Ah, vida minha!
Corre ligeiro. Por que corres assim?
Mais dia é menos dia, vida minha!
Trago na palma da mão as cores que sublinho:
A cor morna dos seus olhos;
A cor do nosso encontro e a dos nossos lençóis;
O fosco dos paralamas e pára choques e pára brisas e pára raios,
mas não repara, não,
minha escrita pobre e confusa;
Há ainda o azul marinho da noite que tem mais e mesmo a cor de quando voce não está;
Eu te rabisco o Soneto de Fidelidade no meu papel de rascunho e jogo debaixo de sua porta.
Queimo-me de você a cada hora, a cada olhar em carne viva.
Minha carne.Viva.
Ardo.
Pronuncio seu nome bem baixinho,
de forma quase rouca
por conta desse seu cheiro
que me atrasa o ritmo.
(Por: Livia Queiroz)
domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
(Contra)ditória

Livre e amarga, tentava acumular doses suas nas gotas de tinta que misturava para preencher aquela tela ainda branca, em tons (vazios)...
De repente, lembraria de quão vaga sua arte se tornara visto que fazia para sobreviver, pra não sufocar, pra não morrer lunática.O rosto ora úmido ora ríspido pendia sob a luz, ainda que se escondesse dela. O efeito de seus olhos inchados lhe causava repulsa.
Ninguém tinha medo dela. Muito menos respeito: "artistazinha de merda".
De merda... De medo...
Qualquer um - muito embora, nenhum qualquer um sem nome e sobrenome fosse capaz de se aproximar - qualquer um devidamente registrado, seria capaz de entender-lhe a alma... oscilante.
{E eis que descubro que tenho tesão pela palavra ALMA. É o que mais interioriza o ser humano e além disso: hamuniza-o}
Dia desses, próxima semana talvez, as tintas, as telas, as olheiras lhe subam ao mesmo tempo ao cérebro causando quem sabe um risco em verbo estridente, caso possam imaginar... E talvez ela pinte sua última obra gotejando qualquer brando desejo de voltar ao mundo de antes.
Ela, morreu sem morrer.
Todos passam por ela.
Quem ela é?
(Por: Livia Queiroz)
Ninguém tinha medo dela. Muito menos respeito: "artistazinha de merda".
De merda... De medo...
Qualquer um - muito embora, nenhum qualquer um sem nome e sobrenome fosse capaz de se aproximar - qualquer um devidamente registrado, seria capaz de entender-lhe a alma... oscilante.
{E eis que descubro que tenho tesão pela palavra ALMA. É o que mais interioriza o ser humano e além disso: hamuniza-o}
Dia desses, próxima semana talvez, as tintas, as telas, as olheiras lhe subam ao mesmo tempo ao cérebro causando quem sabe um risco em verbo estridente, caso possam imaginar... E talvez ela pinte sua última obra gotejando qualquer brando desejo de voltar ao mundo de antes.
Ela, morreu sem morrer.
Todos passam por ela.
Quem ela é?
(Por: Livia Queiroz)
domingo, 1 de novembro de 2009
---- Traços ----
Vá se despir de suas ideias patéticas, seus julgamentos ridículos e sem fundamentos.
Eu não quero mais seu gelo em mim.
E o que eu achava que era reversível não é. Na verdade nada em você nunca muda. Você faz e acontece e age depois como se tudo fosse normal.
Eu não sou remédio, eu não sou só colo. E agora eu saí de perto de vez.
Agora eu não quero mais ter paciencia, agora eu não quero mais entender.
Eu não quero palavras suas me assolando novamente. Porque meu caminho ja tem dona e meu sorriso também ja tem motivo: EU.
E tudo o que eu digo "em tom de desaforo" ameaça um desaforo seu.
Eu quero ver se você consegue, eu quero ver se você provoca, e eu quero ver se você prova e suporta o gosto que amarga céu da minha boca.
No fim das contas eu to livre de você, e livre de mim também... Daquele meu euzinho antigo e "pouco", e daquela minha vontade imensa de curar as suas dores mesmo que para isso eu tivesse que sangrar por todos os meus dias.
Eu passo na cara mesmo, e relembro sim tudo o que você fez e principalmente o que você não fez. É meu jeito de dizer que doeu e que agora acabou.
Perda de tempo o que estamos vivendo agora: eu tentar explicar tudo que você nunca entende sem antes me jogar um mundo sujo na cara.
Eu não vivo sua vida e nem você a minha.
O ritmo agora é outro. A direção também.
Entenda e fale o que quiser. Palavras mal ditas são irreversíveis.
E quando eu te disse: "Me esquece!", era verdade.
Esquece mesmo. Pra sempre. De vez.
Em outra época eu disse que estava cansada.
Hoje eu to enojada.
Meu mundo gira em torno de mim, e eu o apresento às pessoas.
Meu amor próprio, É SÓ MEU.
E aquele outro amor, aquele que eu sentia.
Aaah, esse aí não é definitivo não. E desbotou.
Cansei de você.
E não vou desistir de minha vida. Eu quero e preciso viver.
Muita gente espera por isso.
(Escrito em:18/10/09)
Por: Livia Queiroz
Eu não quero mais seu gelo em mim.
E o que eu achava que era reversível não é. Na verdade nada em você nunca muda. Você faz e acontece e age depois como se tudo fosse normal.
Eu não sou remédio, eu não sou só colo. E agora eu saí de perto de vez.
Agora eu não quero mais ter paciencia, agora eu não quero mais entender.
Eu não quero palavras suas me assolando novamente. Porque meu caminho ja tem dona e meu sorriso também ja tem motivo: EU.
E tudo o que eu digo "em tom de desaforo" ameaça um desaforo seu.
Eu quero ver se você consegue, eu quero ver se você provoca, e eu quero ver se você prova e suporta o gosto que amarga céu da minha boca.
No fim das contas eu to livre de você, e livre de mim também... Daquele meu euzinho antigo e "pouco", e daquela minha vontade imensa de curar as suas dores mesmo que para isso eu tivesse que sangrar por todos os meus dias.
Eu passo na cara mesmo, e relembro sim tudo o que você fez e principalmente o que você não fez. É meu jeito de dizer que doeu e que agora acabou.
Perda de tempo o que estamos vivendo agora: eu tentar explicar tudo que você nunca entende sem antes me jogar um mundo sujo na cara.
Eu não vivo sua vida e nem você a minha.
O ritmo agora é outro. A direção também.
Entenda e fale o que quiser. Palavras mal ditas são irreversíveis.
E quando eu te disse: "Me esquece!", era verdade.
