sexta-feira, 8 de agosto de 2008
PoÇo LouCo
Lembro da primeira vez que te vi
L-i-n-d-a. Distraída.
Fixei meus olhos em você
Acompanhei seus passos
Mal sabia eu que você também tinha me visto
Como poderíamos imaginar que nossos caminhos se uniriam dessa forma?
E nossos passos se juntariam desse jeito?
Aos poucos foi diminuindo a distância entre nós.
Você foi dilacerando meus escudos
Me invadindo, de propósito
E eu gostando...
Deixando acontecer.
Tentando resistir cada vez menos
Querendo ter você cada vez mais.
E sem que percebessemos nossos corpos estavam grudados
*E como custou pra se separarem!*
Quanta doçura posso provar em seus olhos!
Quanto calor posso sentir em suas mãos!
Quanta saudade eu sinto enquanto o tempo não passa...
Saudade é poço louco, que afunda em si mesmo
Saudade é qualquer coisa
E também é tudo junto
É quando você demora de vir
É quando você demora a ligar
Saudade é cão sem dono
Fera solta intragável
Saudade também é doce
É a suave espera por seu sorriso
Por seus passos tímidos
Tento pensar em coisas mais óbvias
Mas em minha mente só vêm as suas abstrações
Tento ouvir outras músicas
Mas em meus ouvidos, só quero a sua voz
Que sussurra "aquelas coisas" que eu adoro
Fazer o que agora
Se não consigo desgrudar meus pensamentos
De seu sorriso?
Fazer o que agora
Se ja percebi que sem você
As palavras não me vêm?
Fazer o que agora?
(Por:Livia Queiroz)
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Ab aeterno
Estou terrivelmente sem saco pra ouvir as coisas que andam dizendo o tempo inteiro por aí...( e as pessoas falam muita coisa, não param nunca!)
Olho qualquer um na rua e vejo só um ser humano. E Pronto!
Sem rótulos... Sem padronização...
Em meio a tanta putaria disfarçada, falsos moralistas criticam o amor como se fosse um vírus mortal. E como se a praga não fosse mesmo a promiscuidade vendida a preço de banana nos comercias da "caixinha hipnótica"...
Ontem olhando o mar sob um céu incrivelmente iluminado pelo brilho das estrelas e sem Lua Cheia (era Lua Nova), ao lado de três amigos (perfeitamente) embriagados, conheci uma nova parte dos deuses.
Seja lá quem for que tenha criado tudo aquilo, sejá lá quem for que tenha feito de meu dia- que tinha tudo pra ser desastroso- um dia inexplicavelmente fascinante.
À minha frente, o mar...
Ao lado, conversas meio soltas, e sorrisos satisfeitos...
Acima um céu pronto para ser eu...
E dentro de minha cabeça muita coisa misturada. Oscilando entre o "se" e o "então"... E um sorriso que me vinha na mente todas as vezes que eu fechava os olhos, ou os abria... Flashes da noite anterior vinham me tirar o sossego de maneira muito agradável.
Enfim, saí um pouco do caos, e do barulho que me rodeia, e desejei muito largar tudo. Fazer de novo, depois enjoar, e fazer mais uma vez de maneira diferente...
Ser um pouco mais humana de vez em quando(sentir certas dores e gritar por elas), e me permitir ser o que preciso e o que mereço, de "mãos dadas" ou não.
P.S.: Semana que vem tem maaaaaaaais
domingo, 27 de julho de 2008
DO FUNDO DO BAÚÚÚ
Oposto em lados
Não tenho amor dentro de mim e nem do lado de fora.
E nem nada que lhe interesse.
Botões de rosa que jamais desabrocharão,
E pedras trincadas que nunca mais voltarão à forma original.
Porque eu pinto sonhos nas noites mais felizes do outro lado da rua.
E solto todos os pássaros presos na sua gaiola.
Porque eu fecho os olhos e o sono não me vem.
Eu tenho pressa e quero dormir antes que o Sol nasça...
Não quero brilho algum em meu rosto...
Não quero proteção e nem palavras...
Abraços também não vão ser atalhos pro perdão...
Não tem jeito!
É o destino alterado.
O tempo do avesso
E o vento na claridade não consigo ver.
