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sábado, 24 de novembro de 2012
Amontoados.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Dora
domingo, 4 de novembro de 2012
Epílogo sem nº
Ver alguém que fez parte de nosso tempo já nem me faz lembrar tanto assim
Lembrar de você, de quem você é, do que você não é, das coisas que fez e das que não fez, ja não me é tão penoso.
E se me perguntam: "o que houve?", eu digo: "já passou, pra que mexer no que doeu por causa nenhuma?"
Te ver indo embora dando desculpa esfarrapada foi um rebuliço bom
Te ver discursando o quanto se importava comigo matou um pouco a fome de meu ego
E então lembrei, que quando te beijava, quando te tocava eu pensava: "quero isso tudo, porque um dia vai acabar"
E não é que acabou?
Olhar essa historinha desse ângulo é de uma perfeição incrível
Olhar pra isso hoje me faz interromper o pensamento do "se..."
Porque "se..." não é nem certeza de futuro, é garantia de "impossibilidade"
Eu gostaria de saber se você consegue dormir bem como eu consigo
Sem afronta, eu juro.
Em mim o que é engraçado agora é a luta se findando
A razão vai vencendo com bravo heroísmo e aí o bla bla bla de sua mesa de bar não tem mais efeito
Aquilo que você cantarola na roda de amigos dizendo: "Quando eu quiser ela volta", é só enredo.
É frase mal curada.
Ela não volta quando você quiser
Nem quando ela quiser
Ela pediu um tempo pra se revelar e se conhecer
E na batida suave fez uma coisa pra dizer "tchau, até mais"
Agora puxa o gatilho
Joga o dadinho
E paga pra ver
Uma mulher sem mágoas
E sem um pingo de lágrima
Nem boa vontade
Nem coragem
E com toda paciência do mundo
Pra dizer em alto e bom som:
"A festa começou faz tempo"
sábado, 20 de outubro de 2012
Desengaiolar
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Argumento
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Alfredo
domingo, 23 de setembro de 2012
En-Caderno
Ele, em sua sabedoria muda lança à minha cara milhões de verdades e mentiras e pede
explicações, emite sugestões. Incute pensamento. Exige movimento. E devolve o
que lhe digo, sempre em dobro (de dimensões e peso).
Outro dia me peguei em saia justa conversando com ele sobre uma insatisfação minha:
" – Pois, e não sabes que as pessoas mudam?
– Sei!
– Não sabes o que a distância faz com elas?
– Sei – respondi – mas eu pensei que poderia ser diferente.
– Não é!
– É complicado.
– Não é.
– O que é então?
– É simples: Quem se importa há de cuidar do que existe!”
Calei.
Ele possui a aspereza exata. A que não bane, mas a que ressalta a lógica.
"Sabe de uma coisa? Não deves cometer a tolice de acreditar em tudo o que lhe dizem. Pés foram feitos para estar no chão. Assim como promessas cheias de cor são feitas só porque serão quebradas. Não é culpa das promessas. A culpa é das cores!"
Emudeço. E não há nada ainda posto sobre ele. Não há nada demais.
Ele é como um cômodo vazio que pensa cheio...
"Depois de tanto tempo a ausência se torna presença constante (um paradoxo não?) e aí fica muito parecida com uma filha da vizinha que de tão próxima já vira melhor amiga sem precisar de conquista, já é parte da casa e até parece combinar com a mobília. Não é da família, nem da casa, mas é como se fosse. A ausência, com o tempo fica assim e para melhor suportá-la, a apelidamos de não-presença que é pra ver se dói menos. Pedimos ao destino, aos amigos, ao espelho pra ‘deixa pra lá’ que é pra ver se faz menos efeito. E depois – aos poucos – não é que vai mesmo doendo menos?"
