sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Estranho
Estranho pensar que você mudou tanto. que enrijeceu a alma e deixou o amor que eu te dei em forma de casca grossa e bruta, sem polimento, sem brilho. Estranho, pela primeira vez em anos, eu acordar todos os dias me perguntando se ainda é amor o que sinto por você. E se foi ou é amor o que você sente por mim. E como você se transformou nessa rouquidão feia: conjunto de carne, osso e distância.
Me desculpe, eu penso em possibilidades. Eu penso em estratégias. Eu penso em novidades. Penso em esculpir uma vida, deixar o coração saltar às vezes, deixar o olho se molhar, perder a praticidade e em alguns momentos deixar a razão e ser só emoção pra sentir, pra estar, pra ser, pra tudo ao mesmo tempo. Você perdeu o tato para o encanto.
Você perdeu o encanto. Perdeu o encanto, deixou-o passar. Perdeu e anda me perdendo, eu acho, com as ausências - que você não se importa -, com as saudades não amenizadas, com o desejo não suprido. Vai perdendo pouco à pouco e finge se importar mas não acorda, não reage.
Estranho. Estranho isso de acordar todos os dias e me perguntar se ainda amo você. Antes eu tinha tanta certeza, mas agora, ja nem sei mais...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Só um desabafo!
sábado, 7 de julho de 2012
Parar
O fim de um amor dói... Dói pelas possibilidades, pelas más e boas vontades, dói pela determinação, pela naturalidade. E dói inúmeras vezes e por diversos motivos!
O fim de um amor dói quando no meio da madrugada o sono foge e você redescobre pela milésima vez que não tem mais em quem pensar, por que pensar é um meio de materializar a dor.
Dói quando bate a saudade e você quer ligar pra contar e não pode, ou não deve. Ou o orgulho não permite. E aí você prefere contar aos amigos, mas “a sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita à cobrança após o sinal.”
Dói o primeiro fim de semana só. Dói a não ligação. Dói o almoço hambúrguer sem você. Dói o não cinema. Dói o não hotel. Dói a não cama. Dói o não fazer amor, o não estar amor e o não ser mais amor. Tudo dói, e dói com a força de toneladas pressionando o peito e comprimindo a respiração.
O fim dói quando, depois de um tempo, você se conforma, se revolta, conforma de novo, se revolta, esvazia, se conforma e quando está quase pronta, sente Saudade de novo. Dói. Dói porque não deve, porque não pode, porque estava quase lá... Porque sentir saudade de novo é uma afronta às coisas conquistadas.
As “coisas conquistadas” também doem... As bocas, somente língua e saliva, vazias de emoção. Os corpos apenas sexo mais vazios ainda, comuns, desinteressantes, estúpidos. Dói não ser você em minha boca, não ser você em meu corpo, não ser você em mim toda por todos os lados e posições. Dói. Apenas isso: Dói!
Doem as reclamações que não vem de você. Dói o não cuidado. Até o tempo dói. O tempo se rala com aspereza e vagarosidade ante minha face e me torna uma des-espera murcha, pitoresca, esdrúxula. Dói o “quem sabe um dia”, o “o que tiver que ser será”, o “talvez tenha sido melhor assim”, o “gostaria de pelo menos ter sua amizade”, o “eu ainda te amo, mas infelizmente as coisas não andam bem”. Tudo dói por ser verdade e mentira ao mesmo tempo.
Dói minha vontade de acabar com tudo. Doem os conselhos, os rejeitos, a repulsa por ti que às vezes sinto. Doem os novos números de celular que possuo só pra saber (com um pouco de ego, felicidade e insegurança) que se você me procurar não vai me encontrar. Dói lutar só, superar só, esquecer só e ter que ser só.
Dói repetir mil vezes pra mim mesma que “não valeu à pena” na tentativa de incutir-me outros pensamentos. Dói se desprender, se livrar, desfazer-se das necessidades. Dói matar o amor e/ou deixar que ele morra sabendo-se o que está fazendo.