Esquece mesmo. Pra sempre. De vez.
Em outra época eu disse que estava cansada.
Hoje eu to enojada.
Meu mundo gira em torno de mim, e eu o apresento às pessoas.
Meu amor próprio, É SÓ MEU.
E aquele outro amor, aquele que eu sentia.
Aaah, esse aí não é definitivo não. E desbotou.
Cansei de você.
E não vou desistir de minha vida. Eu quero e preciso viver.
Muita gente espera por isso.
(Escrito em:18/10/09)
Por: Livia Queiroz
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Pequena
A pequena que eu amo me deu um mundo de bolhas de sabão
E me trouxe amor pra fazer chover dentro de casa
A pequena que eu amo é a maior de todas
e é por ela que limpo a alma,
aprendo umas mil fórmulas que nunca usarei...
É por ela que faço músicas com tendência a altar,
e é por ela que meus pés estão quentes agora.
A maior de todas me desvendou com um acorde
e me despiu com um olhar discplicente.
Ah, e hoje me tira do sério, do seio. O anseio.
É o que eu quero querer.
Causa uma arritmia suave da cor castanha de seus olhos,
que quero ver de perto...
Quero ver mais de perto
do que esse olhar é capaz todo dia.
A pequena,
essa a quem amo sem pedir licença
atende por um nome que me estremece a pronúncia.
Ela é toda uma única sílaba tonica.
E é o único ímpar a que em refiro
sem a pontada supersticiosa.
A pequena - nem tão pequena assim -
que eu amo descaradamente,
faz essas palavras se juntarem agora
em um contra-tempo marcado
por nossos pés envergonhados.
Ela combina meu ritmo
com seu arranjo pronto,
e faz dessa música o amor perfeito
a ser colhido nas saudades ligeiras,
nas ausências costumeiras,
nas palavras corriqueiras...
(Por: Livia Queiroz)
E me trouxe amor pra fazer chover dentro de casa
A pequena que eu amo é a maior de todas
e é por ela que limpo a alma,
aprendo umas mil fórmulas que nunca usarei...
É por ela que faço músicas com tendência a altar,
e é por ela que meus pés estão quentes agora.
A maior de todas me desvendou com um acorde
e me despiu com um olhar discplicente.
Ah, e hoje me tira do sério, do seio. O anseio.
É o que eu quero querer.
Causa uma arritmia suave da cor castanha de seus olhos,
que quero ver de perto...
Quero ver mais de perto
do que esse olhar é capaz todo dia.
A pequena,
essa a quem amo sem pedir licença
atende por um nome que me estremece a pronúncia.
Ela é toda uma única sílaba tonica.
E é o único ímpar a que em refiro
sem a pontada supersticiosa.
A pequena - nem tão pequena assim -
que eu amo descaradamente,
faz essas palavras se juntarem agora
em um contra-tempo marcado
por nossos pés envergonhados.
Ela combina meu ritmo
com seu arranjo pronto,
e faz dessa música o amor perfeito
a ser colhido nas saudades ligeiras,
nas ausências costumeiras,
nas palavras corriqueiras...
(Por: Livia Queiroz)
domingo, 20 de setembro de 2009
Ver para Crer
Quando as palavras bastarem, eu quero poder olhar em teus olhos enquanto todos os seus detalhes são cravados em minha mente.
E permanecer calma, doce, leve, livre no seu colo, até que caia toda chuva sobre o mundo.
Sou só uma alma solta pela imensidão, esperando o abandono acabar em seu sorriso.
Gravando tudo...
Pensando em tudo...
Lá em baixo a cidade corre louca e riscos lancinantes desenham a rotina, mas pouco me importa a queda de impérios, as leis, as pragas.
Pouco importa o tempo, já rasguei os calendários e prefiro acreditar que cada dia é único ao seu lado.
Que cada verso é inédito e que cada palavra é a primeira dos últimos tempos.
Prefiro acreditar que não se conjuga os verbos no passado e que os monstros já foram todos derrotados.
Eu estou com você a cada manhã, antes mesmo de acabar o seu sono.
Passo noites em claro te mandando os sonhos mais doces e felizes.
Você é o motivo das minhas orações.
Me ensinou sobre o cuidado.
Eu estarei sempre por perto mesmo que um dia eu feche meus olhos ou você não abra mais os seus.
Permanecerei quieta, te olhando... Sem pressa.
Não tenho pudores ao seu lado, porque pra ser livre só preciso estar diante de você.
Sempre ouço seus passos apressados e eles seguem o ritmo do me u coração, ou quem sabe é o meu coração que segue seus passos todos os dias.
Acredito em Anjos.
E eles estão sempre por perto, te guiando pra dentro dos meus braços, acabando com os espaços em branco e as nuvens cinzentas deixadas em minha alma por antigos amores.
Sou eu quem te escreve as cartas sangradas de amor.
Sou eu quem te fala tudo que você imagina que não existe.
Sou eu quem te sopra o desejo sob cada poro de sua pele.
E sou eu quem abre a porta à tardinha pra te receber, mesmo que esteja de mau humor, mesmo que tenha dado tudo errado.
E sou eu que te trago sensações.
E que tento acabar com a nostalgia das suas tardes de domingo.
Sou eu que invento centenas de razões para te ver sempre sorrindo.
Te pego no colo e te levo por caminhos seguros.
Poderia passar da eternidade com suas mãos sob as minhas.
Te sussurro palavras soltas...frases sem nexo.
São só coisas que minha mente desenha rapidamente enquanto sinto seu corpo sobre o meu.
Te puxo pro meu lado avesso.
Desculpe minha ânsia, perdoe-me por tamanho desejo.
É que eu gosto de ver em seus olhos a agonia da loucura se espalhando por todo seu corpo.
Gosto de te ver não sabendo o que fazer. Amo o seu “não-saber-o-que-dizer”. E os seus olhos parando o tempo.
Ainda voltarei a te escrever.
Talvez escreva coisas novas.
Talvez repita tudo isso centenas de vezes, de qualquer forma, saiba que quando eu te escrever estarei reafirmando o pacto que fiz quando meus olhos encontraram sua alma.
Desculpe-me por toda essa esperança. É que cada dia que acordo e te olho me apaixono um pouco mais.
Não precisa acordar sorrindo, até seu tédio é perfeito.
Não precisa me dizer nada até seu até seu silêncio é precioso.
Não sei bem onde ficou minha antiga tristeza , mas sei onde está minha felicidade.
Também não sei ao certo como deixei você se aproximar e aos poucos roubar em pequenas porções tudo o que eu ainda nem era, mas que já era seu por direito.
