
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Desca(n)so do Menino Poeta

terça-feira, 23 de agosto de 2011
Epílogo nº 03
Declame sua partida,
em alto e bom som.
O resto - o rasgar de páginas -
deixe por minha conta!
Poesia tem essa coisa sofrida...
Um charme
Partidas tem alguma coisa poética...
O Fim.
Por: Livia Queiroz
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ir-se
Deixar que os ventos
rabisquem um novo destino
Tirar a lama do calçado
Repintar os porões
Reinventar novidades
Ir para o outro lado
sem saber o que há
Aparar as rebarbas
Retrabalhar o antigo papel
Reinventar tópicos
Retocar a maquiagem
e levantar bela, doce
pronta, apta, viva.
Ir-me
Não importa o quanto pareça doer...
Que doa!
Meu amor doa!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
As de Ouro
As de Ouro do poeta que jogou com tudo o que tinha e de volta guardou apenas o gosto amargo do que se arrependera tão tarde:
Era a última carta...
E havia uma poesia ainda não escrita relacionada á coisa alguma...
Por inteiro mesmo, havia só o destino que lhe embaralhava a sorte.
De certo que passaram por ali palavras arredias, dessas que não se permitem a captura...
Vai entender...
- Mas não se enganem, meus caros - sussurrou o pobre homem - Essa coisa de poesia completa, tal qual amor repleto, não existe!!
P.S.: Perdoe-me...Há desesperença nisso que hoje escrevo.
Por: Livia Queiroz
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Tragando Devaneios...

Rolo na cama, olho pro teto, paredes, conto e reconto os livros da prateleira descubro novecentos e noventa e nove defeitos, uma saudade e uma decepção.
Colas de amor já não surtem mais efeito, o remendo fica mal feito, feioso, sem acabamento. Depois olho rapidamente no espelho, brinco com as olheiras fundas oriundas das noites de clarão e por um instante chego a pensar que, se foi tudo em vão, então não vale à pena arriscar as mesmas coisas todas às vezes.
Do outro lado, há quem tente refazer, reatar, relembrar quão especial a vida tem sido... Quão generoso tem se mostrado o amor, mas de que adianta? Do outro lado há alguém que necessita de explicações, alguém que quer saber o que houve com os muros em volta de “nosso forte”.
E eu não sei explicar nada. Por mais palavras que possam existir, por mais poesias que possam dar o toque cintilante... Ainda assim eu não sei usar os motivos plausíveis... Trago meus devaneios e em baforadas arrítmicas e agoniadas solto os medos, e, sobretudo as dúvidas. Vão se queimando as possibilidades dos sonhos na outra ponta... Não consigo tragar o inverso.
Deus olha lá do alto desolado talvez... Desculpe-me, não é falta de fé, é falta de forças. E sim, talvez eu seja mesmo complicada como no sonho e talvez eu sinta a necessidade de dormir para sempre exatamente como no sonho e talvez eu não seja mais a pessoa ideal, e talvez meu espírito tenha se esvaziado por ora na tentativa de enxergar por outro ângulo...
Acendo outro, para tragar o fim de papo. É tudo muito inocente, e deveras singelo, embora sombrio e impróprio, um paradoxo difícil de segurar no trago. Trato de aparar as cinzas que justificam apenas as bobagens. De resto, me sobra um quarto com e sem fumaça.
Por: Livia Queiroz
P.S.: Só fumo metáforas.
Ideia de Título sugerida por Karolzão: TRAGRANDO SAUDADES (Vou guardar esse título pra um outro poema Lol)
domingo, 7 de agosto de 2011
Epílogo nº 02
No nosso quarto, Amor meu, decoramos as paredes em tons chamativos de felicidade e o chão é varrido para o amor se deitar sem a pressa dos relógios.
Na nossa casa, meu grande amor, repetem-se singelos os dias de rotina sem rótulos. Acordam ligeiros antes de nós, os minutos ansiosos para testemunhar o nosso Simples.
Nessa cidade, doce amor, as canções feitas nos decoram as extremidades do corpo. Os poemas declamados selam isso tudo. E o Sol se pondo, grita sua inspiração em raios que a Lua, por não ter brilho próprio, apenas aprecia.
Eis o nosso espetáculo de camas, quartos, cômodos, incômodos e beijos.
Eis o nosso resumo de vida toda: noite e lençóis...
(Por: Livia Queiroz)
quinta-feira, 21 de julho de 2011
De cada Um...