O desligamento dói, e é como se pontinhos de luz espalhados estrategicamente pelo corpo todo com o intuito de serenar e iluminar a cada dia se apagasse. Um de cada vez. E o corpo tem medo de escuridão, sacode-se, irrita-se, reclama e luta inutilmente para reacender os pontos, mas eles continuam se apagando... apagando... apagando...
Por: Livia Queiroz
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Moldes
E tudo era tão bom, tão surreal que eu não queria que acabasse, mas como nem todo desejo é pra ser realizado, acabou! E acabou de dentro pra fora... Acabou porque tínhamos acertos de contas adiados, e porque tínhamos assuntos pendentes corroendo toda a parte que deveria ser a mais pura.
E foi assim porque foi. Acabou e era bom. Acabou e agora não é mais nada!
E eu torci tanto por nós, torci junto com minhas esperanças, torci assistindo os meus sonhos fazerem cócegas nos assuntos sérios da vida. Mas não foi bem assim, não foi assim "tão bom". E não terminou tão bem.
Acabou porque se perdeu o foco. Porque tudo se pendurava entre uma camada e outra e fomos deixando... Acabou mesmo toda a torcida, acabou e bateu asas. Acabou e não me importei mais. Sei lá cara, mas desapeguei, furtei amor de mim mesma.
Deixei pra lá honey. E nem as tentativas pobres de comunicação, nem sua saudade repentina, nem essa quase vontade sua de se reaproximar são suficientes pra mexer comigo e com os muros à prova de você que construi à minha volta!
É perda de tempo. Só e somente isso... Não haverá nunca mais, de minha parte, grandes emoções, não haverá reciprocidade. No dia em que me enterrou em sua vida me pus em meu lugar e gostei dele, por incrível que pareça. E embora não permanecendo no fundo dessa cova rasa, recolhi-me toda de você. Sem tentativa, nem procura, nem expectativa. Sem ursos, perfumes, calcinhas, agendas, chocolates... Sem nada... Sem música de adeus inclusive.
Acabou. Era bom e acabou. E agora não é mais nada. Nem pode voltar a ser. Porque agora o desapego se apossou de minha pele e eu bebi novamente da fonte da liberdade.
E é bom – e nunca pensei que diria isso – mas é muito bom estar apenas comigo mesma!
Por: Livia Queiroz
domingo, 10 de junho de 2012
Redenção
Quem é você que, de repente, oferece-me apenas migalhas e elas passam a ser desesperadamente, tão suficientes?
Quem é você que aprendeu a tirar meu sossego com um simples tom frio de voz?
Não honey, isso nem de longe é o que sonhei!
Não tenho aptidões para colecionar facas, nem murros, nem águas moles ou pedras duras. Insistência nunca foi meu forte. Mas eu aprendi sobre como lutar , e aprendi ainda que a luta em conjunto, em time, representa a necessidade que ambas as partes tem em tornar viável o melhoramento das coisas.
Mas isso não é uma lei, nem uma teoria. Apenas uma observação que, de contrário, me faz pensar que a necessidade é só minha.
E, sweetheart, a lei natural das coisas deveria ser: "quando um não quer, o outro não deve lutar em vão"...
LUTAR EM VÃO... O termo "em vão" parece pejorativo, soa como reclamação, mas nesse contexto, meu amor, quero que ele soe como conclusão. Como algo que me remete a alguma coisa que encerra um processo doloroso na minha busca por você!
Eu poderia contar mil vezes e de trás pra frente as minhas e as suas mágoas, bem como as falhas, e ainda as promessas quebradas. Poderia te condenar a viver numa culpa cruel, poderia me condenar a viver uma vida de culpas também, mas o enredo aqui é outro e o que busco é redenção: pra mim e pra você.
Esgotei as medidas de meus argumentos, e saiba meu bem, que você me entregou as chaves da porta de saída. Eu agora, do lado de fora, jogo a chave pra dentro por baixo da porta para não correr o risco de tentar entrar novamente. Se eu saí, você facilitou e me deu meios para tal porque desistiu.
Eu não pretendo falar mais de felicidade. A questão não foi essa. Não fomos infelizes. Não fomos ruins. Não fomos deploráveis. Fomos de carne, osso e erros. Se possuo uma teoria é a de que não adianta nada dizer "vai, e seja feliz independente de com quem seja", por que no fundo, no nosso íntimo, na parte mais humana de nossa existência não é isso que queremos. Queremos apenas ouvir em resposta "mas eu só quero ser feliz com você". É natural! É Ego. E com ego não se brinca.
