terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ... Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ... Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

Cá(aqui)eu me lembro que houve um tempo(remoto) que pegamos na mão da estrela mais próxima e aí seguimos pelo caminho mais longo, só pra sentirmos por mais tempo todas as vibrações que nossos corpos emanavam.

Era sonho?

E cá(hoje) eu lembro que os beijos poderiam ter sido mais longos, as palavras poderiam ter sido mais intensas, e tempo poderia ter sido poupado. Poderíamos ter esticado o prazo de validade.

Tudo sonho?

E cá(dentro) ainda rolam suas palavras ao som da nossa trilha sonora; ainda existe uma espécie de indecisão, uma luta entre alma que quer ficar e corpo que precisa partir; ainda tenho uns pedaços seus; uns bilhetes; umas coisas que nós esquecemos de catar.

Ainda não acordei!

(Por: Livia Queiroz)


MUDANDO DE ASSUNTO

RECEBI UM MEME DO PEDRO BEROCAN DO BLOG RESTO DE VERSO, COM AS SEGUINTES INSTRUÇÕES:

1. Colocar o link de quem te indicou pro meme;
2. Escrever estas 5 regras antes do seu meme pra deixar a brincadeira mais clara;
3. Contar 6 fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira!);
4. Indicar 6 blogueiros pra continuar o meme;
5. Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.

  • FATOS ALEATÓRIOS:
  1. Tomei mamadeira até os dez anos.
  2. Morro de medo de agulha (exames de sangue pra mim são uma tortura); Palhaços e Barata
  3. Toco violão todos os dias. É sagrado!
  4. Só gosto escrever com caneta preta.
  5. Tenho mania de fazer tudo ouvindo música. Tudo mesmo!
  6. Meus poemas só me vem à mente quando estou morrendo de sono. E acabo sempre digitando no celular pra depois transcreve-lo num papel e em seguida digitá-lo(é um processo! aff...rsrs)

  • BLOGS INDICADOS
  1. Devaneios e Loucuras
  2. Obra XXI
  3. Blog do Chico
  4. Clube da Luluzinha
  5. Acorde em Mi Maior
  6. Borboleteando


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Surto Alto

Resolvi fazer um post com apenas quatro palavras e cores que estão interligadas...
Divirtam-se com suas interpretações...

Clique na imagem para ampliar!


P.S.: Comentários do tipo: "Blog legal", "Gostei do Blog" etc... etc... etc... são dispensados!
Ja cansei desses comentarios.
Vamos ser criativos né?!

sábado, 24 de janeiro de 2009

A última carta que te escrevi

Foi assim:
Foi bem no fim; no limite(no meu e no seu); foi no nível mais alto das minhas suposições e de sua cegueira (momentânea).
Era madrugada de domingo (quase segunda), um dia que passava dolorido por mim porque eu sabia que começaria a sua semana e com ela viria todas as complicações, todos os problemas se tornariam mais nitidos e nossa distância ficaria cada vez maior.
Oh (cara de espanto!!!), eu sofria por sua dores.

Eu escrevia no meio da madrugada certa carta cortada por umas palavras que eu não esqueço, porque nunca saíram do papel.

Dizia umas coisas doídas. Falava de Saudade.
Dizia assim: "[sinto]Saudade de seu ar sereno... Do tom doce de falar (quando não briga por bobagem)... Saudade de seus olhos, que às vezes se perde no meio da conversa e transforma-se em voz, perguntando: 'Ahn?'; 'Foi?'; 'Ah, tá!É?'"

Eu falava também das briguinhas sem motivos concretos. Alguém lançava a faísca e pronto: o incêndio ja tava formado. Foram inúmeras queimaduras. GRAVISSIMAS!

E se não me falha a memória, lembro que escrevi no finalzinho:
"Sonha com os Anjos e dorme comigo.
Por mais que doa, te amo pra sempre.
Ficaremos bem."
Enquanto escrevia rezava baixinho para que algum anjo adentrasse pela janela e te levasse a minha carta. A última.

Os Anjos não vieram. Nem passaram por perto.(Decepção!!!)
Só hoje sei porque...
Eles sabiam que eu havia esquecido de escrever tanta coisa...