Nem sei como escrevo tantas palavras pra dizer sempre a mesma coisa.
Perdoe meu corpo inquieto e minha necessidade voraz de gritar ao vento tudo isso que me rasga o peito em flores.
Me entregue à você.
Vou te arriscar um segredo:
“Eu fecho os olhos junto as mãos e rezo...rezo pra te ter sempre aqui...pra me manter sempre aí.
Eu falo coisas que sou capaz de reviver... lutas que seria capaz de vencer.
Eu só não suportaria ter que andar sem seus passos junto aos meus. Não suportaria a prisão que minha vida se tornaria sem você.
Você é a minha tradução de Liberdade.”
Fico aqui pensando...
Sonhando...
Dizendo absurdos:
Essas coisas que me escorrem boca a fora.
Desculpe-me por fazer coisas erradas, mas não quero negar quem sou.
E eu “só Sou” com você.
Eu vou continuar aqui sentada...te olhando na sua rotina linda.
Preciso ver para crer.
(Por: Livia Queiroz)
(ESCRITO EM AGOSTO DE 2008)
E permanecer calma, doce, leve, livre no seu colo, até que caia toda chuva sobre o mundo.
Sou só uma alma solta pela imensidão, esperando o abandono acabar em seu sorriso.
Gravando tudo...
Pensando em tudo...
Lá em baixo a cidade corre louca e riscos lancinantes desenham a rotina, mas pouco me importa a queda de impérios, as leis, as pragas.
Pouco importa o tempo, já rasguei os calendários e prefiro acreditar que cada dia é único ao seu lado.
Que cada verso é inédito e que cada palavra é a primeira dos últimos tempos.
Prefiro acreditar que não se conjuga os verbos no passado e que os monstros já foram todos derrotados.
Eu estou com você a cada manhã, antes mesmo de acabar o seu sono.
Passo noites em claro te mandando os sonhos mais doces e felizes.
Você é o motivo das minhas orações.
Me ensinou sobre o cuidado.
Eu estarei sempre por perto mesmo que um dia eu feche meus olhos ou você não abra mais os seus.
Permanecerei quieta, te olhando... Sem pressa.
Não tenho pudores ao seu lado, porque pra ser livre só preciso estar diante de você.
Sempre ouço seus passos apressados e eles seguem o ritmo do me u coração, ou quem sabe é o meu coração que segue seus passos todos os dias.
Acredito em Anjos.
E eles estão sempre por perto, te guiando pra dentro dos meus braços, acabando com os espaços em branco e as nuvens cinzentas deixadas em minha alma por antigos amores.
Sou eu quem te escreve as cartas sangradas de amor.
Sou eu quem te fala tudo que você imagina que não existe.
Sou eu quem te sopra o desejo sob cada poro de sua pele.
E sou eu quem abre a porta à tardinha pra te receber, mesmo que esteja de mau humor, mesmo que tenha dado tudo errado.
E sou eu que te trago sensações.
E que tento acabar com a nostalgia das suas tardes de domingo.
Sou eu que invento centenas de razões para te ver sempre sorrindo.
Te pego no colo e te levo por caminhos seguros.
Poderia passar da eternidade com suas mãos sob as minhas.
Te sussurro palavras soltas...frases sem nexo.
São só coisas que minha mente desenha rapidamente enquanto sinto seu corpo sobre o meu.
Te puxo pro meu lado avesso.
Desculpe minha ânsia, perdoe-me por tamanho desejo.
É que eu gosto de ver em seus olhos a agonia da loucura se espalhando por todo seu corpo.
Gosto de te ver não sabendo o que fazer. Amo o seu “não-saber-o-que-dizer”. E os seus olhos parando o tempo.
Ainda voltarei a te escrever.
Talvez escreva coisas novas.
Talvez repita tudo isso centenas de vezes, de qualquer forma, saiba que quando eu te escrever estarei reafirmando o pacto que fiz quando meus olhos encontraram sua alma.
Desculpe-me por toda essa esperança. É que cada dia que acordo e te olho me apaixono um pouco mais.
Não precisa acordar sorrindo, até seu tédio é perfeito.
Não precisa me dizer nada até seu até seu silêncio é precioso.
Não sei bem onde ficou minha antiga tristeza , mas sei onde está minha felicidade.
Também não sei ao certo como deixei você se aproximar e aos poucos roubar em pequenas porções tudo o que eu ainda nem era, mas que já era seu por direito.
Nem sei como escrevo tantas palavras pra dizer sempre a mesma coisa.
Perdoe meu corpo inquieto e minha necessidade voraz de gritar ao vento tudo isso que me rasga o peito em flores.
Me entregue à você.
Vou te arriscar um segredo:
“Eu fecho os olhos junto as mãos e rezo...rezo pra te ter sempre aqui...pra me manter sempre aí.
Eu falo coisas que sou capaz de reviver... lutas que seria capaz de vencer.
Eu só não suportaria ter que andar sem seus passos junto aos meus. Não suportaria a prisão que minha vida se tornaria sem você.
Você é a minha tradução de Liberdade.”
Fico aqui pensando...
Sonhando...
Dizendo absurdos:
Essas coisas que me escorrem boca a fora.
Desculpe-me por fazer coisas erradas, mas não quero negar quem sou.
E eu “só Sou” com você.
Eu vou continuar aqui sentada...te olhando na sua rotina linda.
Preciso ver para crer.
(Por: Livia Queiroz)
(ESCRITO EM AGOSTO DE 2008)
sábado, 5 de setembro de 2009
Do Contrário.
Vontade de você aqui pertinho,
pra tocar uma canção.
Aquela que fala de nossa distancia,
de nossa saudade.
Queria você aqui,
me mostrando a língua pra eu ver se tá azul
por conta do pirulito...
enquanto isso eu me esbaldo em passatempo.
Poderíamos colocar o som nas alturas
e pular sobre a cama.
Ou sobre as nuvens.
Você por perto pra eu poder
deitar do seu lado,
e sentir seu jeito suave
e sua bochecha vermelha de vergonha.
Você aqui perto
querendo discutir a relação
só pra me contrariar.
Você preferindo história
e eu português.
Vontade de seu cheiro,
de seu jeito todo daquele jeito
que nunca consigo explicar.
Da foto de molecona.
Vontade dessa vontade
que não é da carne...
é mais além.
É alma e sintonia.
É encontro entre acordes.
Entre olhares.
É mais do que posso querer.
E o que me importa no fim das contas
é justamente o contrario que não encontro.
(Por: Livia Queiroz)
pra tocar uma canção.