Por falar em Ego, devo confessar o quão ferido o meu se encontra. Por dois motivos: O primeiro é pela humilhação que o desgaste da tentativa frustrada traz; o segundo é por saber que antes mesmo de esfriar o meu lugar, você se viu em condições de enxergar com outros olhos novas soluções e porque não dizer, pessoas?
Mas eu estou confiante sabia?
E não entenda o termo "confiante" como uma afronta. Não é! Digo confiante, no sentido de que confio no aperfeiçoamento das coisas, confio que as experiências amadurecem o ser humano e confio mais ainda que caminhos vazios demais não levam a lugar algum, tornam-se labirintos daqueles que muitas vezes não conseguimos mais sair.
De tudo isso que citei eu só tenho certeza absoluta de que nos momentos de meu silêncio vão voltar à tona a tristeza, a solidão, a saudade, o medo e a insegurança. Além de uma vontade irresistível de tentar puxar a chave por debaixo da porta, e tentar grudar você novamente em meu abraço. Mas é assim mesmo não é? Mudanças podem e quase sempre são traumáticas.
Quanto a mim e o meu vazio de agora, também está tudo bem, ou pelo menos há de ficar. E é um bom passo querer que as coisas fiquem bem. Estou a me garantir o direito de hibernar os sentimentos e a bloquear com os muros de paredes absurdamente espessas todos os caminhos sem volta, sobretudo os que levam até à porta!
POR: LIVIA QUEIROZ
sexta-feira, 18 de maio de 2012
(In)cômodo
- E então?
- Então o que?
- Ela não te ama mais?
- Ama.
- E você, a ama também?
- Amo.
- E o que vai fazer?
- Escutar Caetano Veloso e tomar umas doses de whisky.
- Só?
- As ruas estão alagadas, o dia tá frio pra caralho. Tenho poucas opções.
- E ela? O que vai fazer em relação a ela?
- Nada! Ela sabia o caminho de volta. E decidiu seguir adiante, pois que siga!
- Simples assim?
- É. Simples assim.
- Mas você precisa procurar, fazer alguma coisa, argumentar...
- Shhhhh, silêncio. Não incomode minha serenidade.
- Mas e o amor?
- O amor passa.
- Mas e a saudade?
- Saudade acaba.
- Mas e os planos, os sonhos...
- Desfaz-se e refaz com quem valha a pena.
- Frieza essa sua!
- Ora, faça-me o favor... Ando cansada de pontes desgastadas, de argumentos frouxos, de falsos motivos, sentimentos interesseiros e por aí vai. Acha que vou me doer toda, me machucar toda por algo que já me acostumei? É assim e pronto!
- Ela não sofre?
- Diz que sim, mas tenho cá minhas dúvidas.
- Porque?
- Quando sinto uma dor tomo um remédio pra sarar. Quando não sara vou no médico. Faço cirurgia, dôo o órgão, arranco-o fora, o que for. Quero sarar. Pra o coração, pros sentimentos a lógica é a mesma. Se dói tenta fazer sarar, se não tiver jeito, arranca.
- É difícil?
- Depois de um tempo fica fácil.
- Porque?
- É como mudar de casa. No começo há uma resistência, há vinculos com a casa, lembranças. Você se muda e vive sentindo saudade da casa antiga. Depois de um tempo você começa a se acostumar com cada cômodo novo. E começa a ver beleza neles... Depois já encontra cores lindas pela vizinhança, depois pelo bairro. E por fim, esquece o endereço de sua antiga casa.
- E depois?
- Depois você começa a perceber que há a necessidade de rosas no seu jardim.
(Por: Livia Queiroz)
quinta-feira, 17 de maio de 2012
04 Aninhos de M.A.
Quatro aninhos do Mudando de Assunto.
E agradeço a todos os que participaram e participam da construção desse mundinho lindoooooooooo!!!!
E TEM NOVIDADES!!!
