quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Santo dia.

Meu Deus,
Obrigada.
Agradeço pela lista infindável de bênçãos e presentes a mim concedidos mesmo sendo eu ser em estado permanente de lapidação.
Obrigada pelo processo de liberdade que corrói à cada dia as antigas correntes; pela fé que ultrapassa meu corpo e o estimula – de dentro pra fora – a captar apenas as energias mais puras.
Obrigada pelas palavras, pelos alertas, pela proteção, pela Luz mansa que amorna meu coração e me ensina sobre autocontrole e me sussurra sobre o amor.
Obrigada por me reencaminhar e me ajudar entender a vida como passos carnais aliados aos espirituais.
Obrigada Pai Celestial
Pela fé
Pela paz
Pela presença
Pela luz
Pelo amor.
Agradeço pelo amor, esse único, que é inquestionável, insubstituível e guarnecido de toda compaixão segurança e misericórdia.
Obrigada meu Pai, por esse caminho de Luz que me leva ao encontro de mim mesma. Todo SANTO dia.
 
Por: Livia Queiroz

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Esmo


- E aí, como ‘cê tá?        
- Indo...                              
- Indo pra onde?            
- Sei não, qualquer lugar serve.


 Na instabilidade das horas pouso meus ombros cansados como a querer colo de nem sei o que. E como se esse colo, fosse salvação e desespero ao mesmo tempo e por mais que tentasse reconhecer suas formas, um ou outro gesto, uma ou outra palavra desnorteasse esse reconhecimento.
Serve qualquer lugar por que, ir andando a esmo é minha especialidade e meu jeito de encontrar paz. Paz necessária. Paz que não dói. Que não murcha.

E aí, num diálogo corriqueiro, chego a conclusão de que ser assim e ir mesmo a qualquer canto - não como meio de fuga, mas como um jeito de poder respirar melhor e visualizar de longe a situação a fim não manchar mais telas por conta de falta de coordenação ou visão deturpada - é o que faço há anos. Entendimento é sagaz. E a procura por ele pode ser um caminho audacioso...

Eu preciso ouvir minhas próprias orações e entender as respostas. Deus age direito, Ele não brinca com a vida, nem com a morte, nem com os destino, muito menos, com as escolhas... E é meio desconexo falar de Deus e dizer que se quer ir a qualquer lugar, mas acho que lá, ou aqui, ou onde quer que seja tem efeito igual ao de meus pulsos vivos. E entender isso não requer grandes estudos ou estímulos. Ou...

Continua servindo ir andando.


Por: Livia Queiroz

domingo, 20 de janeiro de 2013

Bambeia

Vai,
e desce ladeira
vira a rua e
sobe na vida.

Salto 'em alto'
E era só metáfora
Unha magenta
e alma vermelha.

Faces pintadas
- de dentro e de fora -
aflora o que é dela.
Anda morena,
da cor de efeito
sol.

Fonte de luz
tonteia ser si.
Epígrafe de si mesma
Muitos blacks
Muitas vidas
Muitas idas.
Muita frase por dizer.

Bambeia morena
Faz traçado duro
e certeiro
pé ante pé
até chegar
onde se quer.

Desce da vida
Sobe ladeira
volta pra casa
os pés doem
'em salto'.

Deita e dorme
sonhando as estrelas
bebendo saliva
com gosto de ontem.


Por: Livia Queiroz



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Portinhola


Eu sou de pó
Ouro puro de pouco valor
Ou de muito valor
(Porque isso de valor é relativo)
Sou do valor que me dão.
E do valor que me dou.

Sou toda feita de mim
Com umas fitas costuradas
Só pra dar acabamento.
Cheia de cores, e simbologias
Que é meu jeito de ser incógnita
Mas só as vezes,
E só pros que não sabem ler.

Para que serve a palavra
Se o desatino é um espiral irregular
A descer “goela abaixo” traiçoeiro?
Para que serve se doar
Se a medida de outrem
É composta em sua maioria
do que não lhe serve mais?

Sou feita de mim
Num canto cheio de perguntas
Num zelo cheio de respostas
Que não enxergo
Para não perder o encanto.
Nasci de algumas metidas
Fortes penetrações
E ainda não descobri
Se sou gelo, esperma ou morte.

Para que servem as perguntas?
A poesia é organizada
num desregramento milenar
Onde, ser não e ser sim
não é nem bom nem ruim
É estado presente e não absoluto
Nada é tão passivo.

Nada é tão.

Simplesmente é.
E eu nasci.

Por: Livia Queiroz

sábado, 24 de novembro de 2012

Amontoados.


Casas.

Casinhas.

Amontoadas.

Pequenininhas.



Encaixadas sem novidades.