Esqueci de escrever que eu sabia que o tempo passaria, e a dor ia adormecer, mas um dia nos encontraríamos na rua e talvez nem nos cumprimentássemos. E nesse dia, você iria me mostrar o novo brilho em seus olhos e um outro espaço preenchido por um amor novo, um tal qualquer.
Esqueci de dizer que eu estava do seu lado e você não viu. E que não cobro o tempo que passou, só não consigo entender o que você também nunca soube me explicar.
Esqueci de dizer também que um dia talvez o que eu sinto (hoje com menos intensidade) morra de vez e quando isso acontecer, eu no meu canto e você no seu, lembraremos que somos apenas seres humanos.

E assim as linhas ficaram poucas mas lembrei do que esqueci. Como não ia mesmo te entregar essa carta nem que os Anjos me aconselhassem, deixei-a guardada pra o futuro responder.
E a outra foi transformada em pequeninos pedaços risonhos no lixo...

P.S.: A outra carta atirei mesmo no LIXO!
Não só a carta!


(Por: Livia Queiroz)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

SEM TOM

Por Deus!
Horrendos 'demônios' esvaíram-se de suas moradas, amordaçaram os que não se renderam e os transformaram em reféns do próprio medo.
Subornaram à todos.
E calaram até o som do sangue pingando no chão...
Propagaram, em tom ameaçador, o torpe e esmagador discurso - cheio de absurdos e falta de concordância- de que: TODO HOMEM TEM SEU PREÇO E SE DEUS NÃO PUDER COMPRAR O DIABO PAGA E PAGA MAIS.

Santo Deus!
Mexeram no ciclo... Na rotação... Na semente do jardim de novas idéias.
Criaram nossas mulheres nuas e apelantes.

Mizeráveis!

Somos agora minoria. As agulhas no palheiro.
Quanta orgia barata!
Quanto estupro de informação!
Quanta falta de gramática... De Aurélio... de Gullar... de Clarice... Tom... Vinícius...
Invadiram nossa alma através da porta amistosa e sempre aberta de nossas casas, e agora não saem nem que os expulsemos.

Por Deus!
É esse o preço que um bom homem merece pagar por saber a diferença entre Bossa e Fossa?

(Por: Livia Queiroz)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Poema Adeus

Adeus dias tristes e sonhos interrompidos
Adeus palavra maldita e pensamento insano
Adeus falta de amor e fingimento impuro
Porque uma l u z brota da existência mais remota

Adeus dias e noites infames
Adeus sonhos de futuro distante
Adeus olhos hipnotizantes
Porque há beleza também em outros olhares

Adeus Ânsia...Sede...Fome...
Papel amassado ao lado da cama
Carta por ser escrita
Palavra por ser dita

Adeus cama vazia... Frio... Medo
Remédio que não surte efeito
Veneno sem antídoto
Fotografias sem vida

Adeus "mãos-de-adeus"
Porque há também o outro lado da história:
A parte em que o recomeço sorri
e a escuridão se distrai na propria sombra

Adeus Eu
Adeus V o c ê
Adeus poemas tristes e
I-n-a-c-a-b-a-d-o-s . . .


(Por: Livia Queiroz)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Cata-ventos

A Carta de um personagem que invadiu-me a alma através do seu próprio tempo!

"Não sou um homem de muitos amores, nem muitos horrores. Poucas coisas me escandalizam e quando isso acontece fecho meus olhos, já não carrego pedras nos bolsos, preciso de toda a leveza do mundo.
O que me entristece mesmo são os olhos que não enxergam a alma em dor, os corações que sugam até a última gota as boas vibrações do amor...

Conheço fatos e relatos de cada coisa no seu tempo, vivo isso tudo enquanto posso e já acompanhei o 'desenrolar' de toda a minha família.

Em dias quentes sento-me à beira da praia pra apreciar as crianças brincando na areia alvinha.

Em dias frios procuro a colcha mais quente e as palavras mais vivas, junto os netos à minha volta e conto as histórias mais lindas dos tempos em que o tempo era outro e ao escutar minhas próprias palavras tenho a noção de que o que vivi foi vida... samba... prosa... poesia...

Homem feliz que fui...

Criança feliz que sou...

E só tenho pela frente o futuro e o fruto doce que amadurece todos os dias.

O sabor que está por vir todo santo dia, todo dia é santo..."



(Por: Livia Queiroz
)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

... lindo como ele só...