1 - COMEÇA HOJE A COLEÇÃO DE POEMAS "CONVITE À POESIA" , ONDE À CADA MÊS EM PARCERIA COM UM AMIGO, PUBLICAREMOS UMA POESIA NO BLOG.
2- AO INVÉS DE UM SORTEIO DE PROMOÇÃO DE ANIVERSÁRIO, FORAM REALIZADOS DOIS.
Como todo mundo já sabe, os inscritos na promoção concorreriam a um livro.
Os Sorteios foram realizados hoje (17/05/2012), às 11:30 da manhã.
Ganhadora do 1º sorteio: Dayane Alves.
Ganhadora do 2° sorteio: Milla Ragazzi
Parabéns meninas!!!!
domingo, 13 de maio de 2012
Presente do Mudando de Assunto
O dia do Sorteio od Livro ta chegando aí...
Mas antes disso, como uma maneira de agradecimento, preparei um presente singelo para os participantes inscritos no sorteio.
É só clicar no seu nome para baixar o arquivo, e podem ficar sossegados que não tem virus nenhum!
Quem estiver sentindo dificuldade para baixá-lo, me avisa que eu envio por email:
RENATINHA CAPINAM
CAMILA RAGAZZI
JAMILY OLIVEIRA (Mily Docinho)
PRISCILA INACIO
RÉGIS CALHEIRA
DAYANE ALVES
FRANCISCO CONSTANTINO (Francisquices)
GLEIDIANE SALES
JESSICA DA HORA
JORGE DE JESUS
JULIANA NARDYN
KARINA QUEIROZ
BRUNA BATISTA
CARINE LEMOS
DAIANE ISIDÓRIO
Espero que gostem do presentinho, fiz com muito mas muito carinho...
DIA 17/05 O SORTEIO SERÁ REALIZADO E O RESULTADO SERÁ POSTADO AQUI!
FIQUEM LIGADOS!
sábado, 28 de abril de 2012
4º Aniversário do M.A.
E dessa vez quem ganha o presente é você, caro leitor...
O que vai rolar?
Vamos sortear um livro.
Como participar?
1º Deixando seu comentário informando a postagem que mais gostou.
2º Deixando seu email para contato.
3º Sugerindo um assunto pra uma proxima postagem (opcional)
P.S.: Para quem estiver tendo dificuldade em deixar o comentário por favor enviar email para lq.21@hotmail.com com o assunto: MUDANDO DE ASSUNTO.
Quando será o sorteio?
Dia 17/05/2012
Quando o prêmio será enviado?
No momento em que o ganhador informar os dados para envio do livro.
Pedido especial:
O Ganhador deverá enviar uma foto com seu prêmio para publicação no blog.
domingo, 15 de abril de 2012
Poema-Vergonha
Vestidos em seus retalhos
de pouca carne
Excomungados com seus canivetes
abertos e fechados
ensanguentados e enferrujados.
Coitados, pobres coitados
coitados e pobres
usados ou não.
Donos de nossa repulsa,
da minha, da sua.
Cavalheiros de nosso preconceito
Pré nojo, pré medo, pré asco
Pobres coitados maculados
Doados à não-educação.
Meninos moleques
de rasteira pronta
de malandragem fervida.
Donos de minha alergia
De toda a chaga do mundo
Viventes da linha de fora
Sobreviventes de toda sarjeta
Muitos, pequenos, indesejáveis.
Meninos coitados
sujos, por dentro, por fora,
por baixo das unhas, por dentro dos pêlos.
Sem escapulário.
Sem escapatória.
Pivetes que me ilustram a escrita.
O pesadelo e só.
Meninos que uso a distância,
Uso em letras e desuso em ações.
Vergonha de poema!
Coitadas crianças,
pobres dentes estragados,
pobres coitados
solicitados por mim à distância.
Pobres quase homens
que para mim podem morrer,
caso queiram.
Já que também matam
se quiserem.
Homenzinhos sem nome
Sem carteira de identidade
De rostos iguais e digitais fechadas
Pobres, pobres coitados!
Eles não cabem em minha oração.
