso.


E o açúcar ainda é tido como doce
Mas na verdade nem é açúcar o que há em seus lábios.

São cacos de vidro cortando o batom vermelho.


'Finjam que são felizes.'

É a proposta mais recente.


'Gritem', 'cantem', 'riam', 'falem alto',

'façam-se perceber'...

Isso é o que é vendido na esquina.


Qualquer coisa ofusca um brilho intenso

Reduziram-se a peças nulas partidas ao meio.


De tempos em tempos substituídas
Até um grito interromper o ciclo."


Foi isso que quis dizer...
Embora possa parecer que não faça sentido.
Um dia as palavras que não entendemos, se misturam às nossas vidas.

E mais uma vez: EU SEI EXATAMENTE O QUE QUERO DIZER!


(Por: Livia Queiroz)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Forma própria

Eu fiz uma promessa:
Nunca deixaria minha imagem distorcida
mesmo que todos os espelhos fossem extintos.

À cada dia que passa me convenço mais que
essa imagem não é exatamente aquilo que eu esperava que fosse,
(pelo menos tinha vida própria há alguns anos atrás e meu conceito de
felicidade era mais plausível)
Quando li as cartas que escrevi, tive a certeza de que ESSA não sou eu...
E que embora tenha feito parte de mim, ja joguei fora há muito tempo
os sonhos de uma vida de "porta-retratos".

As idéias estúpidas vêm concordar comigo sempre!
Aprendi numa época qualquer que: "Tudo é muito importante"
(e nem são tão importantes assim as coisas que faço...)

Tudo corre bem em seu ritmo "tic-tac" enquanto os mais radicais falam em sair da rotina, comer apenas o que é verde, escutar sons da natureza, não vestir peles...
e Outros fodem o resto do ozônio e mal sabem quanto tempo leva uma latinha de cerveja pra se decompor

Basicamente isso: Uns ferram com tudo e outros tentam concertar.

Mas não era isso que eu queria dizer...
ultimamente as palavras que tenho posto no papel
têm tomado forma própria, e acabo desejando uma coisa e escrevendo outra.
Com o passar de todos os tempos toda essa pouca filosofia de vida morre também
e assim morrem os poetas, os amantes e os amores. Até que outros renasçam.

E os espelhos, esses sim, são o meu carma, que embora nunca me digam nada,
incomodam-me com seu silêncio.

Entre as palavras secas e úmidas que costumo usar dia após dia
vou deixando uns rastros na esperança de ser encontrada...
Sem distorções!


(Por: Livia Queiroz)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

PoÇo LouCo

NÃO ERA BEM ISSO QUE EU QUERIA TER ESCRITO, MAS FOI O QUE "VEIO". É SINCERO... VERDADEIRO.

Lembro da primeira vez que te vi
L-i-n-d-a. Distraída.
Fixei meus olhos em você
Acompanhei seus passos
Mal sabia eu que você também tinha me visto
Como poderíamos imaginar que nossos caminhos se uniriam dessa forma?
E nossos passos se juntariam desse jeito?

Aos poucos foi diminuindo a distância entre nós.
Você foi dilacerando meus escudos
Me invadindo, de propósito
E eu gostando...
Deixando acontecer.
Tentando resistir cada vez menos
Querendo ter você cada vez mais.
E sem que percebessemos nossos corpos estavam grudados
*E como custou pra se separarem!*

Quanta doçura posso provar em seus olhos!
Quanto calor posso sentir em suas mãos!
Quanta saudade eu sinto enquanto o tempo não passa...
Saudade é poço louco, que afunda em si mesmo
Saudade é qualquer coisa
E também é tudo junto
É quando você demora de vir
É quando você demora a ligar
Saudade é cão sem dono
Fera solta intragável
Saudade também é doce
É a suave espera por seu sorriso
Por seus passos tímidos

Tento pensar em coisas mais óbvias
Mas em minha mente só vêm as suas abstrações
Tento ouvir outras músicas
Mas em meus ouvidos, só quero a sua voz
Que sussurra "aquelas coisas" que eu adoro

Fazer o que agora
Se não consigo desgrudar meus pensamentos
De seu sorriso?
Fazer o que agora
Se ja percebi que sem você
As palavras não me vêm?

Fazer o que agora?