Sol nasceu como as coisas que espero pro meu dia... como o que todos esperam.
A noção de felicidade passa a ser diferente quando vêm as contas no fim mês, as notícias dos jornais, as pessoas que largam as mãos, as que se fingem de cegas, as que atam a vontade do outro...
Começos de ano são sempre carregados de esperança (palavra mais louca... como apalpar o invísivel ou até mesmo a possibilidade dele), quando na verdade, a vida pode e deve ser deliciosamente aproveitada e reaproveitada todos os dias.
O instante se apresentou e se eu não fizer ou desfizer o que é necessário, eu perderei a hora...

Desatei-me... Descompliquei-me...
Desfiz-me..."Desandei-te"... (des)Desperdicei-me...

Agora estou longe de você, como deveria ter feito há tempos...
Estou longe das notícias ruins e das mãos que andam secas e mesmo assim ainda se espremem contra meu rosto.
A velocidade é inconstante e o tempo é o meu.
O nascer é de cada um.
Ponto final!

(Por: Livia Queiroz)

Foto: Praia do Flamengo, SALVADOR-BA
01/01/2009

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

To na Rua (PerGaminho ou PerCaminho?)

Pequeno jogo de palavras perdidas em uns caminhos estreitos, quando corria atrás dela... Até alcançar a janela de sua alma e adentrar feito um louco bandido...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Se não estiver conseguindo ler, clique na imagem para aumentar o tamanho...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Preciso de Pouco

Em tempos de fim de ano, sempre observo as pessoas, as mudanças de comportamento, as novas esperanças, o cheiro de ano novo...
Tudo ganha cores novas.
Não sei se é pelo desejo real de mudança ou se é pelo desejo de que tudo acabe logo mesmo.
No meu caso, é um pouco dos dois... Mas no fim das contas descubro que eu preciso é de quase nada...O Sorriso Certo,
O Olhar Verdadeiro,
que faz parar o tempo...
A vontade de viver coisas novas
Grandes Novos Amores ou apenas Um
Desejos de ir
Sonhos novos que me permitam ficar
(Idas e Vindas: isso já não me confunde tanto)

Pessoas...
Palavras...
Música...
Cores...

Um tantinho de dinheiro no bolso

E no fim das contas, pra selar tudo isso, nada melhor do que O Abraço...
O Seu!!!


Saudades...
Ah, eu preciso de VOCÊ perto de mim


E você, amigo blogueiro, precisa de que?



DESCULPEM-ME A AUSÊNCIA, E A DEMORA DE POSTAR, ANDO MEIO SEM TEMPO...

(Por: Livia Queiroz)


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sem Controle

Controle-Remoto
Mão sem controle
...
Esbarra na mão
Sorriso
(Foi de propósito) - Pensamento
Suspiro
Luz Apagada
Tv Ligada - Filme
"Que filme que nada!"
Faltou energia (eba!!!)
Riso
Mão Boba
Boca
Cheiro
Gosto

Eu Gosto!!!


(Por:Livia Queiroz)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Trechos de Nada


Vive reclamando do pouco tempo que tem.
Das filas enormes nos bancos.
Da falta de tempo pra família
Da falta de tempo pra si mesmo
E sua alma é ingênua: Ela acredita... acredita em tudo!

No fundo está sempre esperando...
Espera pela melhor resposta, pra poder aceitar os fatos.
Espera um sorriso pra poder retribuir.
Espera um amor pra começar a amar
Um outro corpo para aquecer o seu.
e Vive dependente da própria dependência.

Acredita nos beijos mais fáceis e mais vazios
Acredita que acredita no outro
Como se o outro não cometesse o mesmo erro.

Vive com a certeza de que o pleno é realmente o completo.
Confunde esperanças com espera.
O pior: Espera da maneira mais inútil
Espera o que não vem!!!


(Por: Livia Queiroz)

Perdoem-me o pessimismo estampado nesse post...
Depois de algum tempo achando que tudo estava voltando ao normal, as coisas desandaram novamente... enfim, mas isso também é viver.



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A sala de Retalhos

Olhava aquele lugar como se fosse o primeiro que vira em toda sua vida. E de fato o era. Embora tivesse crescido ali, mas acostumara-se a não reparar. Apenas vivia por lá e pronto!
E ponto.