Ele é cheio de degraus, possui etapas e conhecê-lo exige um procedimento. Há uma raridade em sua postura: a transparência. E há ainda a inocência e a serenidade que ficam pelas bordas... Ele é inevitavelmente um amigo silencioso
"Vão passar pela vida tantas pessoas boas, tantas ruins. Mas isso de ser bom ou ruim é relativo. O regular mesmo é ser imparcial, mas acaba sendo melhor ser justo. Se não quiser o bem também não queira o mal. Fique fria. Permaneça fina. Fique lúdica. Posta à prova e sempre pronta. O bom mesmo é não exigir, por que cansa e além disso o que está pra ser sempre é, sem regras impostas e sim intrínsecas."
Eu não me atrevo a argumentar e chego a questionar se são devaneios essas coisas que percebo dele, mas tão acurácicas que são, me recuso a impor limites e travas nesse linguajar de poesia e cuidado.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A mulher sem costume
Conserva-se sem olhos
Seios, e sem fé.
Inócua!
E há de chegar o dia
em que implodirá.
Não precisa deixar marcas
Nem abalos.
Ela é císmica,
Cósmica,
Sínica,
Sátira e
Púrpura.
E merece partir ao meio.
É sempre denso porque ela é assim:
Mórbida e sem estilo.
Ela merece morrer na palavra.
Na palavra Císmica,
Na palavra Cósmica,
Na palavra Sínica,
Na palavra Sátira e
Na palavra Púrpura.
Está tudo muito denso.
E seria bom pra todos
se ela partisse ao meio
e por inteiro.
Por: Livia Queiroz
terça-feira, 28 de agosto de 2012
EuDivã
E peço então minha querida que não me conte essas mentiras que não valem nada, porque elas não surtem efeito e não te tornam uma pessoa melhor, me refiro à essa liberdade embaraçosa tão sua e tão de ninguém...
Entende o que quero dizer?
É q não vale a pena tentar camuflar os espelhos. Entende agora?
É que você não deve e não pode mascarar sua dor, achando que vai ficar tudo bem. Entende agora?
Se dói, dói porque tem que doer. Se dói, dói porque não ta sendo cuidado. Se dói é porque precisa sarar. Seja o que for! E você precisa, menina, de algum trato, algum barato fato de fato que te faça rir de verdade de novo e sem risco de expirar o momento...
O que você precisa é de seu momento, honey, e ele é só seu.
Para de buscar em outras bocas as palavras que gostaria de ouvir de outrem! Não vai acontecer! Não vai ser parecido! Não vai dar ...
E dessa vez, minha pequena, parece que você se enrolou toda... Dessa vez algumas pessoas estão envolvidas e você não notou seewtie?
Dessa vez você terá muito trabalho com as despedidas e cartões postais: envie-os a quem os merecem, porque não é gentil simplesmente sumir minha flor. Diga ao menos um até logo mesmo que ele dure uma eternidade...
Pague todas as suas contas antes, retire do armario o calendário que nunca usou, estique mais um pouco o pensamento para encontrar uma razao que lhe convem e encorajar a alma a se arriscar pelo vôo com desino á si mesma.
Há um historia que te cabe! E essa coisa de merecer ou não é só coisa da sua cabeça. Porque a vida é justa e as chances são as mesmas pra todos...
Se livra dos pesos menina! Procura o sutil que é ainda belo!
Terá alguns perdões a recolher e a doar mas isso não é problema, certo?
Cuida-te menina, e modera essa acidez que faz mal a saúde. Melhora o humor e por favor não se irrite por tão pouco que não quero te ver se arrastando pelo chão, nem se arranhando entre espinhos e lama... Isso não há de fazer de você um ser humano melhor.
Por fim, não te esqueças, desenha à tua porta os traços da felicidade e os tons mais serenos possíveis e veja bem, me refiro ao desenho completo. Não tolere rabiscos nem esboços que não passam de sujeirinhas pintadas sem gosto... sem a sensibilidade de quem está a procura de si mesmo.
(Por: Livia Queiroz)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Estranho
Estranho pensar que você mudou tanto. que enrijeceu a alma e deixou o amor que eu te dei em forma de casca grossa e bruta, sem polimento, sem brilho. Estranho, pela primeira vez em anos, eu acordar todos os dias me perguntando se ainda é amor o que sinto por você. E se foi ou é amor o que você sente por mim. E como você se transformou nessa rouquidão feia: conjunto de carne, osso e distância.