Dentro de uma:
Um João pede bis
Uma Maria quer passagem
Noutra:
Uma Ariadne nasce atriz
Irmão que foi, deixa saudade

E nas casinhas, meu Deus
Fico a pensar,
Será que há mesas,
Cortinas, Colchas
Lugar de brincar?

Será que o lado de lá 
o da cidade “feliz”
Sabe da mistura de cores
Que a sujeira não diz?

Todas dormem e acordam

Encaixadas por um triz

Todas cantam e combinam

Remontando o “chão de giz”



E o lado de lá meu Deus
Será que conhecem tijolo
sem reboco, sem gesso
sem degradê, sem textura
sem quadro, sem tela
sem mistura?


Será meu Deus que sonham as flores?

Será que esperam amores?



Há felicidade, que eu vi

Há moral e há bons costumes

Há voto do povo, há gente boa.


Mas será que nas noites

em que sonham seus sonhos

essas casinhas, meu Deus,

se amarrotam de esperança?

Ou será que, em seus sonhos

encaixados, já são as donas
da própria fé na vida, 
na imaculada existência?


Quisera saber,

quais certezas elas escondem

se sabem-se ser, ou estar

Se amontoadas como são

concatenam pensamento.


Quisera eu notar
algo além de seus silêncios
em quebra-cabeça.
Quisera eu ser alguma coisa

que elas ja são.

Para ampliar a imagem clique sobre ela.
Por: Livia Queiroz

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dora


Dora chegou há quatro anos e em quatro horas já era a favorita. Em quatro dias já era a única. Em quatro semanas já era a "toda"... Monopolizara-me os desejos, os pensamentos, os olhares e os poemas.

Mas, numa manhã quente, antes de eu sair para o trabalho, Dora se foi. E hoje falo isso sem tanta tristeza. Era uns pés de mesa despregados que, por conta d'um movimento brusco, despencaram. E Dora se foi!
Dora foi, mas voltava sempre para o meu colo conforto e alento. Voltava porque ninguém te dava um poema e seu ego sentia fome de mim. Depois ia embora, a maldita ia embora levando os poemas, a respiração suspensa e o cinema mudo. Deixando cravada nas paredes da sala uma monotonia em meio tom.

Em quatro anos Dora ia e voltava e já não era mais a mesma e passara então a não merecer tanto. Pedia, nas entrelinhas, para ser ignorada, era a sua vingança: eu sofreria por não enxergá-la. Mas isso também passava.

Dora voltou, mais uma vez (a última, eu espero. Que ainda não to preparada)... Voltou trazendo esperança, o mundo voltou a sorrir, as estradas encurtaram e eu não estava mais à deriva. Dora chegou com promessas de umas palavras que nem seriam ditas, com uma secura esdrúxula e uma ampliação de sofrimentos. Decalquei na hora a volta atarrancada. Esperei por Dora e se tem algo que posso dizer sobre ela é que ela é sol e lua, noite e dia, branco e preto, e sem rotina nem programação (o que leva ao embaraço da percepção).

Dora é de uma espécie que fácil se reproduz e se reflete em qualquer espelho. Tem tido pensamentos vulgares e comportamento desregrado. Acho justo. Mas está perdida. À noite em sua cama às vezes sem pau, ela é só ego. Viaja de costas nos espaços que não possui. Não tem mais no corpo a "certeza mulher", só tem resquícios do que é lamentável, e alguns espermas sofridos.

Dora diz que me ama. Diz que também sofre. Mas isso é inútil diante de tanta covardia e de um pau que não tenho. Ela é presa fácil em qualquer armadilha recheada, e se eu contar o sabor e a textura do recheio, talvez ela se ofenda, porque acima de tudo, Dora é melhor que todo mundo e tem um pudor mentiroso que a mim não engana.
Ela acha que por mais que vá, sempre poderá voltar ( e talvez possa já que sabe o caminho e as artimanhas), mas os atalhos vão ficando diferentes. E as pegadas começam a chegar antes de serem feitas. Dora é previsível, mesmo quando luta para não ser e nas noites em que pensa em como eu estou, começa a fazer contas e analisar peso e contrapeso. E tanta análise assim cansa o enredo. Dora é toda subjetiva e não forma frase nem contexto, apenas passado doído e amor que não serve pra ser dela.


Por: Livia Queiroz

domingo, 4 de novembro de 2012

Epílogo sem nº

Ver seu nome em outra pessoa já não me gela mais o coração
Ver alguém que fez parte de nosso tempo já nem me faz lembrar tanto assim
Lembrar de você, de quem você é, do que você não é, das coisas que fez e das que não fez, ja não me é tão penoso.
E se me perguntam: "o que houve?", eu digo: "já passou, pra que mexer no que doeu por causa nenhuma?"