(Por: Livia Queiroz)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Particionando
Aí vamos ficando moribundos, reclamando que amamos sempre as pessoas erradas. Vamos estocando mágoas por causa desses amores mal amados, dessas perdas, desventuras. Vamos adiante reclamando com Deus nossa falta de “sorte”, e nos achamos no direito de oscilar na fé.
Deus, assiste a tudo, entende tudo, conhece tudo dentro de nós, e talvez, em sua magnífica
sabedoria diz apenas o quanto se entristece por nossos atos e pensamentos embora compreenda o quanto precisamos evoluir.
No que diz respeito à mim, tenho tentado não me sentir diminuída por perdoar a quem por algum motivo, tenha me ferido o ego; nem em pedir perdão a quem eu tenha machucado na mais sombria luta de existência.
Por conta disso, tenho tentado ficar mais próxima de Deus, tenho tentado melhorar-me no Amor e na relação de amor que tenho com Ele, para só então cair no estágio de plenitude que só os sentimentos mais puros são capazes de proporcionar. Ando exercitando, da melhor maneira que posso, a minha percepção de Deus, a minha causa, a minha essência nessa busca. Hoje não há mais esse ou aquele desespero, não sinto angústias, nem medo do que há de vir, só o corpo que ainda dói às vezes, resultado de umas energias acumuladas.
A Paz vem vindo aos poucos, e essa mania de querer Deus e não fazer nada para estar perto Dele, há de se findar. Essa estratégia hipócrita de dizer “Deus é comigo” sem nenhum espaço dentro do coração para que Ele habite está por chegar ao fim.
Nesse encanto, nessa serenidade, nesse “desempenho” de Deus e do meu grande Amigo-Anjo, repouso em paz os dias que se seguem. E é só isso que me interessa.
Por: Livia Queiroz
domingo, 8 de abril de 2012
Ponti'(agudos)
e bebo do teu sangue em saliva.
Quente escorre na ponta de minha lingua
teu sal e os teus globulos protetores que agora me pertencem.
Desprezo por instinto os arredores.
Somos só nós
em carne em pêlo,
pelo mundo e pela poeira de vida obliqua.
São os nossos pontiagudos que se perfuram
pra encaixar,
grudam-se derradeiras verdades por toda a extensão da carne alcançada,
somos de pó de pés,
de pois e, sobretudo, de algum talvez
que na hora final é carne sangue e só saliva.
Por: Livia Queiroz
Na foto: Nanda Bastos & Max
quarta-feira, 28 de março de 2012
Claridades
Acorda. Acorda rápido. Pára de descrever caminhos, experimentar fórmulas.
Vive. Apenas vive.
Não dá pra esperar tanto pelo diferencial de alguém, pela resposta que pode não vir, nem pela previsão de futuro.
Não chora menina, aprende com os erros, com os acertos, com os jeitinhos que a vida simula e a gente executa. Sempre tem um jeito.
Caramba, não te acabrunhes.
Lembra de teu Sol que, quente como é, mostra partes escondidas das sombras.
Lembra de teu ser que, simples como é, entende quantas poesias podem haver no contexto de futuro.
Lembra de teu ego, teu brio, teus Anjos, tua fé.
Você ainda lembra de Deus?
Não chora menina, não é te acomodando que sairás dessa letargia. Cura-te!
E as coisas seguem, sempre pra frente, do jeito ímpar de se ser...
Por: Livia Queiroz
domingo, 25 de março de 2012
Oscila-te
terça-feira, 13 de março de 2012
Carta de Tudo
Torna-te de repente tão familiar, tão intrínseca à todos os pedaços de mim...
Parece fazer parte de meu clã de ancestrais ou quem sabe sejas a parte gêmea a mim ocultada durante tantas eras.
O que sei, ou melhor, o que tenho descoberto, soa como se já possuísses meu mapa e um método que leva a caminhos meus...
És grande parte; és imenso tanto de tempo; és chaves de caminhos mais longos, difíceis e belos. Mas és, sobretudo a força da dignidade que emana para os meus poros a certeza da fé que possuo: em Deus, em mim, em nós. Cravo-te em mim todo dia não como um critério, mas como uma afirmação do que á cada dia fazes brotar dentro de mim...
(Por: Livia Queiroz)