(Por:Livia Queiroz)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ab aeterno

Hoje simplesmente estou cansada. Enjoada. Cheia de tudo.
Estou terrivelmente sem saco pra ouvir as coisas que andam dizendo o tempo inteiro por aí...( e as pessoas falam muita coisa, não param nunca!)
Olho qualquer um na rua e vejo só um ser humano. E Pronto!
Sem rótulos... Sem padronização...

Em meio a tanta putaria disfarçada, falsos moralistas criticam o amor como se fosse um vírus mortal. E como se a praga não fosse mesmo a promiscuidade vendida a preço de banana nos comercias da "caixinha hipnótica"...

Ontem olhando o mar sob um céu incrivelmente iluminado pelo brilho das estrelas e sem Lua Cheia (era Lua Nova), ao lado de três amigos (perfeitamente) embriagados, conheci uma nova parte dos deuses.
Seja lá quem for que tenha criado tudo aquilo, sejá lá quem for que tenha feito de meu dia- que tinha tudo pra ser desastroso- um dia inexplicavelmente fascinante.

À minha frente, o mar...
Ao lado, conversas meio soltas, e sorrisos satisfeitos...
Acima um céu pronto para ser eu...
E dentro de minha cabeça muita coisa misturada. Oscilando entre o "se" e o "então"... E um sorriso que me vinha na mente todas as vezes que eu fechava os olhos, ou os abria... Flashes da noite anterior vinham me tirar o sossego de maneira muito agradável.

Enfim, saí um pouco do caos, e do barulho que me rodeia, e desejei muito largar tudo. Fazer de novo, depois enjoar, e fazer mais uma vez de maneira diferente...
Ser um pouco mais humana de vez em quando(sentir certas dores e gritar por elas), e me permitir ser o que preciso e o que mereço, de "mãos dadas" ou não.


P.S.: Semana que vem tem maaaaaaaais

domingo, 27 de julho de 2008

DO FUNDO DO BAÚÚÚ

ESSES DIAS ANDO MEIO SEM CRIATIVIDADE. NÃO TENHO ESCRITO NADA QUE PRESTE... ENTÃO ENCONTREI ESSE TEXTO(OU POEMA, NÃO SEI BEM O QUE ISSO É) PERDIDO NO MEIO DE UMAS COISAS E RESOLVI POSTÁ-LO.

Oposto em lados

Não tenho amor dentro de mim e nem do lado de fora.
E nem nada que lhe interesse.
Botões de rosa que jamais desabrocharão,
E pedras trincadas que nunca mais voltarão à forma original.


Porque eu pinto sonhos nas noites mais felizes do outro lado da rua.
E solto todos os pássaros presos na sua gaiola.
Porque eu fecho os olhos e o sono não me vem.
Eu tenho pressa e quero dormir antes que o Sol nasça...


Não quero brilho algum em meu rosto...
Não quero proteção e nem palavras...
Abraços também não vão ser atalhos pro perdão...
Não tem jeito!


É o destino alterado.
O tempo do avesso
E o vento na claridade não consigo ver.
Não dá pra enxergar direito, é o lado oposto de cabeça para baixo.


É estranho assim, mas ta tudo vazio demais e não temos o plano B.
Você nem cabe mais nos meus ombros largos.
E nem me sinto livre andando com suas pernas,
Caminhos malditos que escolhemos pra sumir.


Horrores, dores que caçamos
Sem sequer nos perguntar onde estava o antídoto.
Qual era o contra-feitiço.
A desintoxicação.


Lutas perdidas.
Pancadas e atropelos.
Um atrás do outro pra não se perder,
Inútil, já nos perdemos.


(Por: Livia Queiroz)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ganhei um presente...

É impossível defini-la...
Não há poemas, nem palavras que possam explicar o que ela tem representado em minha vida.
Chegou de mansinho e aos poucos foi conquistando cada pedacinho de mim.
É inexplicável...
Ela é o meu presente

Hoje, ela pegou um papelzinho e fez esse bilhetinho Lindo pra mim...




segunda-feira, 21 de julho de 2008

Maestria

Ele se deita calmo, como sempre...
Vasculha no teto os sentimentos
que esconde durante o dia
Fita-os por alguns segundos
É incrivel o esboço nítido dos olhos dela
em todas as paredes do quarto
Desvia o olhar


Quando amanhece caminha até a praia
E aprecia os raios de Sol
Grande diferença isso faz,
ela não sai mesmo de sua cabeça...
Mas ele disfarça muito bem.
Sua elegância é ímpar.
Seu suor é frio.
Ele finge com maestria.