Aquela que fala de nossa distancia,
de nossa saudade.
Queria você aqui,
me mostrando a língua pra eu ver se tá azul
por conta do pirulito...
enquanto isso eu me esbaldo em passatempo.
Poderíamos colocar o som nas alturas
e pular sobre a cama.
Ou sobre as nuvens.
Você por perto pra eu poder
deitar do seu lado,
e sentir seu jeito suave
e sua bochecha vermelha de vergonha.
Você aqui perto
querendo discutir a relação
só pra me contrariar.
Você preferindo história
e eu português.
Vontade de seu cheiro,
de seu jeito todo daquele jeito
que nunca consigo explicar.
Da foto de molecona.
Vontade dessa vontade
que não é da carne...
é mais além.
É alma e sintonia.
É encontro entre acordes.
Entre olhares.
É mais do que posso querer.
E o que me importa no fim das contas
é justamente o contrario que não encontro.
(Por: Livia Queiroz)
domingo, 23 de agosto de 2009
Você ---> Me estraga
Me estraga quando faz qualquer vontade e ainda diz que eu posso tudo.
Me estraga porque me solta o quanto quero enquanto traça meu caminho de volta despretenciosamente.
Me estraga porque faz das noites miúdas, motivos justos e certos para que eu caiba em teu abraço, para que eu caía em sua conversinha mole, para que eu aceite seus truques manjados.
E, me entrega, tudo que tem seu sabor para que eu prove e diga se eu gosto. E eu sempre gosto de tudo: do canto da boca, do contorno de teu pescoço, da curva da cintura... Da carne ao carma... A doce agonia...E o "querer tudo ao mesmo tempo".
Me estraga quando diz que eu posso e devo voltar no dia seguinte e no outro e no outro e pra sempre porque os braços estarão abertos pra me guardar.
Me estraga com esse riso desleixado quando diz: "- Mimo meeeesmo, e daí?"
Estraga e entrega.
Entrega. Invade. Supre.
Estraga porque deixa!
Estraga porque "quer"!
E eu vou - como quem não quer nada, como se não soubesse onde isso vai dar - chegando perto e encontrando o que esteve tão ao meu alcance.
Paira, por fim, um beijo no ar, um beijo com o gosto de antes.
Com o gosto de tanto. Com o gosto que eu gosto.
(Por: Livia Queiroz)
Post Singelo fazendo jus a esse sentimento...
Me estraga porque me solta o quanto quero enquanto traça meu caminho de volta despretenciosamente.
Me estraga porque faz das noites miúdas, motivos justos e certos para que eu caiba em teu abraço, para que eu caía em sua conversinha mole, para que eu aceite seus truques manjados.
E, me entrega, tudo que tem seu sabor para que eu prove e diga se eu gosto. E eu sempre gosto de tudo: do canto da boca, do contorno de teu pescoço, da curva da cintura... Da carne ao carma... A doce agonia...E o "querer tudo ao mesmo tempo".
Me estraga quando diz que eu posso e devo voltar no dia seguinte e no outro e no outro e pra sempre porque os braços estarão abertos pra me guardar.
Me estraga com esse riso desleixado quando diz: "- Mimo meeeesmo, e daí?"
Estraga e entrega.
Entrega. Invade. Supre.
Estraga porque deixa!
Estraga porque "quer"!
E eu vou - como quem não quer nada, como se não soubesse onde isso vai dar - chegando perto e encontrando o que esteve tão ao meu alcance.
Paira, por fim, um beijo no ar, um beijo com o gosto de antes.
Com o gosto de tanto. Com o gosto que eu gosto.
(Por: Livia Queiroz)
Post Singelo fazendo jus a esse sentimento...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Or'ação
Faça-me instrumento de Sua Paz.
Mas antes de tudo, faça me conhecer o valor da serenidade, para que eu não caia na dúvida.
Posso entender sobre o desespero, mas antes me alerta sobre a esperança.
Posso aceitar a solidão se não houver jeito algum, mas se pousares em minha alma o seu amor, já me será válido.
Quero falar de Ti, mas não quero falar o tempo todo, a ponto de virares uma rotina em minha vida. Rotina Cansativa. Obrigação. Flagelo. Castigo.
És a minha tradução de Amor.
Não quero me acostumar com seus Milagres e sair por aí falando como se fossem
banais truques de mágica, no entanto preciso deles.
Não quero fingir orar, porque não o faço com frequência.
Mas quero lembrar-me de quando fui ensinada sobre o amor infindável do Pai do Céu.
Preciso de mais paciência, mais calma.
Para entender, aceitar e decidir.
E no fim das contas, para agradecer o que me vier...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Num momento não muito bom de minha vida...
Mas antes de tudo, faça me conhecer o valor da serenidade, para que eu não caia na dúvida.
Posso entender sobre o desespero, mas antes me alerta sobre a esperança.
Posso aceitar a solidão se não houver jeito algum, mas se pousares em minha alma o seu amor, já me será válido.
Quero falar de Ti, mas não quero falar o tempo todo, a ponto de virares uma rotina em minha vida. Rotina Cansativa. Obrigação. Flagelo. Castigo.
És a minha tradução de Amor.
Não quero me acostumar com seus Milagres e sair por aí falando como se fossem
banais truques de mágica, no entanto preciso deles.
Não quero fingir orar, porque não o faço com frequência.
Mas quero lembrar-me de quando fui ensinada sobre o amor infindável do Pai do Céu.
Preciso de mais paciência, mais calma.
Para entender, aceitar e decidir.
E no fim das contas, para agradecer o que me vier...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Num momento não muito bom de minha vida...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Amor R'oco
Era um amor louco.
Erra um amor Rouco. Oco.
Era Pouco.
E já era o amor simples que posava em meus dedos sujos de tinta, e pousava em meus dedos seus lábios.
E que amor era esse que esperava, que aplaudia, que calava, entendia?
Que surto de amor era esse que varria com desespero o passado para o presente caminhar?
Que amor em poço era o tal amor!
Quantas tantas esse amor suportou?
Era amor em poço de agua cristalina. Era semente nova. Era cíclico.
Que loucura espontânea esse amor carregava!
Que vontades explicitas ele sussurrava?
Que amor era esse, que de tanto em tanto já era.
E de era em era ja fora. Fora e não voltara!
Errou um amor louco...E já era o amor rouco.
Que de tão rouco, ficou mudo!
(Por: Livia Queiroz)
Erra um amor Rouco. Oco.
Era Pouco.
E já era o amor simples que posava em meus dedos sujos de tinta, e pousava em meus dedos seus lábios.