Não dá pra enxergar direito, é o lado oposto de cabeça para baixo.
É estranho assim, mas ta tudo vazio demais e não temos o plano B.
Você nem cabe mais nos meus ombros largos.
E nem me sinto livre andando com suas pernas,
Caminhos malditos que escolhemos pra sumir.
Horrores, dores que caçamos
Sem sequer nos perguntar onde estava o antídoto.
Qual era o contra-feitiço.
A desintoxicação.
Lutas perdidas.
Pancadas e atropelos.
Um atrás do outro pra não se perder,
Inútil, já nos perdemos.
(Por: Livia Queiroz)
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Ganhei um presente...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Maestria
que esconde durante o dia
Fita-os por alguns segundos
É incrivel o esboço nítido dos olhos dela
em todas as paredes do quarto
Desvia o olhar
Quando amanhece caminha até a praia
E aprecia os raios de Sol
Grande diferença isso faz,
ela não sai mesmo de sua cabeça...
Mas ele disfarça muito bem.
Sua elegância é ímpar.
Seu suor é frio.
Ele finge com maestria.
(Por: Livia Queiroz)
sábado, 19 de julho de 2008
Meus Selinhos
Ganhei alguns selinhos e resolvi colocá-los num post...
adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Ganhei da Jessica, do Blog Transbordamentos, este selo, que tem o intuito de parabenizar os blogs que possuem o objetivo maior de informar sem nenhuma amarra seus leitores, aqueles que prezam pela informação livre, sem preconceitos, com todos os pontos de vista, enfim, que buscam o esclarecimento.Todos que receberem o selo deverão enviá-lo para mais blogs que considerem "blogs conscientes" a fim de que uma rede daqueles que buscam esta meta seja formada.Eu indico para este reconhecimento os blogues:Grupo Saber Viver

Esse Aqui foi a Milla, do blog Acorde em Mi maior que me deu.
Brigadaaaaaa Millaaaa
valeuuuu!
Esse Selinho Federal, eu ganhei do Blog Infox Comp.Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiii
Recebi da Sammyra, do blog Borboleteando quatro selinhos de uma vez... É ou não é pra ficar feliz??
Ebaaaaaaaaaa, e mto obrigada Drêêêêêê:







E esse aqui eu ganhei da Jessica Berdych, Brigadão linda, ameiiii viu?

É ISSO AE...MAIS UMA VEZ OBRIGAAAAAAAADA PELO RECONHECIMENTO...

segunda-feira, 14 de julho de 2008
Arrepiiiiio
Arrepio quando vem tua mão Passear em minhas costas
Fazendo o caminho favorito do seu querer
Arrepio quando sinto teus lábios
Percorrendo meu colo
E repousando suavemente em minha boca
Arrepio quando percebo suas mãos
(Mais ousadas do que nunca)
Ultrapassando as fronteiras impostas por minhas vestes
Arrepio quando você me sussurra
Aquelas loucuras
As indecências mais plausíveis
Arrepiiiiiio
Arrepio é meu jeito de dizer
Que também quero seu corpo sobre o meu
Que também preciso desse calorÉ meu jeito de dizer o quanto é bom
Sentir minha pele enlouquecida
Assim... Desse jeito
Não sei explicar
Então: Arrepio
(Por: Livia Queiroz)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Dois Pontos
Gente em mim
Dentro de mim
Gente do lado e na frente
E fora de mim?
Como se faz com a gente?
Como se prende gente?
Como deixa a gente assim?
Tenho gente que ri
Tenho gente que vi
Tenho gente em mim
Tem gente por aí?
Ganha o mundo
E se desprende
Depois defaz tudo
Gente que nem é gente
E vira gente assim mesmo
Tem gente indo e vindo
Toda hora, o tempo inteiro

Tem gente que não aprende
Tem gente que nem surpreende
Tem gente que não entende
E "tem" gente injustamente
Gente vendendo balas
Gente transando na esquina
Desfazendo malas
Contando suas recompensas divinas
Gente nos conventos
Gente sendo carregada
Lendo seus lindos lamentos
E ainda assim fazendo nada
Gente só de papo e nada demais
Falando o tempo inteiro
O que se repete em jornais
Quanta gente!