(Por: Livia Queiroz)

sábado, 19 de julho de 2008

Meus Selinhos

Nada mais gostoso do que ser reconhecida pelos proprios amigos blogueiros...

Ganhei alguns selinhos e resolvi colocá-los num post...
adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiii



Ganhei da Jessica, do Blog Transbordamentos, este selo, que tem o intuito de parabenizar os blogs que possuem o objetivo maior de informar sem nenhuma amarra seus leitores, aqueles que prezam pela informação livre, sem preconceitos, com todos os pontos de vista, enfim, que buscam o esclarecimento.Todos que receberem o selo deverão enviá-lo para mais blogs que considerem "blogs conscientes" a fim de que uma rede daqueles que buscam esta meta seja formada.Eu indico para este reconhecimento os blogues:
Grupo Saber Viver






Esse Aqui foi a Milla, do blog Acorde em Mi maior que me deu.
Brigadaaaaaa Millaaaa
valeuuuu!






Esse Selinho Federal, eu ganhei do Blog Infox Comp.
Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiii




Recebi da Sammyra, do blog Borboleteando quatro selinhos de uma vez... É ou não é pra ficar feliz??
Sem palavras, simplesmente amei e volto a agradecer...
Brigadaummmmmm









ops... a Drê do Blog, Seja Bem-vindo ao diário da Drê, me presenteou com mais sete selinhos...
Ebaaaaaaaaaa, e mto obrigada Drêêêêêê:




E esse aqui eu ganhei da Jessica Berdych, Brigadão linda, ameiiii viu?


É ISSO AE...MAIS UMA VEZ OBRIGAAAAAAAADA PELO RECONHECIMENTO...
E VOLTEM SEMPRE PQ O ASSUNTO DE MENINAS ESTARÁ SEMPRE POR AQUI E DE "PORTAS ABERTAS" À TODOS.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Arrepiiiiio

Arrepio quando vem tua mão
Passear em minhas costas
Fazendo o caminho favorito do seu querer

Arrepio quando sinto teus lábios
Percorrendo meu colo
E repousando suavemente em minha boca

Arrepio
quando percebo suas mãos
(Mais ousadas do que nunca)
Ultrapassando as fronteiras impostas por minhas vestes



Arrepio
quando você me sussurra
Aquelas loucuras
As indecências mais plausíveis

Arrepiiiiiio
Arrepio é meu jeito de dizer
Que também quero seu corpo sobre o meu



Que também preciso desse calor
É meu jeito de dizer o quanto é bom
Sentir minha pele enlouquecida

Assim... Desse jeito
Não sei explicar
Então: Arrepio





(Por: Livia Queiroz)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dois Pontos

Tenho comigo gente
Gente em mim
Dentro de mim

Gente do lado e na frente



E fora de mim?
Como se faz com a gente?

Como se prende gente?

Como deixa a gente assim?


Tenho gente que ri

Tenho gente que vi

Tenho gente em mim

Tem gente por aí?

Gente que aprende
Ganha o mundo

E se desprende

Depois defaz tudo



Gente que nem é gente

E vira gente assim mesmo
Tem gente indo e vindo
Toda hora, o tempo inteiro





Tem gente que não aprende
Tem gente que nem surpreende

Tem gente que não entende

E "tem" gente injustamente



Gente vendendo balas
Gente transando na esquina

Desfazendo malas

Contando suas recompensas divinas



Gente nos conventos
Gente sendo carregada

Lendo seus lindos lamentos

E ainda assim fazendo nada



Gente entupindo os boeiros
Gente só de papo e nada demais
Falando o tempo inteiro

O que se repete em jornais


Quanta gente!

Mas no fim das contas
Toda essa gente em mim

E eu sigo sozinha, mesmo assim


Acho que não tem ninguém

Não deve ter Gente...

Sendo gente mesmo


Gente...

Ser assim parece complicado,

mas todos vão sendo...

E coisa e tal..

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Suuuuuper Mal Entendido

Hoje postei algo sobre o preconceito, mas especificamente sobre Homofobia.
Por conta de um comentário que li(leia o post abaixo)...