Ele estava lá, como deixaram: camisa azul marinho e calça jeans, uma bota de couro de um preto velho e desgastado, a bicicleta azul e suja caída entre suas pernas...
E o homem lá: M O R T O...
Ninguém sabe o por quê. O mundo ficara silencioso de repente, para todos os que estavam a observar aquele tempo de ida sem volta. O dia raiava e o sem-vida, continuava lá caído, de rosto grudado no chão e saindo de sua boca, uma enorme mancha de sangue que envolvera todo o contorno da cabeça como um travesseiro: o conforto do último vestígio de vida se esvaindo de um corpo.
Havia uma palidez no rosto de quem o via, uma espécie de cara-parada...
Eu percebi, ali, quando olhei o homem estirado, que o que me impressiona na morte não é a vida ir-se, mas sim o desuso do corpo, a utilidade nenhuma do que se define como ser humano.O que realmente impressiona na morte é o momento do estado “parado”, do jeito “duro”, da face sem expressão... Aquele homem ficou de repente com um “não” preso no olho semi-aberto que, penso eu, “será que esse olhar teve tempo de ver a cara de morte, à ponto de, se possível fosse, fazer um retrato falado?"
Assusta-me também a feição, e os sentimentos de piedade que sobrevoam em nuvem pelo ambiente, o caos silencioso que paralisa os desconhecidos, e a dor que chega em cada peito sem saber porque ali está...
Deixa-me curiosa essas impressões e expressões que o fim da vida tirada pinta em cada rosto personagem componente do cenário “vazio”: caricaturas fantasmagóricas testemunhas de um espelho...
Imagem : Google
Por: Livia Queiroz
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Pontes Inesperadas...
Num misto de novidades, sonhos e medos,
Invocando a felicidade
e a necessidade de você pra sempre...
domingo, 12 de junho de 2011
Taça de corpo
altera o sabor do vinho.
Adoro porque em suas caraterísticas fundamentais
O vinho, se mistura e dá um sabor novo
aos caminhos que minha boca percorre.
Adoro quando não sei mais se é vinho
se é corpo, se sou eu embriagada
Quando não há mais distinções
você, vinho, eu,
bocas, pernas, paladar
sentidos e partes do corpo confundidos.
Adoro quando o seu corpo
altera tudo:
a noite, o vinho, o gosto e a mim.
(Por: Livia Queiroz)
sábado, 4 de junho de 2011
Releitura de Amor nº 02
(TEMPOS DIFÍCEIS)
Lembro-me de seu conselho: "Você tem que tentar"
E eu fraca ainda, dando asa ao medo dizia que não ia conseguir. Bobagem!
Todo mundo supera!
Todo mundo consegue!
Todo mundo se conforma!
Todo mundo sente dor e maldiz o amor, faz de conta que não entende mais de poesia, brinca de ser sombra por azar, perde as rédeas, fala o que não deve, faz o que não pode, rasga os planos inúteis.
Tudo por causa de um amor que se foi, porque amor que é amor não acaba, nem morre.
Ficamos patéticos.
Por fim o coração acalma, cansado de gritar. Arranja alguém pra preencher o vazio. Aprende a amar de novo e guarda o amor de antes na gaveta de baixo - porque esse amor de antes, do outro tempo, esse amor de verdade não morre nunca.
A gente se conforma.
Coração avisa que não quer mais doer. Pensamento só quer saber de desejo novo.
Faz bem em virar a página, mudar todas as coisas que não lhe serviram. Aceitei. Não dói mais.
Vamos em paz, e do meu testamento, você herdará as alegrias e os risos.
POR: LIVIA QUEIROZ
domingo, 22 de maio de 2011
Epílogo nº 01
Te amar é como ganhar um presente que não será usado por falta de ocasião.Então, só me resta guardá-lo. Mantê-lo na embalagem mais linda da prateleira mais alta.
Aí, de vez em quando, eu o pego e - já que não posso usá-lo - apenas olho, arrumo, ajeito, limpo, faço reparos se necessário. E só!É o máximo que posso.
E assim vai sendo: Amor-presente guardado, e não usado por falta de... (Por falta de quê?)
Imagem: Google
Por: Livia Queiroz
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Toda metade
pela metade estão
todas as coisas
que gostaria de ter no "todo".
E pior,
pela metade,
meus poemas não servem...
terça-feira, 17 de maio de 2011
3 Anos Mudando de Assunto
Por: Livia Queiroz