E que amor era esse que esperava, que aplaudia, que calava, entendia?
Que surto de amor era esse que varria com desespero o passado para o presente caminhar?
Que amor em poço era o tal amor!
Quantas tantas esse amor suportou?
Era amor em poço de agua cristalina. Era semente nova. Era cíclico.
Que loucura espontânea esse amor carregava!
Que vontades explicitas ele sussurrava?
Que amor era esse, que de tanto em tanto já era.
E de era em era ja fora. Fora e não voltara!
Errou um amor louco...E já era o amor rouco.
Que de tão rouco, ficou mudo!
(Por: Livia Queiroz)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Mudando de Assunto
NOTA¹ - Esse não é meu estilo de escrita, portanto não gostei desse post. Por outro lado uma teoria me fez postá-lo.
A teoria da entidade lírica: É quando uma "entidade" baixa em você e você escreve em um estilo que não é o seu, rs. Nesse caso baixou a entidade lirica de Lorena Silva, como sou fã assumida-declarada, eis o texto(ou sei lá o que). Mas Loren escreve muuuuuuuito melhor que isso aqui. Fato
Aos 12 eu ficava achando que ao crescer tudo ia ser diferente.
Bobagem. Tudo igual.
Aprendemos com o puta susto que tomamos quando a gente esbarra no que até então era o desconhecido.
Apredemos com os amores que dão certo. Com os que não dão tão certo assim.
Aprendemos a viver a fase porra louca e a fase louca da porra toda.
E quando passamos dos 15, queremos os 18.
Quando chegam os 18 ansiamos pelos 20.(Estou à espera dos 25)
Mas no fim das contas não muda muita coisa de fora pra dentro.
Mudam os ângulos, as perspectivas, o olhar(de dentro pra fora).
Amadurecemos as loucuras e aprendemos a arquitetá-las.
Nos apaixonamos como aos 11 anos, o que muda é a intenção.
Moldamos sonhos, como antes e o que muda é o teor.
Vivemos com os mesmos defeitos.
Vivemos a mesma vida, o que muda são os assuntos.
E ao esperar os dias trato de deixar cada loucurinha bem madura e arquitetada.
Praticarei todas.
Um dia!
(Por: Livia Queiroz)
A teoria da entidade lírica: É quando uma "entidade" baixa em você e você escreve em um estilo que não é o seu, rs. Nesse caso baixou a entidade lirica de Lorena Silva, como sou fã assumida-declarada, eis o texto(ou sei lá o que). Mas Loren escreve muuuuuuuito melhor que isso aqui. Fato
Aos 12 eu ficava achando que ao crescer tudo ia ser diferente.

Bobagem. Tudo igual.
Aprendemos com o puta susto que tomamos quando a gente esbarra no que até então era o desconhecido.
Apredemos com os amores que dão certo. Com os que não dão tão certo assim.
Aprendemos a viver a fase porra louca e a fase louca da porra toda.
E quando passamos dos 15, queremos os 18.
Quando chegam os 18 ansiamos pelos 20.(Estou à espera dos 25)
Mas no fim das contas não muda muita coisa de fora pra dentro.
Mudam os ângulos, as perspectivas, o olhar(de dentro pra fora).
Amadurecemos as loucuras e aprendemos a arquitetá-las.
Nos apaixonamos como aos 11 anos, o que muda é a intenção.
Moldamos sonhos, como antes e o que muda é o teor.
Vivemos com os mesmos defeitos.
Vivemos a mesma vida, o que muda são os assuntos.
E ao esperar os dias trato de deixar cada loucurinha bem madura e arquitetada.
Praticarei todas.
Um dia!
(Por: Livia Queiroz)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O...
Eu o vi imundo e perdido sob a garoa da quinta-feira santa.
Eu vi os outros olhos que o olhavam curiosos, impacientes.
Vi o verde dos olhos dele perdido no cinza molhado do asfalto...
Eu senti nojo, medo, dó.
Senti a minha dignidade bater-me à cara.
Explorei sua dor.
Transformei em míseras palavras
segui meu rumo e nada fiz.
Vem a dignidade bater-me à cara,
Vem a consciencia cuspir-me o prato.
(Por: Livia Queiroz)
Eu vi os outros olhos que o olhavam curiosos, impacientes.
Vi o verde dos olhos dele perdido no cinza molhado do asfalto...
Eu senti nojo, medo, dó.
Senti a minha dignidade bater-me à cara.
Explorei sua dor.
Transformei em míseras palavras
segui meu rumo e nada fiz.
Vem a dignidade bater-me à cara,
Vem a consciencia cuspir-me o prato.
(Por: Livia Queiroz)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Boas misturas que compomos...
...Porque acordar cedo ganhou um tom diferente e não tem mais a cor do mau-humor.Porque a tal aula chata, da professora chata, que só fala coisa chata a gente tira de letra e entre uma coisinha e outra tudo ganha sabor.
Porque esquecer que o intervalo é de apenas 20 minutos virou a melhor das rotinas, e arranjar um bom motivo pra tudo virar farra com direito a foto e tudo não é pra qualquer um.
Toda a mistura que nos envolve é de uma perfeição ímpar... singular...
E qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, passa a ser de fato muito importante quando vocês estão por perto.
É desse espectro que falo, porque coisas simples e sinceras não se acha tão facilmente.
O bom momento é agora. É esse que estamos vivendo...
(Por: Livia Queiroz)
Para: Day e Ana Lu
Amooooooo vocês meus lovinhos!!!
Para: Day e Ana Lu
Amooooooo vocês meus lovinhos!!!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Problema todo mundo tem
Facil demais não querer ouvir. Facil demais arranjar em quem pôr a culpa. Facil demais gritar ao telefone.
Simples demais não entender o que não é do interesse, mas o meu limite e minha parca noção das coisas, não me permitem mais aceitar tudo o que veio em conta gotas.
Tem hora, que chega a hora de se chutar o balde, o pau da barraca ou sei lá o que.
Chutei. Desisti.
Desisti muito mais de cair em suas loucurinhas inesperadas do que de amar novamente.
Desisti muito mais de viver à margem do que de entender qual o sentido real disso tudo.
Desisti de compreender porque você tanto diz que não te compreendo.
Perdi as peças do quebra-cabeças. De propósito.
Cansei do jogo. Do seu tempo. Do meu tempo. Do meu coração de canto em canto cheirando paredes.
Pois pode dizer agora que não te entendo, que não te atendo, e pode falar de todos os meus defeitos que ousares sublinhar.