Mas no fim das contas
Toda essa gente em mim
E eu sigo sozinha, mesmo assim
Acho que não tem ninguém
Não deve ter Gente...
Sendo gente mesmo
Gente...
Ser assim parece complicado,
mas todos vão sendo...
E coisa e tal..
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Suuuuuper Mal Entendido
Por conta de um comentário que li(leia o post abaixo)...
Agora no finzinho da noite tive a oportunidade de saber o outro lado da história.
O cara que comentou não teve a intenção de ser preconceituoso e, segundo ele mesmo, só usou o termo "O blog ta meio gay mas tem coisa boas" porque o blog estava todo enfeitadinho.
Muito bem, me sinto então na obriiiiiigação de pedir desculpas à ele.
E que boooooooooom que isso foi apenas um mal entendido.
Passei o dia incrivelmente mal por conta disso...
Mas como disse à ele mesmo: Já que o post n serviu pra ele (pq a sua intenção n foi discriminar) talvez tenha servido pra alguém que tem um pensamento Homofóbico.
Mais uma vez DESCULPA!
N gosto de ser injusta e me sinto melhor assumindo publicamente meu erro ja que compartilhei com os outros colegas blogueiros a minha impressão inicial.
Fuizzzzzzzzz
Por: Livia Queiroz
Nem MAS, nem meio MAS
Não gostaria de ter que postar isso no blog, mas...
Esse blog foi criado com o objetivo de expor meus textos, meus poemas; fazer amigos; adquirir conhecimentos; fazer com que os leitores pensassem junto comigo, emitissem opiniões...
Todos que visitaram(e visitam) meu blog sabem que aqui são livres pra pensarem, falarem...
Eu admito QUASE tudo aqui no Assuntos De Menina, eu só não aceito NENHUM TIPO DE PRECONCEITO.
Hoje vim no blog, ver os comentários novos, e fiquei muito aborrecida com um comentário de um Zé-Figura(não vou citar o nome).
O comentário diz assim: “gostei do jeito de escrever. . do post de antes. tá meio gay o blog, mas tem umas coisas boas . haha
beijo”
Não que me incomode com o fato do blog estar hiiiiiiiiper colorido.
Eu gosto disso. E pra mim é um honra alguém achar que o blog está Gay.
A palavra Gay significa Alegre, Vistoso, Divertido, Enfeitado, Bem-humorado.
Qual o problema então?
O problema é o MAS: mas tem umas coisas boas.
A conjunção adversativa MAS, como o próprio nome já diz, dá a idéia de CONTRADIÇÃO, ou seja, o fato de o blog ser “meio gay” implicaria no seu conteúdo. E o seu conteúdo deveria ser RUIM, mas tem umas coisas boas.
Ora, façam-me o favor. Sai pra lá com tanto preconceito.
Essa foi a coisa mais tosca que li.
E como bissexual não poderia de forma alguuuuma ficar quieta diante disso.
Como disse acima, aqui as pessoas são livres pra falar o que querem e o que pensam, logo, eu também me sinto com a mesma liberdade. Não me contive e respondi no blog do cidadão, à esse comentário, claro que sem ofensas. Até porque não é da minha índole ofender ninguém.
Eu escrevo porque, dentre outros motivos, a escrita é a minha válvula de escape, meu alicerce. Se eu não escrever eu sufoco.
E se eu deixasse esse “comentário” passar despercebido, ou melhor, se eu fingisse que isso não me incomodou com certeza eu teria um enfarte. Rsrs
Volto a dizer: Sou contra todo e qualquer tipo de preconceito. Acho muito baixo, muito covarde alguém julgar o outro por sua opção sexual, raça, cor, religião ou qualquer uma dessas diferenças que dão um tom LINDO ao ser humano.
Já pensou quanta coisa não existiria se não existisse essa tolice de conceito prévio?
Somos todos iguais, cada um em sua diferença. E caráter, talento ou qualquer outra coisa, não se julga por opção sexual.
Todos somos livres pra amar quem quisermos.
SER HOMO(BI)(TRANS)SSEXUAL ...