Vestia-se de si mesmo todos os dias, mas naquele dia não teve escolha, aquela sala o obrigara a se despir. Não sabia se fora pelo novo desejo de partir, ou se fora pelo velho desejo de ficar. Pôs-se a catar os pedaços que não serviam e costurar meio despretenciosamente e sem a menor noção do que aconteceria...
Apenas selecionava o que a alma jogaria no lixo e costurava um pedaço no outro que também não haveria de prestar. Demorou quase a vida inteira para conseguir...
Por fim construiu-se e destruiu-se ao ver um espelho cru, feio e em pedaços que ele mesmo emendou...
O formato turvo da costura, as cores mórbidas dos retalhos, o efeito sombrio que tudo aquilo o causara, inundou aquela sala de terror e o seu peito de desespero.
Catou também o desespero e emendou na costura.
Não faria mais nada dali em diante.
Tornara-se inerte!


(Por: Livia Queiroz)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Volta-e-meia-volta.

Segunda-feira dia de postagem nova...
Na verdade eu ia postar outro poema, mas esse aqui eu fiz ontem(16/11) à noite e decidi postá-lo hoje.
Ela que era geralmente relapsa
Se encontrava perplexa
Com o rumo complexo
Qua a situação tomou...

Compadecidos e estimulados
Talvez embriagados por tanta informação.
Ela comia batata-frita
Ele bebia vinho tinto.
Ambos ao som e imagem incandescente
Do Mestre Chico.

Ele falava-lhe sobre suas causas nobres
Sonhava com uma nova revolução
E ela queria apenas ter uma filha
E o xingava em inglês.
Acompanharam então, com precisão eloquente
O minar das proparoxítonas da plena Construção*.

Ele queria uma coisa
Ela também queria.
Ele desejava mostrar-lhe os livros que costumava invadir
Ela desejava mostrar-lhe as músicas que costumavam invadi-la.

Um sabor exagerado, mas nem por isso desgostoso, de diferença fritava
ao compasso dos passos apressados da garçonete.
Compartilhavam de maneira sólida as palavras e defendiam suas idéias:
Mirabolantes, exorbitantes, por vezes sincopadas em vaticínios prolongados
Isso aí era amizade.

Ele meio tonto. Ela meio gorda.
Ele quase um homem. Ela quase mulher.
(ambos à caminho desse cruel fim de linha)
Ele meio assim. Ela mais assim ainda.
Aquilo, daquele jeito, era amizade.
Saíram juntos do tal lugar
Ela ainda perplexa. Ele ainda convicto.
E cantarolaram o que não deviam.
Enquanto riam de si mesmos.

Descobriram por fim que o que ambos queriam era mais do que aceitável:
Queriam apenas uma poesia ritmada.

E quem ousaria impedir-lhes?
Afinal eram um Saxofone e um Violão.

Singela homenagem à Gleison Coelho e um brinde à nossa amizade.
(Por: Livia Queiroz)

Na foto: Ele e Ela
Citação: Construção* música de Chico Buarque

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Andar de cima...

Dia meio perdido, depois de uma noite quase só, não fosse pela companhia dos fones de ouvido.
Madrugada mal dormida e coisas mal planejadas.

É esse meu medo: que isso se torne um hábito...um vício.

Penso constantemente no que tenho que esquecer, faço listas e não lembro onde as coloco, conheço pessoas e seus nomes me passam despercebidos.
"Isso aí é pura falta de atenção"
, ela me diz em tom de brincadeira enquanto organiza a própria vida... E deve ser mesmo.
Falta coragem pra me concentrar, e as palavras acabam fugindo de medo...pavor...

Eu queria ter dito algumas coisas antes, mas aí ficava esperando o momento certo e o momento nunca veio. Defeito terrível da espera...

Maldita hora bendita!!!


"Bom dia Anjo Lindo...
Saudade de você.
Parece que foi ontem...

Ah, e foi mesmo.
Que cabeça a minha!

Desculpa é que perco a noção do tempo...

O tempo...
O tempo tá passando e recolorindo as minhas mais novas "vontades":

Vontade de ver

Vontade de ficar só

Vontade de não fazer nada

Vontade de fazer um monte de coisa

Vontade de querer o novo...


As coisas novas sempre estão prontas pra assutar.

Acordei assustada, mas com aquela certeza novamente:


Deu Positivo!

Estou grávida...




Grávida de Liberdade!!!"



(Por: Livia Queiroz)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Esconda-me...