Problema todo mundo tem, e cada um sabe o peso do seu.
Só está desse lado aí, entupindo tudo de reclamações, por que não sabe que do lado de cá, nem tudo corre às mil maravilhas...
(Por: Livia Queiroz)

Simples demais não entender o que não é do interesse, mas o meu limite e minha parca noção das coisas, não me permitem mais aceitar tudo o que veio em conta gotas.
Tem hora, que chega a hora de se chutar o balde, o pau da barraca ou sei lá o que.
Chutei. Desisti.
Desisti muito mais de cair em suas loucurinhas inesperadas do que de amar novamente.
Desisti muito mais de viver à margem do que de entender qual o sentido real disso tudo.
Desisti de compreender porque você tanto diz que não te compreendo.
Perdi as peças do quebra-cabeças. De propósito.
Cansei do jogo. Do seu tempo. Do meu tempo. Do meu coração de canto em canto cheirando paredes.
Pois pode dizer agora que não te entendo, que não te atendo, e pode falar de todos os meus defeitos que ousares sublinhar.
Problema todo mundo tem, e cada um sabe o peso do seu.
Só está desse lado aí, entupindo tudo de reclamações, por que não sabe que do lado de cá, nem tudo corre às mil maravilhas...
(Por: Livia Queiroz)

domingo, 28 de junho de 2009
Simples assim...
Só mexi na ilusão,o resto tá igual.
E do canto de onde eu venho,
tudo se pode enfeitar.
E do que é reto e duro,
pode-se espremer
até que alguma gota mine cores de vida.
Pois a sala em que grito,
meu desespero tem ecos de bondade,
e as ruas onde me faço caminhar,
desesperança tem poeira cintilante...
Rôo-me por fim,
entre todas as coisas que são pra mim
e finjo que não são,
entre todas as bocas que são pra mim
e penso que são em vão.
Retoco minha maquiagem,
mas é o espelho que precisa de reparo.
Rabisco-me.
[SOLTANDO AS AMARRAS]
Ao som de Zelia Duncan
Música: "Telhados de Paris"
Cd (NOVO): Pelo Sabor do Gesto
Presente da San, obrigadaaaaaa. Amei
Ao som de Zelia Duncan
Música: "Telhados de Paris"
Cd (NOVO): Pelo Sabor do Gesto
Presente da San, obrigadaaaaaa. Amei
sexta-feira, 19 de junho de 2009
POEIRA
- Quando eu não estiver mais aqui, você vai lembrar de mim?- pergunta Guta
- Ah, sem esse papo agora! Lembra o que nos prometemos? - responde Lara, sem muito pensar.
As duas estão deitadas sobre a grama olhando para o céu infinitamente azul. O que predomina entre elas é um segredo: Em breve estarão separadas.
Guta usa um short jeans e a camiseta com a imagem do Anjo Gabriel.
Lara veste uma bermuda azul marinho e uma camisa de listras brancas e azuis.
Estão estiradas lado a lado e com preguiça de falar muito.
O silêncio entre elas é doce.
- Eu acho que vou querer virar uma nuvem - diz Guta.
- Uma nuvem?
- É. E aí quando você olhar lá pro céu, eu vou assumir a forma de um coração. Bem fofo e macio.
Novamente o silêncio se faz presente.
Um vento sopra fraco, o Sol não tá lá grande coisa e as nuvens passam devagar nos mais diversos formatos, todo o céu parece alegre. Talvez haja um motivo.
- Acho melhor a gente voltar. - sugere Lara - ta ficando tarde.
O caminho que fica pra trás é sutil e de passos curtos. Nenhuma das duas fala muito, há mais entre os olhares. Há muito mais.
O ônibus pára e elas sobem. Sentam uma do lado da outra. Guta segura a mão de Lara que vai pra lá e pra cá acompanhando o sacolejo do ônibus.
Há uma beleza múltipla e estonteante na mistura que as duas compõem, e há o cheiro de segredo em tons disfarçados, mas ninguém no ônibus nota. Ninguém ali se olha de fato.
Até as duas evitam se olhar. Guta vai na janela olhando a paisagem correr. Lara olha o entrelace das mãos sem nada pensar, sem nada querer.
A tarde vai caindo do lado oposto do mundo. A sarjeta. O Contrário.
Saltam do ônibus e andam mais um pouco até a casa de Guta.
Despedem-se sob o último adeus do Sol que parecia mais distante do que realmente é, como se fizesse parte de uma outra galaxia, a outro Universo de distância, anuncia-se triste como o protagonista de sua própria partida. O beijo de Lara pousa risonho sobre o rosto moreno de Guta e parece fazer cócegas em cada poro, ela sorri com maciez, e por alguns instantes tenta evitar o inevitável, mas uma lágrima miúda e tímida rola pelo olho direito.
O Sol se despede pela última vez, também com uma lágrima. Começa o vácuo. O momento em que não é hora nenhuma. Mas se sabe que logo em seguida a Lua vai despontar.
Guta é uma palavra. Lara é olho atento de pronúncia incorreta.
- Tenho que ir, ja anoiteceu - diz Lara.
- Vai com Deus. - um abraço mudo e úmido encaixa os corpos das duas, combinando de repente com a primeira estrela empoeirada a despontar no azul marinho da noite.
Guta mantém Lara em seu abraço, esta por sua vez olha para os fios negros nas costas de Guta. De um negrume quase irreconhecivel, caso ela não soubesse o motivo. A peruca. De repente adotada como a única alternativa. De repente adorada.
Do fim do abraço, resta o cheiro do espaço que fica entre o laço de dois corpos, o barulho do portão sendo aberto e os passos das duas indo em direção contrária: uma para dentro do seu mundo, outra para fora.
"É óbvio que eu vou lembrar de você. Pra sempre. E é óbvio que você vai virar nuvem. Um coração.", diz Lara enquanto se afasta.
As estrelas debocham das duas e se fazem cadentes.
"Idiotas"- riem descaradamente os pontos brilhantes no céu - "Ninguém vira nuvem. Ninguém vira coração."
NOTA: Post sem imagem porque iria ficar parecendo maior do que realmente é.
(Por: Livia Queiroz)
- Ah, sem esse papo agora! Lembra o que nos prometemos? - responde Lara, sem muito pensar.
As duas estão deitadas sobre a grama olhando para o céu infinitamente azul. O que predomina entre elas é um segredo: Em breve estarão separadas.
Guta usa um short jeans e a camiseta com a imagem do Anjo Gabriel.
Lara veste uma bermuda azul marinho e uma camisa de listras brancas e azuis.