NÃO É CRIME
NÃO É PECADO
NÃO É DOENÇA
É DIREITO FUNDAMENTAL DA PESSOA HUMANA
Desculpem-me o DESabafo mas, hoje estou REALMENTE muuuuuuuuuuito aborrecida.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
MEME
Esse é o segundo Meme que recebi. Por motivos maiores ainda não postei o primeiro.
Esse aqui é a minha cara, até porque respiro música. rsrs
O meme consiste em escolher a banda/cantor preferido e responder as questões com o título das músicas. Depois passar pra 5 outros blogs. Ah, e MUUUUITO OBRIGADA à Milla, do Acorde em Mi Maior, por ter m indicado pra responde-lo. Ameeeeeeei
1- banda/artista: Ana Carolina
2- Responder somente com os títulos das canções:
1* descreva-se: Implicante
2 * o que as pessoas acham de você: Um edifício no meio do mundo
3 * descreva seu último relacionamento: É mágoa
4 * descreva a atual relação: Hoje eu to sozinha
5 * onde queria estar agora: Ruas de Outono
6 * o que você pensa sobre o amor: O avesso dos Ponteiros
7 * como é sua vida: Violão e Voz
8 * se tivesse direito a apenas um desejo: Rosas
9 * uma frase sábia: Eu que não sei quase nada do mar
10 * uma frase para os próximos...: Que se danem os nós
Os Blogs indicados para responder esse Meme são:
Segredos de Gaia: http://segredosdegaia.blogspot.com/
sábado, 5 de julho de 2008
BoBaGeNS
Estou musicando alguns versos esta noite...dentro de um cubo blindado.
Coleciono temas.
Rabisco sonhos.
que sabe revirar o pensamento.
Abstratas.
e novas fómulas que eu subtraio
do que surge à minha volta.
que rodeiam meus dias.
continuo pensando em você.
Só disfarço...
(Por: Livia Queiroz)
terça-feira, 1 de julho de 2008
Casa de vó

Tem sons de infância
E gosto de fruta-fresca
Tem pés-de-moleque
Fazendo algazarra nos corredores
Tem comida quentinha
Tem galo cantando às 5(ou 6?) da matina
Tem o cheirinho de verde invadindo a janela
Tem colcha de retalhos coloridos sobre a cama.
Casa de vó tem gostinho de paz
Casa de vó tem cafuné na alma
Tem afagos no coração
Casa de vó tem mais coisas
Tem tanta coisa
Que não cabe no pensamento
Casa de vó
Não pergunta nada
Fala por si só
Guarda tudo...
Cabe tudo...
Encontra tudo...
Tem em cada coisa uma lembrança viva
Tem em cada cômodo um cheirinho de "antes"
Tem tudo, tem toda hora, tem sempre
Casa de vó tem tanta coisa
Tem tantas cores
Que nem cabem no poema.
Esse é pra minha vovó...
(Por: Livia Queiroz)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Tô de voltaaaa
Que saudades de meus amigos blogueiros, desse universo massa!
Cheguei cheia de idéias, mas c mto cansaço tb...
rsr
vou descansar um pouco e colocar a mão na massa né??
post novo amanhã com certeza!!!!!
To esquentando a mente, heheh
bjaummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
eh bom estar de volta à Blogsfera!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Até breve amigos blogueiros....
Vou dar uma sumidinha, pq vou viajar,
Com certeza vou sentir muuuuuuita falta desse vício ma-ra-vi-lho-so que é o Blog.
Mas continuem comentando e me visitando.
(Tem postagens antigas q vocês ainda não leram!!!)
rsrs
Vou voltar cheinha de novidades e historias p contar...
Bjaum amigos blogueiros vcs moram em meu coraçãoooooooo
até breve e até sempreeee!
Mas vou deixar uma coisinha escrita aqui só p não perder o costume...
Estradas diferentes
ainda estou de pé.
Depois de tantas coisas desfeitas
entre passos e acasos
não vou te cobrar nada.
E nem vou curar suas feridas
colocando sal nas minhas.
Depois de tanto tempo
ja sabemos de tudo
e ja conhecemos a distância
entre nossos corpos.
Sabemos onde encontrar o que perdemos,
Sabemos também que não encontraremos de mãos dadas.