Esconde-me da solidão,
Faze-me ser como antes: de coração um pouco mais duro,
e face mais encrespada
Ajuda-me a ser de novo como o vento
que em suas passadas nunca ficam no mesmo lugar
Desfaz-me esse destino
ou desatino[?] : prisioneira livre de novo num mundo tão povoado...



Esconda-me da solidão
Faça-me renascer num colo qualquer
Inventar umas boas maneiras de novo
Qualquer coisa concreta
e como dantes: de poucas palavras!


Faze-me voltar ao lugar no topo
Ajuda-me com um caminho novo
Porque o que há de oco e vago
Me Consome à procura de um pouco mais
E não há nada pra preencher.
Só há mesmo o que esconder.


(Por: Livia Queiroz)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eis...Finge

Depois de dias sem escrever realmente nadinha, a falta disso ou daquilo, ou de tal coisa e etc... me trouxe um presente: esse poema...



Minhas palavras estão gastas.
Esgotadas...
Com uma maldição, talvez.
A bad trip. An awful dream...
Coisas assim!

Não há mais melodia que me alcance.
Nem verso algum que me povoe.
Estou vazia!
E ao temer a escuridão, releio uns escritos antigos
Centelhas de um tempo qualquer...Faíscas do que serviu...

Acabou a morte primária
Dos pêlos e pólos
Acabou-se-Esgotou
Palavras certas esvaíram-se por fim
E não há nada por terra.

Comerei dicionários então?

Talvez, mas me falta a essência
o feeling, o tato, o ato, o fato
O jogo, o fogo, o nojo, o acúmulo
e o desgosto do gosto que gosto.

Foi-se a etapa fúnebre e sutil
O âmago e o amargo
E as palavras vivas não me corroem mais
Não me encontram o endereço da alma
Estou presa num novelo seco de linhas turvas.

(Por: Livia Queiroz)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quase nada mudou

Estou há muitos dias sem escrever nada... Crise(de criatividade)...Cansaço(é raro admitir, mas quando digo que estou cansada, é porque estou mesmo e não há canto no mundo pra estirar o corpo. Cansei de tudo. de TUDO mesmo)... Dias corridos(24h já não são suficientes)... Saúde(ou melhor, a falta dela)... Trabalho... Preocupação...Coisas e mais coisas e mais e mais, menos mal, sinal de que estou viva!
Resolvi então, repostar esse poema que fiz há mais ou menos um ano atrás, e já que muitos amigos blogueiros ainda não conheciam o Assuntos de Menina quando o postei da primeira vez aqui está ele:


Ainda durmo de meias
E uso roupas curtas
Quase nada mudou
Aceito quase todos os convites
Minhas mãos ainda são as mesmas
Meus lábios têm o mesmo calor
Só meus braços que não estão mais abertos
E meus sentidos que estão mais aguçados.

Ainda uso aquele casaco branco nos dias frios
E escureço os cabelos
Mas não rôo mais as unhas de ansiedade
Pinto os meus olhos e disfarço minhas olheiras quando não me vem o sono
Mas eu não toco mais as mesmas canções
E não cito as mesmas frases de amor

Ainda tomo café naquela xícara enorme
E sinto nostalgia nos fins de tarde
Mas não marco mais as datas importantes no calendário
E nem arrumo mais os bibelôs na estante
Passo sempre pelos mesmos lugares
Mas me preocupo menos com o relógio
Faço quase tudo o que quero
E muito menos do que posso
Meus pés estão indo pelo mesmo caminho
Quase nada mudou.


(Por: Livia Queiroz)

sábado, 11 de outubro de 2008

Com (s)(n)(f).ome


Fiz esse poeminha e decidi postá-lo de maneira diferente... rsrs
E quem ousará dizer que eu não tenho paciência???


MUDANDO DE ASSUNTO...
SELINHOS


Ganhei esses Selinhos Lindos da Milla, do Acorde em Mi Maior:

E passo esse Selos para a Sammyra do Blog Borboleteando e para a Liana do Blog Tack at the Bonus Track

Ganhei também da Milla, Um Oscaaaar, huuum quem diria??? hehehehe
Mas esse tem certas regrinhas...

Seguinte:


1º)Expor o selinho no blog
2º)Colocar o link de quem ganhou o selinho
3º)Escolher 10 blogs
4º)Falar porque escolheu os blogs


And the Oscar goes to:

Murillo Leal : Um blog que trata de assuntos sérios e polêmicos de maneira tão irreverente, merece um Oscar. Parabéns Murillo

Pedro Berocan: O Blog dos poeminhas bem curtinhos. Em poucos versos nos faz pensar e entrar em sintonia com o mundo das palavras...