Estão estiradas lado a lado e com preguiça de falar muito.
O silêncio entre elas é doce.
- Eu acho que vou querer virar uma nuvem - diz Guta.
- Uma nuvem?
- É. E aí quando você olhar lá pro céu, eu vou assumir a forma de um coração. Bem fofo e macio.
Novamente o silêncio se faz presente.
Um vento sopra fraco, o Sol não tá lá grande coisa e as nuvens passam devagar nos mais diversos formatos, todo o céu parece alegre. Talvez haja um motivo.
- Acho melhor a gente voltar. - sugere Lara - ta ficando tarde.
O caminho que fica pra trás é sutil e de passos curtos. Nenhuma das duas fala muito, há mais entre os olhares. Há muito mais.
O ônibus pára e elas sobem. Sentam uma do lado da outra. Guta segura a mão de Lara que vai pra lá e pra cá acompanhando o sacolejo do ônibus.
Há uma beleza múltipla e estonteante na mistura que as duas compõem, e há o cheiro de segredo em tons disfarçados, mas ninguém no ônibus nota. Ninguém ali se olha de fato.
Até as duas evitam se olhar. Guta vai na janela olhando a paisagem correr. Lara olha o entrelace das mãos sem nada pensar, sem nada querer.
A tarde vai caindo do lado oposto do mundo. A sarjeta. O Contrário.
Saltam do ônibus e andam mais um pouco até a casa de Guta.
Despedem-se sob o último adeus do Sol que parecia mais distante do que realmente é, como se fizesse parte de uma outra galaxia, a outro Universo de distância, anuncia-se triste como o protagonista de sua própria partida. O beijo de Lara pousa risonho sobre o rosto moreno de Guta e parece fazer cócegas em cada poro, ela sorri com maciez, e por alguns instantes tenta evitar o inevitável, mas uma lágrima miúda e tímida rola pelo olho direito.
O Sol se despede pela última vez, também com uma lágrima. Começa o vácuo. O momento em que não é hora nenhuma. Mas se sabe que logo em seguida a Lua vai despontar.
Guta é uma palavra. Lara é olho atento de pronúncia incorreta.
- Tenho que ir, ja anoiteceu - diz Lara.
- Vai com Deus. - um abraço mudo e úmido encaixa os corpos das duas, combinando de repente com a primeira estrela empoeirada a despontar no azul marinho da noite.
Guta mantém Lara em seu abraço, esta por sua vez olha para os fios negros nas costas de Guta. De um negrume quase irreconhecivel, caso ela não soubesse o motivo. A peruca. De repente adotada como a única alternativa. De repente adorada.
Do fim do abraço, resta o cheiro do espaço que fica entre o laço de dois corpos, o barulho do portão sendo aberto e os passos das duas indo em direção contrária: uma para dentro do seu mundo, outra para fora.
"É óbvio que eu vou lembrar de você. Pra sempre. E é óbvio que você vai virar nuvem. Um coração.", diz Lara enquanto se afasta.
As estrelas debocham das duas e se fazem cadentes.
"Idiotas"- riem descaradamente os pontos brilhantes no céu - "Ninguém vira nuvem. Ninguém vira coração."
NOTA: Post sem imagem porque iria ficar parecendo maior do que realmente é.
(Por: Livia Queiroz)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Outrém
Sábado à noite gasto meu dinheiro e meu corpo indo ao
Domingo à noite,
Vejo alguns a conversar com Deus, fervorosamente.
Entendo tudo.
Segunda-feira, alcanço na rua as obrigações e os problemas que não trago nunca pra casa.
Segredos. Segredo. Sagrado. Sacro. Santo.
E corre todos os outros dias até que me venha alguma estupidez, e no fim de todo o cansaço tenho que admitir que é você a minha contradição.
Que é você quem dilacera meu ego e todos os timbres que ensaio são inúteis, visto que você possui todos os antídotos e sorte, de fato, tens muita sorte.
Mas um dia qualquer, bem proximo a esses, lhe pego de surpresa.
Vais abrir os braços, vais fechar os olhos e querer sentir. Vais esperar.
Eu vou estar bem perto, vais sentir meu cheiro, mas já será tão tarde que estarei de costas e com os braços cruzados.
(Por: Livia Queiroz)
Escrito originalmente em uma folha branca de caderno com borda rosa, no dia que eu não sei bem qual foi, mas foi durante uma aula de empreendedorismo, entre uma e outra anotação, afinal sou uma aluna aplicada!
domingo, 14 de junho de 2009
DE VOLTAAAAA
Putz, se saudade realmente matasse eu tava mortinha!
Dias e dias e dias sem computador por causa de uma bendita(ou maldita) placa mãe que teimou teimou e me disse adeus.
Passei por um periodo difícil de abstinencia do mundo virtual.
( E outras abstinencias também)
Como o bom filho a casa retorna, aqui estou eu. Sem grandes iéias, mas ansiosa... pra quê? Pra começar, eu acho...
Suposições apenas...
Esses dias foram proveitosos também, por exemplo, mastiguei toda a vida de Galileu Galilei e se bobear sei até quantos puns ele deu enquanto esteve vivo(essa parte não é verdade).
"Ganhei" umas mensagens anônimas no celular e foi legal brincar de detetive, ruim foi depois, quando descobri quem era, mas enfim...(segredo!!!)
Ah, e a melhor de todas: descobri A LINGUA DE EULALIA(uma novela sociolinguística perfeita) que aborda temas como: diferenças entre Português-padrão e o Português-não-Padrão escritos e falados, etc etc etc
Vale a pena conferir!
Dias e dias e dias sem computador por causa de uma bendita(ou maldita) placa mãe que teimou teimou e me disse adeus.
Passei por um periodo difícil de abstinencia do mundo virtual.
( E outras abstinencias também)
Como o bom filho a casa retorna, aqui estou eu. Sem grandes iéias, mas ansiosa... pra quê? Pra começar, eu acho...
Suposições apenas...
Esses dias foram proveitosos também, por exemplo, mastiguei toda a vida de Galileu Galilei e se bobear sei até quantos puns ele deu enquanto esteve vivo(essa parte não é verdade).
"Ganhei" umas mensagens anônimas no celular e foi legal brincar de detetive, ruim foi depois, quando descobri quem era, mas enfim...(segredo!!!)
Ah, e a melhor de todas: descobri A LINGUA DE EULALIA(uma novela sociolinguística perfeita) que aborda temas como: diferenças entre Português-padrão e o Português-não-Padrão escritos e falados, etc etc etc
Vale a pena conferir!