São estradas diferentes agora.
Somos caminhos desiguais.
O espaço que ficou
entre nossos lábios,
endureceu meu coração.
Já não há mais argumentos.
Não há sequer um caminho.
Essas palavras saem de mim
com tamanha dor
a ponto de deixar dormentes
todos os meus dedos.
Até os pensamentos doem.
É monstruoso não conseguir
tornar as coisas melhores.
É desumano demais,
e ao mesmo tempo
tão característico dos humanos...
Um paradoxo.
Inquieto, como tudo que rodopia
em minha cabeça
o tempo inteiro.
Já não há mais prazer entre nós.
Nem fins de tarde,
nem céu estrelado
em nossos olhos...
em nossos abraços tão vazios.
Tão desconhecidos hoje em dia.
vendo minha vida junto à sua escorrendo pelo ralo.
Eu não vou agonizar por socorro.
Eu não vou dar valor à coisas
que eu nunca dei antes,
só pra não tornar as coisas
mais difíceis.
Eu não vou embora com um sorriso
só pra tornar as coisas
menos dolorosas.
Não vou fingir.
Pra você não!
(Por: Livia Queiroz)
sábado, 14 de junho de 2008
Fim dos 15
É uma qualquerzinha que causa barulho estridente em volta de meus ouvidos.
E um rangido seco e impiedoso sob as pontas de meus dedos.
Eu não sei se a conheço, ou se ela é só mais uma escondida nos espaços que carrego comigo.
Mas muitos podem conhecê-la, e ela pode ser muitos.
Ela tem esse poder...
Eu sei sobre ela o suficiente pra ela vir agonizando e perturbar minhas lembranças.
Mas hoje ela está em minhas mãos.
Ela, menina normalzinha, no auge de seus 15 anos.
Em sua vida, nada fora do comum (aparentemente).
Café da manhã, almoço e jantar em família. (E ela detestava)
Era uma estranha ali em volta daquele povo todo, feliz e perfeito.
Ahhhh o Johnny... João Francisco na verdade (mas ele detestava esse nome).
Ele era tão diferente dos outros, gostava de poesia, se amarrava nas tendências de moda, adorava dar dicas de beleza. Ele sabia tudo!
E os “amigos” diziam pra ela: “Esquece o Johnny, ele é gay”.
Quanta bobagem!
E ela não queria e nem precisava acreditar nisso...
Ele não... Ele seria dela um dia.
E as aulas de piano (ela odiava também).
Ela queria mesmo era tocar guitarra, sonhava em ser a guitarrista do The Corrs, aí sim a banda seria 100% feminina.
Nas sextas-feiras à noite, um cineminha com a “galera” do colégio, que nada sabia a seu respeito.
Nada demais. Aos olhos alheios uma vida normal.
Até se fechar em seu mundo, como fazia todas as noites. Em seus sonhos, era a mulher mais linda, mais magra, mais elegante, mais cobiçada do mundo. Sentia-se amada por todos inclusive pelos “pais”.
Tinha o Johnny, tocava guitarra, fazia o que tinha vontade, comia quem e o que bem queria (sem as críticas e os narizes tortos da família, falando que ela só comia porcaria), era livre por fora, do jeito que era por dentro.
Não sabia exatamente como aquilo começou.
Só lembrava de como era bom e como se sentia aliviada.
Chegou um tempo em que fazia três ou quatro vezes por dia.
“Que bom!”
Ninguém notava, ninguém sabia e isso era melhor ainda. Ela gostava de parecer santa.
Gostava de fazer tudo escondido. O proibido lhe fascinava.
Às vezes ficava tonta.
Mas era assim mesmo, era pra ser assim.
E todo mundo queria saber:
“Qual o segredo desse corpinho, sem uma gordurinha?”
Ela sorria triste e enigmaticamente.
“Babacas!” pensava.
Comia, comia de tudo e comia muito.
Comia pensando no Johnny, na guitarra roxa (que ela sonhava tanto), mas aquilo tudo era impossível.
Johnny não a queria como mulher, a guitarra não poderia combinar com os sonhos de seus pais e aquela comida toda a deixaria gorda demais... então com dedos criminosos na garganta ela tirava de si todo aquele pecado de pensamentos e “porcarias”.