Te ver indo embora dando desculpa esfarrapada foi um rebuliço bom
Te ver discursando o quanto se importava comigo matou um pouco a fome de meu ego

E então lembrei, que quando te beijava, quando te tocava eu pensava: "quero isso tudo, porque um dia vai acabar"
E não é que acabou?

Olhar essa historinha desse ângulo é de uma perfeição incrível
Olhar pra isso hoje me faz interromper o pensamento do "se..."
Porque "se..." não é nem certeza de futuro, é garantia de "impossibilidade"

Eu gostaria de saber se você consegue dormir bem como eu consigo
Sem afronta, eu juro.

Em mim o que é engraçado agora é a luta se findando
A razão vai vencendo com bravo heroísmo e aí o bla bla bla de sua mesa de bar não tem mais efeito
Aquilo que você cantarola na roda de amigos dizendo: "Quando eu quiser ela volta", é só enredo.
É frase mal curada.

Ela não volta quando você quiser
Nem quando ela quiser
Ela pediu um tempo pra se revelar e se conhecer
E na batida suave fez uma coisa pra dizer "tchau, até mais"

Agora puxa o gatilho
Joga o dadinho
E paga pra ver
Uma mulher sem mágoas
E sem um pingo de lágrima
Nem boa vontade
Nem coragem
E com toda paciência do mundo
Pra dizer em alto e bom som:
"A festa começou faz tempo"

sábado, 20 de outubro de 2012

Desengaiolar


Esses dias estou meio
"gaiola aberta":

Deixando voar pra bem longe
todos os pássaros-poemas.

Por: Livia Queiroz

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Argumento

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Por: Livia Queiroz

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Alfredo


Alfredo mora la na rua com seu punhado de tralhas. Mora lá do outro lado, depois de onde dobra a esquina. Perto do lixo da rua, bem perto mesmo, é meio que inquilino, só sai pra trabalhar ou se banhar no riacho imundo do outro lado do bairro, quase na saída. 

No seu mundo de catação de latas e papelões, ratos e restos ele vive sem revolta, apesar de causar medo às vezes, mas não é culpa dele. Alfredo é bom menino, eu percebo, mas precisa se defender da crueldade do mundo, dos preconceitos da vizinhança que o repele sem que ele nada faça.

Alfredo rouba às vezes. Ele já me roubou uma sacola com algumas goiabas. Mas foi porque tinha fome. De pão e acalento. E já roubou algumas frutas, um pedaço de carne e – se não me falha a memória – levou alguns pertences meus. Mas tudo bem, não me serviam mais mesmo. Ele precisa de um banho, uma cama, uma boa noite de sonhos, exames de sangue, vitamina C e alguns fortificantes, que ele é muito magrinho. 

Há quem reclame! Dizem que ele anda armado. Ora, ele segura um bastão de ferro, mas é pra se defender. O coitado não ataca ninguém. Ele tem uma arma, sua única defesa por não ter tido um pai, uma mãe, uma boa escola e uma refeição digna. É sua arma dura, é dura, é arma, mas é por causa do medo. Ele tem tanto medo, e não sabe que tem, e não sabe do que, mas sabe que quando escurece e seus pelos se eriçam não é só por causa do frio. Ele tem medo porque os leões que ele enfrenta toda madrugada não vem fantasiados de metáforas. Os rugidos eu posso escutar aqui de casa. 

Ele tem medo. Mora ali do lado, e eu ás vezes o vejo chegar do trabalho, tirar o alimento machucado e velho da sacola de pano imunda, sentar na sua sala de estar de papelão e degustar o prato mais delicioso do mundo. Alfredo sabe o que faz. Às vezes me pergunto se ele chora, se sente saudade de algo, se ele já se acostumou com a vida. 

Uma vez o vi dormindo, parecia sorrir, gostaria de saber o que ele estava sonhando. Mas aposto que sonhava com a liberdade. A exaustão as vezes é percebida em seus olhos, ele trabalha muito e ganha pouco, mas não sabe disso. Acho que pensa que é tudo muito normal. Talvez seja ingênuo. Gostaria de perguntar, mas ele não permite muito contato, acha que querem roubar seu lixo, seu tesouro diário, empunha a barra de ferro e faz cara feia. Mas não ataca, ele é um doce. Ele não ataca ninguém!

Outro dia quis encostar, dizer um “oi”, essas coisas de vizinhos. Mas ele empunhou a arma dura, e foi direto ao ponto:
- O que quer?
- Só vim dar bom dia, Alfredo!
- Não me chamo Alfredo. – e deu as costas.