PROMETO!!!!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Bicho Solto

E vem uma suposta crise...
Putz, crise não! Essa palavra deprime.
Mas vem o desacerto, as conclusões precipitadas e o mais além de não saber o quê.
Eu prefiro acreditar que é uma fase ruim, e que me perdoem os garotinhos e garotinhas de plantão, mas só pode ser a “adolescência literária”.
Essa coisa rouca, magricela e anoréxica, indefinível de nem saber que rumo seguir. Nada parecido com Camões, Vinícius ou Drummond será escrito por mim, pois a complexidade escolhida da forma mais simples é inalcançável por meus dedos inexperientes; Nelson Rodrigues, Fernando Sabino, Bukowski têm um molejo, um gingado, uma coisa que nem de longe acompanho com minha pobre escrita.
Não tem nem lá nem cá. Nem conto. Nem rima. Nem poesia, prosa muito menos. Nada de crônicas.
Essa ‘linha’ que ouso seguir é mais ousada do que eu e parece nem levar a canto algum. Fico de um lado pro outro com uma insistência remota, e vez ou outra sai uma palavra que casa com algo e faz um sentidozinho.
Por acaso. Sempre assim. E há quem acredita que acasos não existem.
Jabor ao ler isso, torceria o nariz na mesma hora, com razão... E provavelmente pensaria em quem eu penso que sou para andar escrevendo bobagens à respeito de nada tomando o tempo do outro coitado que pára pra ler.
E eu, mais madura do que antes, nada diria. Mas as minhas palavrinhas adolescentes escreveriam algo do tipo: “E que o mundo se foda!”; “Vão todos à merda” ou quem sabe o clássico “Falar de mim é fácil, difícil é ser eu”... É triste admitir, mas dedos de palavras adolescentes estão sujeitos a escorregar nesses clichês revoltados e revoltosos.
É fato que ao escrever isso, cria-se um clã de rebeldezinhos amistosos e sem causa, mas eu, sinceramente, não tenho a menor intenção de atingir um publico tão “fervoroso”.
Tudo é sintoma teenage.
Fico feito uma barata tonta, porque leio o que eu escrevo e sequer sei definir. Digo pra mim mesma que isso é assim e fim de papo (coisa de escrita “aborrecente”), mas então depois de muito pestanejar e entender bulhufas, aceitando por fim o meu “destino” despeço-me de tudo dizendo: “Adeus mundo Cruel”.
Jogo os pés sobre a mesa, e só mesmo uma cerveja bem gelada pra me fazer engolir essa camada solta de não saber o que...
P.S.: Leitores Adolescentes, por favor, ao ler isso, não queiram me apedrejar em praça pública, por conta de minha analogiazinha... ;)
P.S.¹: Caros amigos, perdoem-me pela escrita pobre. É a crise. E ando concentrando minhas "energias" nos estudos, no trabalho e no livro que teimo em querer escrever
P.S.²: Fica esclarecido aqui, que não tenho a menor pretensão de imitar os grandes escritores aqui citados. Não tenho sequer esse talento. A minha escrita é pobre, parca e amadora.
(Por: Livia Queiroz)
(POVOOO TO SEM PC POR UNS DIAS... MINHA PLACA MÃE FALECEU RSRSRSR
SAUDADES DE TUDO POR AQUI...)
(POVOOO TO SEM PC POR UNS DIAS... MINHA PLACA MÃE FALECEU RSRSRSR
SAUDADES DE TUDO POR AQUI...)
domingo, 17 de maio de 2009
Esse tal cheiro
Essa coisa impalpável que faz centenas de caminhos aparecerem em minha frente, e é impossível de explicar.
É o cheirinho que tem o canto de sua boca.
Cheiro que diz que coisa boa está por vir: BEIJO!
Sigo com meus lábios calmamente sentindo a temperatura de seu queixo e de repente me vem o cheiro que povoa qualquer ambiente.
Saio da linha. Ao fundo de tudo isso todos os papéis se rasgam junto com as nossas vestes arrancadas delicadamente.
Esse mesmo canto de boca que ri escondido quando você gosta do que vê.
Esse mesmo canto de boca que esconde todo o meu corpo e ...
É esse canto de boca que espalha esse cheiro: Um "quase-desespero" por definição; Um "quase-muito" ansiando uma descrição que não vem, que não sabe como se fazer surgir.
E já beijei outras bocas. Ja cheirei outros cantos de bocas.
Mas não tem jeito!
O cheiro é só seu.
Saio rindo depois de algum "teste" ninguém entende, mas carrego a certeza: O cheiro é seu.
E por mais que insista em uma explicação acerca do tal cheiro, minha mente trabalha devagar talvez pelo êxtase em que me deito e me permito 'derramar-me' .
Eis que agora me vem na mente a "lembraça de varanda" em fim de tarde:
[...]
- É um cheiro bom meu anjo.
- Cheiro de que, amor?
- Cheiro do canto de sua boca.
- Como é esse cheiro?
- Não sei, mas sei que é só SEU.
- ...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Post bem simples. Como o tal cheiro.
Ao som de Armandinho:
"A filha"
É o cheirinho que tem o canto de sua boca.
Cheiro que diz que coisa boa está por vir: BEIJO!
Sigo com meus lábios calmamente sentindo a temperatura de seu queixo e de repente me vem o cheiro que povoa qualquer ambiente.
Saio da linha. Ao fundo de tudo isso todos os papéis se rasgam junto com as nossas vestes arrancadas delicadamente.
Esse mesmo canto de boca que ri escondido quando você gosta do que vê.
Esse mesmo canto de boca que esconde todo o meu corpo e ...
É esse canto de boca que espalha esse cheiro: Um "quase-desespero" por definição; Um "quase-muito" ansiando uma descrição que não vem, que não sabe como se fazer surgir.
E já beijei outras bocas. Ja cheirei outros cantos de bocas.
Mas não tem jeito!
O cheiro é só seu.
Saio rindo depois de algum "teste" ninguém entende, mas carrego a certeza: O cheiro é seu.
E por mais que insista em uma explicação acerca do tal cheiro, minha mente trabalha devagar talvez pelo êxtase em que me deito e me permito 'derramar-me' .
Eis que agora me vem na mente a "lembraça de varanda" em fim de tarde:
[...]
- É um cheiro bom meu anjo.
- Cheiro de que, amor?
- Cheiro do canto de sua boca.
- Como é esse cheiro?
- Não sei, mas sei que é só SEU.
- ...
(Por: Livia Queiroz)
P.S.: Post bem simples. Como o tal cheiro.
Ao som de Armandinho:
"A filha"
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