E porque ninguém notava que por trás daquela magreza fantasmagórica, havia certamente algo de errado?
Porque todo mundo era tão ocupado? Porque ninguém perguntava?
Cada vez mais distante de suas expressões, seus pais lhe davam um “oi” apressado antes de mais um dia de trabalho.
E ela cada dia mais mergulhada em seu mundinho de guloseimas e vômitos.
Queria não existir... tinha que tentar desaparecer.
Um dia trancou-se no quarto e não quis mais ver ninguém.
Aí sim a notaram...
Chamaram...
Insistiram...
Mas ela só sabia-se ser um “não quero” ensaiadissímo meses antes.
Sim, tudo fora planejado minuciosamente.
Ela queria apenas o amor dos seus e não as migalhas e eles nunca percebiam, agora teriam que sofrer junto com ela.
Sozinha sem saber o que acontecia por dentro, apenas calou-se.
Dentro de suas veias, corria um sangue fraco e amargo.
Pegou um pedaço de papel qualquer e explicou-se pela primeira vez:
“Eu tentava controlar essa coisa no começo, só que agora não dá mais.
Eu não tento mais, eu não quero.
Eu preciso dela... Eu sou ela. Não tenho como me esconder.
É escuro onde quer que eu vá. As flores murcham se eu as toco. Tudo o que eu amo apodrece.
Não quero mais o Johnny, nem a guitarra. Só quero ficar quietinha de uma vez, e não dar explicações.
Quero apenas ficar calada pra sempre e não sentir esse cheiro insuportável do meu vômito impregnado em todo meu corpo... nem o odor dos pecados que cometo todos os dias.”
Pegou a mochila, entupida de sonhos, pulou a janela do próprio quarto e saiu feito criminosa sem ser (mais uma vez) percebida.
E quem mais a viu?
Ela não deixara rastros.
Sumiu feito pó.
Evaporou-se nas próprias entranhas.
Não tinha mais rosto, não tinha mais nome.
Finalmente tornara-se algo diferente do que era: resumira-se a nada.
Mas um nada que seguiu um caminho muito apropriado, a fuga.
Um caminho espinhoso pra seus ralos 15 anos.
Seguia-se o tempo inteiro.
Não a encontraram nunca mais.
Nem quando seu corpo extremamente oco definhara à beira de um precipício.
Ali esperaria sua sentença.
Ali não daria trabalho a ninguém, só tinha que tirar um pouco de coragem dos bolsos, uma gota de fé pra pedir perdão e jogar-se abismo adentro.
Ficou lá, de pé, imóvel, de braços abertos. Sentindo o medo ser parte dela mais uma vez.
Ficou em silêncio esperando que as asas dos Anjos soprassem ventos de salvação em sua face.
Olhando pra um horizonte em que só ela enxerga um ponto final, e lançando ao eco perguntas que ainda hoje pairam em minha cabeça:
“O que você está fazendo com seus filhos?”
“O que você está fazendo à você mesmo?”
(Por: Livia Queiroz)
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Insônia
"Noite chata... Noite louca...Cama vazia de outro calor e um sono que não chega.
Os sonhos espalhados pela cama tão seca de minha presença.
Eu quero a palavra certa dessa vez.
E quero sentimentos que minha alma desconheça.
Pedaços meus em outros pedaços.
Em algum lugar, perto daqui, alguém me acompanha na caçada ao sono,
com uma música triste.
Quanta dor há nessa alma...
Dor imensa que parece querer se espalhar pela vizinhança à procura de um sossego.
Ponho os fones no ouvido
E começo também a preencher minha madrugada
com uma trilha sonora diferente .
Tenho canções alegres em meus ouvidos.
Canções que falam de amor.
Amor transbordando.

Esperança...Loucura...Entrega...Desejos...
De luz acesa, logo lembro-me que vi num programa de Tv, que a luz inibe a substância que o cérebro produz para estimular o sono.
Decido: Quando acabar de escrever, desligo!
4:12 da madrugada e os sonhos que eu tinha reservado pra esta noite
simplesmente não chegaram.
Nada de remedios. Preciso levantar às sete.