Pronto! Acabou com minha esperança de salva-lo. Por quem oraria agora se ele sequer me disse seu nome verdadeiro.? Gostei de inventar um nome pra ele, mas agora perdeu o encanto e não sei mais criar outro. 
Alfredo me atacou, me roubou e me matou!

domingo, 23 de setembro de 2012

En-Caderno


Ele, o sacro. O Sábio-Branco. De um branco amarelado que não é lacuna, nem ‘em branco’ e sim respiração suspensa como a que guardo nos dias em que os meios não justificam os fins. Ele: O guardador, o contentor do que não digo (e não digo o quê).
 
Ele, em sua sabedoria muda lança à minha cara milhões de verdades e mentiras e pede
explicações, emite sugestões. Incute pensamento. Exige movimento. E devolve o
que lhe digo, sempre em dobro (de dimensões e peso).
 
Outro dia me peguei em saia justa conversando com ele sobre uma insatisfação minha:
 
" – Pois, e não sabes que as pessoas mudam?  
– Sei!     
– Não sabes o que a distância faz com elas?    
– Sei – respondi – mas eu pensei que poderia ser diferente.           
– Não é! 
– É complicado.    
– Não é.   
– O que é então?  
– É simples: Quem se importa há de cuidar do que existe!”          

 

Calei.
 Ele possui a aspereza exata. A que não bane, mas a que ressalta a lógica.
 
 
"Sabe de uma coisa? Não deves cometer a tolice de acreditar em tudo o que lhe dizem. Pés  foram feitos para estar no chão. Assim como promessas cheias de cor são feitas só porque serão quebradas. Não é culpa das promessas. A culpa é das cores!"

 
Emudeço. E não há nada ainda posto sobre ele. Não há nada demais.
 Ele é como um cômodo vazio que pensa cheio...
 
"Depois de tanto tempo a ausência se torna presença constante (um paradoxo não?) e aí fica muito parecida com uma filha da vizinha que de tão próxima já vira melhor amiga sem precisar de conquista, já é parte da casa e até parece combinar com a mobília. Não é da família, nem da casa, mas é como se fosse. A ausência, com o tempo fica assim e para melhor suportá-la, a apelidamos de não-presença que é pra ver se dói menos. Pedimos ao destino, aos amigos, ao espelho pra ‘deixa pra lá’ que é pra ver se faz menos efeito. E depois – aos poucos – não é que vai mesmo doendo menos?"

 
 Ele é cheio de degraus, possui etapas e conhecê-lo exige um procedimento. Há uma raridade em sua postura: a transparência. E há ainda a inocência e a serenidade que ficam pelas bordas... Ele é inevitavelmente um amigo silencioso
 
"Vão passar pela vida tantas pessoas boas, tantas ruins. Mas isso de ser bom ou ruim é relativo. O regular mesmo é ser imparcial, mas acaba sendo melhor ser justo. Se não quiser o bem também não queira o mal. Fique fria. Permaneça fina. Fique lúdica. Posta à prova e sempre pronta. O bom mesmo é não exigir, por que cansa e além disso o que está pra ser sempre é, sem regras impostas e sim intrínsecas."
 
 
 
Eu não me atrevo a argumentar e chego a questionar se são devaneios essas coisas que percebo dele, mas tão acurácicas que são, me recuso a impor limites e travas nesse linguajar de poesia e cuidado.

“Há um motivo pra tudo. Ou vários. Optar por esse ou aquele destino não tem a ver com escolhas, mas sim com necessidade. O melhor é saber por onde começar e já que um caminho pode ter várias entradas e saídas o ideal é levar consigo um mapa. E saber quando é a hora de partir. Partir dói quando há raízes, mas é necessário completar o dinamismo da vida. Renovar as energias. Modificar. Compartilhar.”

Eu sei de uma coisa: ele possui uma vantagem sobre mim... Se ele se perguntar "quem sou eu?" terá por certo uma resposta. Quanto a mim, viraria partículas de rebarbas antes de repetir a pergunta só para não respondê-la.

Acho que ele é um sábio refúgio, um modelo do que não consigo seguir. Algumas coisas melhorariam-me por certo. Eu não quero manchar um papel com essas coisas que sinto, prefiro ouvir dele, que em branco, me comove enchendo meus olhos de lágrimas e invocando minha serenidade.

“Sabe, ela vai fazer muita falta. Você vai sentir o coração apertar, depois pesar, depois doer. Talvez um dia passe. Mas enquanto não passa o melhor mesmo é você conseguir conviver com a sensação doída. Afinal, o melhor é deixar que nasçam por si só as borboletas. Arrebentar casulos é um atentado contra a ordem natural das coisas, e a ordem natural diz que pra se fazer sarar há de se fazer doer.  Pois então, deixe ir, deixe passar, não se entreponha entre o ‘que já foi e e não é mais’. Vamos lá, supere! Get Over! Cabeça erguida e deixe de drama que o mundo é único demais pras seus apelos.”