Me desculpe, eu penso em possibilidades. Eu penso em estratégias. Eu penso em novidades. Penso em esculpir uma vida, deixar o coração saltar às vezes, deixar o olho se molhar, perder a praticidade e em alguns momentos deixar a razão e ser só emoção pra sentir, pra estar, pra ser, pra tudo ao mesmo tempo. Você perdeu o tato para o encanto.
Você perdeu o encanto. Perdeu o encanto, deixou-o passar. Perdeu e anda me perdendo, eu acho, com as ausências - que você não se importa -, com as saudades não amenizadas, com o desejo não suprido. Vai perdendo pouco à pouco e finge se importar mas não acorda, não reage.
Estranho. Estranho isso de acordar todos os dias e me perguntar se ainda amo você. Antes eu tinha tanta certeza, mas agora, ja nem sei mais...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Só um desabafo!
sábado, 7 de julho de 2012
Parar
O fim de um amor dói... Dói pelas possibilidades, pelas más e boas vontades, dói pela determinação, pela naturalidade. E dói inúmeras vezes e por diversos motivos!
O fim de um amor dói quando no meio da madrugada o sono foge e você redescobre pela milésima vez que não tem mais em quem pensar, por que pensar é um meio de materializar a dor.
Dói quando bate a saudade e você quer ligar pra contar e não pode, ou não deve. Ou o orgulho não permite. E aí você prefere contar aos amigos, mas “a sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita à cobrança após o sinal.”
Dói o primeiro fim de semana só. Dói a não ligação. Dói o almoço hambúrguer sem você. Dói o não cinema. Dói o não hotel. Dói a não cama. Dói o não fazer amor, o não estar amor e o não ser mais amor. Tudo dói, e dói com a força de toneladas pressionando o peito e comprimindo a respiração.
O fim dói quando, depois de um tempo, você se conforma, se revolta, conforma de novo, se revolta, esvazia, se conforma e quando está quase pronta, sente Saudade de novo. Dói. Dói porque não deve, porque não pode, porque estava quase lá... Porque sentir saudade de novo é uma afronta às coisas conquistadas.
As “coisas conquistadas” também doem... As bocas, somente língua e saliva, vazias de emoção. Os corpos apenas sexo mais vazios ainda, comuns, desinteressantes, estúpidos. Dói não ser você em minha boca, não ser você em meu corpo, não ser você em mim toda por todos os lados e posições. Dói. Apenas isso: Dói!
Doem as reclamações que não vem de você. Dói o não cuidado. Até o tempo dói. O tempo se rala com aspereza e vagarosidade ante minha face e me torna uma des-espera murcha, pitoresca, esdrúxula. Dói o “quem sabe um dia”, o “o que tiver que ser será”, o “talvez tenha sido melhor assim”, o “gostaria de pelo menos ter sua amizade”, o “eu ainda te amo, mas infelizmente as coisas não andam bem”. Tudo dói por ser verdade e mentira ao mesmo tempo.
Dói minha vontade de acabar com tudo. Doem os conselhos, os rejeitos, a repulsa por ti que às vezes sinto. Doem os novos números de celular que possuo só pra saber (com um pouco de ego, felicidade e insegurança) que se você me procurar não vai me encontrar. Dói lutar só, superar só, esquecer só e ter que ser só.
Dói repetir mil vezes pra mim mesma que “não valeu à pena” na tentativa de incutir-me outros pensamentos. Dói se desprender, se livrar, desfazer-se das necessidades. Dói matar o amor e/ou deixar que ele morra sabendo-se o que está fazendo.
O desligamento dói, e é como se pontinhos de luz espalhados estrategicamente pelo corpo todo com o intuito de serenar e iluminar a cada dia se apagasse. Um de cada vez. E o corpo tem medo de escuridão, sacode-se, irrita-se, reclama e luta inutilmente para reacender os pontos, mas eles continuam se apagando... apagando... apagando...
Por: Livia Queiroz