E um "sossega leão" me deixaria sem condições de estar inteira pra dar minha aula.
Put's não deveria ter olhado a hora.
Aumenta a ansiedade.
E ansiedade é sinônimo de insônia.
Poderia esquecer as aulas de ciências que tive e acender um cigarro...
Mas não resolveria o problema.
Sono acabou, aliás, sono nem veio.
Não me foi entregue...
Esqueceram de mim
Enfio a cabeça debaixo do lençol junto com todo meu corpo,
mas também não encontro nada que me sirva.
Já já o dia vai começar pra muita genteE o meu ontem ainda nem acabou
Deve ser a praga da sexta-feira treze.
Nada de gatos pretos, espelhos, escadas...
Não sei se sou supersticiosa,
mas não costumo querer pagar pra ver.
Essa noite tão parecida com o que trago dentro de mim...
Silêncio... E uma musica ouvida nas entrelinhas...
um pouco de chuva que não se decide por completo,
não sabe se quer permanecer no céu, ou se vem lavar a terra.
4:27, já desisti!
Vou ficar aqui colorindo minha insônia com motivos graciosos e muita calma.
Embalada ao som de Zélia Duncan, Ana carolina e Adriana Calcanhoto,
minhas companheiras fiéis de noitadas como as de hoje...
Como não há mais o que fazer... só resta esperar...
E que venham os primeiros raios de Sol."
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Aos Solteiros de plantão
É hooooje o dia...O dia dos Corações que flutuam pelo espaço destrambelhado da biosfera.
Os casais ficam incrivelmente mais apaixonados...
São mimos em excesso...
Presentinhos...
E aquelas carinhas de bobos...
Tô falando como uma amargurada...uma encalhadona...
Calma!
Não sou! Juro que não!
Acredito no amor.
E acho tudo isso muito lindo, mas acho também que esse universo amoroso deveria ser vivenciado todos os dias.
Sou solteira... aliás, ESTOU solteira.
E como muitos(as), apesar de toda essa euforia do tal dia 12 (hoje), não me sinto uma deseperada.
E aos Solteiros(as)...
Muita calminha hein?
Sim, porque somos solteiros(as)...Desesperados(as) NUNCA!
Solteiros(as) porque não encontramos ainda a pessoa certa, ou porque encontramos a pessoa errada e caímos fora antes que o barco afundasse.
Solteiros(as) porque queremos mais tempo pra pensar em nós.
Solteiros(as) porque ainda não estamos preparados pra assumir tal compromisso.
Solteiros(as) e felizes...
Solteirice não é sinonimo de solidão nem de tristeza.
Mas como tudo nessa vida tem que ser dosado corretamente, não vamos cair na babaquice da
auto-suficiência nem do fingimento.Porque às vezes sentimos sim, falta de alguém (nem sempre é alguém que fez parte do passado)... de alguém que nos faça bem...
Sentimos falta de um carinho diferente...
Das bobagens lindas que costumam fazer parte da vida dos amantes.
Sentimos Falta sim...
Porque ninguém nasceu pra ser sozinho. E muitas vezes, essa busca pode ser um tanto longa e cansativa...
Mas agora em algum lugar tem alguém procurando por você!
E o destino tá dando um jeito pra que um dia esse olhares se cruzem e essas mãos se entrelacem pra sempre.
(Por: Livia Queiroz)
*.*
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Profanas sensações

Preciso encontrar o que está por dentro de sua alma
Preciso tocar nisso tudo...nesse nadinha que é um tanto quase cheio
Meus dedos estão sempre nervosos
Estou olhando...
Examinando dentro de seu corpo
Seus segredos mais íntimos
Seus pecados molhados...vivos...
Sentindo suas mãos loucas explorando novos mundos em meu corpo
Arrancando-me arrepios,
Descobrindo sensações...
E um tremor mais que doce... quente
Me entrego à essas mãos de epiderme borbulhando o desejo
Exalando o que há de mais terno.
Me perco e te encontro entre toques... Suspiros
Todos leves...
Todos seus
E nunca acaba...nunca pára...
Não descansa... nunca cansa...