Everton do blog Outras Estações: adoro as coisas que esse cara escreve e Ponto FINAL!!!

Daline Lucena: A menina da Abaíra, que sabe fazer uso de todas as palvras que estão a sua volta, e escreve de forma magnífica...

Liana, Lili: Quem escreve sob metáforas e piadas internas, e de maneira subjetiva, tornando os textos tão gostosos de ler merece sim um Oscaaar... Adoro suas abstrações Lili!

E NÃO É QUE SÓ PRESENTEEI 5 BLOGS??
MAS SÃO OS QUE EU REALMENTE ACHO Q MERECEM O OSCAR



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Beirando Chaves...

Você aparece e não tem jeito!
Eu olho...

Viro uma fanática, lunática, apática...etc etc etc
Mas olho.

E é por dentro...
Por dentro de sua roupa...(é eu não presto mesmo!)
Por dentro de seu corpo,
quero enxergar sua alma, sua lama...
sua...sua... (não sei explicar)
mas eu quero!

É impossível...
não impossível não é,
mas é difícil...
vivo em ânsia constante,

À mercê de sua... c r u e l simpatia.

Mas estou beirando as chaves.
As chaves de onde tranco o que não é pra ser.
As palavras malsãs e constantes que não me soltam nunca.


(Por: Livia Queiroz)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

MENINA DAS TRANCINHAS

Estou há uns dias sem postar nada...
Eis que meu querido blog ficou entregue às moscas
- Perdoe-me querido blog (rsrsrs oh isso foi profundo tosco).

O motivo de tal "abondono" é que estou me dedicando muito à minha mais nova loucurinha: ESCREVER UM ROMANCE, e tô gostando.

Outra coisa: Estou amando diálogos agora...
Huuuum, porque será?? rsrs

Segue mais um:

Pequeno diálogo entre EU e PEDRO BEROCAN do blog Resto de Verso aqueeeele blog dos poemas pequenininhos:

-Vi o que vc comentou no meu blog...
- Aaaah eh eu gostei do seu poema
-E nem sei o que postar hoje...rs
- Eu também não, meu blog tá entregue às moscas. Sabe uma coisa que desanima o blogueiro?
- O que seria?
- Aqueles comentários da galera que nem lê o que você postou aí põe lá: "bom blog"; "legal o texto"...
- kkkk Tem uns que pousam do nada
- É. Ainda bem que tem gente que reconhece o nosso "trabalho".
- É... Acho que vou fazer uns reloads de post antigos...
- Eu não faço a menor idéia do que postarei hoje. Socoooooorro, meu bloguinho entregue às traças...
- Bem, eu até ajudaria se eu não estivesse com o mesmo branco. :D...O blog das tranças sob as traças...kkk
- Hum, tenho um poema chamado A menina das trancinhas acho que vou postá-lo. Pow vc me lembrou bem!!! hahaha
- Belo traçado para o blog das tranças sob as traças. Vai sair um trava lingua....kkkkk
- Vou colocar isso no meu blog também e lhe darei os créditos huahuahua...
- Tá bom... rsrs

CRÉDITOS à Pedro Berocan, como havia prometido hehehe!

Mas segue o poema, isso aí sobre A Menina Das Trancinhas...

(Estou apenas transcrevendo as palavras que alguém disse-me há algum tempo. Seria Egocentrismo escrever sobre/para si mesmo?)


A menina das trancinhas
Vem como quem não quer nada
Óculos escuro, bermudão e tênis
all star
Sua malandragem é explícita,
E tem aquela indecência adorada
Quando conta as suas causas nobres
Lábios nervosos,
Umas coisinhas cor-de-rosa só pra disfarçar
(disfarçar o que? Gosto de azul também...rsrs)
Mas a menina de trancinhas

Segue um ritmo próprio,

Cantarolando a melodia que pega no ar

Ela sempre pega no ar...

Pega no ar também
Algumas borboletas...
Coisas de Menina.

- Fala quase nada essa menina

Embora
olhe pelos cotovelos
O meu medo é não conseguir me desprender
Desse belo entrelace


Eu Sou a Borboleta que ela pega no ar!





(Por: Livia Queiroz

Participação Especial: Pedro Berocan)