Agora no finzinho da noite tive a oportunidade de saber o outro lado da história.
O cara que comentou não teve a intenção de ser preconceituoso e, segundo ele mesmo, só usou o termo "O blog ta meio gay mas tem coisa boas" porque o blog estava todo enfeitadinho.

Muito bem, me sinto então na obriiiiiigação de pedir desculpas à ele.
E que boooooooooom que isso foi apenas um mal entendido.
Passei o dia incrivelmente mal por conta disso...
Mas como disse à ele mesmo: Já que o post n serviu pra ele (pq a sua intenção n foi discriminar) talvez tenha servido pra alguém que tem um pensamento Homofóbico.

Mais uma vez DESCULPA!
N gosto de ser injusta e me sinto melhor assumindo publicamente meu erro ja que compartilhei com os outros colegas blogueiros a minha impressão inicial.

Fuizzzzzzzzz

Por: Livia Queiroz

Nem MAS, nem meio MAS

Não gostaria de ter que postar isso no blog, mas...

O fato é que hoje estou muito chateada.
Esse blog foi criado com o objetivo de expor meus textos, meus poemas; fazer amigos; adquirir conhecimentos; fazer com que os leitores pensassem junto comigo, emitissem opiniões...
Todos que visitaram(e visitam) meu blog sabem que aqui são livres pra pensarem, falarem...
Eu admito QUASE tudo aqui no Assuntos De Menina, eu só não aceito NENHUM TIPO DE PRECONCEITO.

Hoje vim no blog, ver os comentários novos, e fiquei muito aborrecida com um comentário de um Zé-Figura(não vou citar o nome).

O comentário diz assim: “gostei do jeito de escrever. . do post de antes. tá meio gay o blog, mas tem umas coisas boas . haha
beijo”

Esse tá meio gay o blog, mas tem umas coisas boas me irritou muito.
Não que me incomode com o fato do blog estar hiiiiiiiiper colorido.
Eu gosto disso. E pra mim é um honra alguém achar que o blog está Gay.
A palavra Gay significa Alegre, Vistoso, Divertido, Enfeitado, Bem-humorado.

Qual o problema então?

O problema é o MAS: mas tem umas coisas boas.

A conjunção adversativa MAS, como o próprio nome já diz, dá a idéia de CONTRADIÇÃO, ou seja, o fato de o blog ser “meio gay” implicaria no seu conteúdo. E o seu conteúdo deveria ser RUIM, mas tem umas coisas boas.


Ora, façam-me o favor. Sai pra lá com tanto preconceito.
Essa foi a coisa mais tosca que li.
E como bissexual não poderia de forma alguuuuma ficar quieta diante disso.
Como disse acima, aqui as pessoas são livres pra falar o que querem e o que pensam, logo, eu também me sinto com a mesma liberdade. Não me contive e respondi no blog do cidadão, à esse comentário, claro que sem ofensas. Até porque não é da minha índole ofender ninguém.

Eu escrevo porque, dentre outros motivos, a escrita é a minha válvula de escape, meu alicerce. Se eu não escrever eu sufoco.
E se eu deixasse esse “comentário” passar despercebido, ou melhor, se eu fingisse que isso não me incomodou com certeza eu teria um enfarte. Rsrs



Volto a dizer: Sou contra todo e qualquer tipo de preconceito. Acho muito baixo, muito covarde alguém julgar o outro por sua opção sexual, raça, cor, religião ou qualquer uma dessas diferenças que dão um tom LINDO ao ser humano.
Já pensou quanta coisa não existiria se não existisse essa tolice de conceito prévio?
MAS alguns engraçadinhos resolveram, em alguma época do passado, que o ser humano pra ser aceito tinha que ser “assim ou assado”. E o pioooor, é que ainda hoje em pleno século XXI parece que os seus “seguidores”, continuam aí firmes e fortes. Regredindo cada vez mais.



Somos todos iguais, cada um em sua diferença. E caráter, talento ou qualquer outra coisa, não se julga por opção sexual.
Todos somos livres pra amar quem quisermos.


SER HOMO(BI)(TRANS)SSEXUAL ...
NÃO É CRIME
NÃO É PECADO
NÃO É DOENÇA
É DIREITO FUNDAMENTAL DA PESSOA HUMANA

Desculpem-me o DESabafo mas, hoje estou REALMENTE muuuuuuuuuuito aborrecida.