A noite não acaba antes do fim da madrugada
Nossas mãos entrelaçadas assim como nossas almas
Sua virgindade profanaSe confundindo com os cheiros e as palavras
Palavras meio soltas... proibidas
E eu sinto levemente
Seu corpo, seus músculos, sua pele,
Seu suor, os gemidos, seu sexo,
Tudo girando em meus pensamentos
Aumentando o ritmo
E eu, simplesmente, te acompanho
Até o exato momento em que você pára querendo não parar
Fecha os olhos e morde loucamente as próprias palavras
Te seguro com as mãos firmes
Quero te mostrar que me pertence

Você me sussurra suavemente em seus delírios
Conjuga as sensações em todos os tempos
E eu gosto é disso
E eu quero isso pra sempre...
Esse riso tímido e provacante
Essa inocência ensaiada
O emaranhado de frases sujas e úmidas
Que cortam o ar, ofegantes
Te sinto por uma fresta
E vejo como é lindo o palpitar de todo o seu corpo
Derretendo-se...
Derramando em meus lábios vestígios de seu prazer.
(Por: Livia Queiroz)
*.*
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Quando eu tiver uns 70 anos...
Que me fez pensar, e me deixou de olhos grudados na tela do PC.
Nao se trata de imagens de modelos maravilhosos ou de paisagens fantásticas...
Nem uma imagem que indica miséria, caos, pobreza de espírito, violência... ou essas coisas que costumam chocar.
Não, nada disso!
Salvei a imagem aqui e estou olhando para ela nesse exato momento.(Pausa...estou olhando)
(Agora parei de olhar, pra digitar...)
É a imagem de uma mulher...uma mulher cuja face representa tudo o que de mais fascinante há na vida.
Deve ter cerca de 70 anos, ou mais, ou menos.
E tem também linhas de expressão e rugas...muitas "rugas"...
(o verdadeiro terror das mulheres "modernas"...)
Mas pra ela não...
Ela sorri, e um sorriso maravilhoso, não por ser o sorriso de uma dentição branca e perfeita,(ela sequer mostra os dentes) mas por ser um sorriso que, apesar de tímido, é carregado de vida.
[VIDA...
Já parou pra analisar o peso e a leveza dessa palavra?(contraditório, não?rs)]
Voltando a imagem que vi...
Sim, porque é uma imagem real...crua e virgem, sem os truques da arte digital.
E ainda assim mostra a beleza de uma face cujos traços são muito simples a ponto de se fazer notar todos os seus significados...
Todos adquiridos com o tempo... está ali gravada em sua face as preocupações que ela teve com a família, com a casa, com tudo que ela tinha que deixar em ordem o tempo inteiro.
Os choros, os risos, as emoções, a luta contínua, o prazer e o desprazer.
As E X P E R I Ê N C I A S...
Experiencia é uma das palvras mais belas que conheço(uma das minhas favoritas)... nela não cabem explicações, nem teorias... só a prática, só a vivência.
Essa imagem não me saiu da cabeca...
Pensei no futuro... no meu futuro (pra ser mais exata).
Que experiências eu leverei comigo pra sempre?
Que traços minha pele carregará?
Que sorrisos caberão em minha face?
Quando eu tiver 70 anos, vou querer brincar de adivinhar o futuro, porque ele existe em qualquer idade.
Quando eu tiver 70 anos, vou querer recuperar o meu tempo perdido, e vou querer ter esperança.
Não usarei botox, silicone nem nada pra apagar ou mascarar a minha idade, aliás, IDADE não, e sim EXPERIÊNCIA.
Quando eu chegar aos 70 vou querer vibrar pelos gols de meu time, vou querer apreciar o por-do-sol, apreciar o mar, e querer acreditar nas pessoas...
Vou querer dar colo aos meus filhos, netos e talvez até aos bisnetos.
Vou querer colo tambem.
Porque quando eu tiver 70 anos ainda sim, não saberei tudo da vida. Mas saberei que cada dia se renova, e que cada dia eu posso aprender um pouquinho mais.
Vou desejar tambem que isso perdure por quem sabe mais uns 70 anos!
Ahhhh quando eu tiver 70 anos...
[Desculpem-me se esse post parecer chato ou sem sentido, mas eu precisava falar disso]







