Era uma vez, quando o homem tinha direito a palavra, quando a poesia tinha direito a nascer... Era uma vez, um tempo onde não se precisava de rélogios, onde as pessoas se vestiam de si mesmas e nenhuma couraça, nenhum silêncio imposto, nenhuma mordaça ameaçavam a palavra, as bocas, os amores. Era Uma vez, quando eu estava viva e tinha esperança... Era uma vez quando as crianças eram crianças e podiam brincar nas calçadas. Era uma vez, quando o "era uma vez" tinha gosto bom de aventura por começar... Era uma vez tudo tão inocente, tudo tão embriagantemente doce... pleno...terno... sutil... Era uma vez o felizes para sempre...
Vai o mundo doentio rir da propria sorte! E lá vou, olhar pra mim de novo e enxergar a saudade batendo no peito acumulada...
To dando um tempo daqui. To dando um tempo da coisa toda... Tô em casa de férias. Nada de médico. Remédios. Dor de cabeça. Pagamentos.Roupas. Etiqueta.
Sem beijo. Sem alma Sem riso. Sem dó nem piedade.
To brincando de ser lacuna.
Ah, só mais uma coisa: Diz pra vida passar amanhã. HOJE Não tô pra ninguém!
Querendo ver a vida passar como quem se embaraça em paredes de algodão, Ainda tem a esperança de ser obvio e ouvir uma música que cante sua vida. Carrega toneladas de tudo que vivera - que mesmo que escondidas - podem ser vistas por uma fresta. Está bêbado, mas consciente.
Ri alto e aperta os olhos porque lhe giram as imagens dentro da cabeça Beija suavemente, a tão repentina, elasticidade de suas mãos. É um ridículo! E quem vê logo percebe o quão fracassado é. Ainda assim, segue a toa, e às vezes até saltitante.
Um tanto frouxo e desmantelado Solicita uma faísca de calor É até engraçado de observar: meio tonto, cambaleante e risonho Tem a fé, a mais simples possível Vida boa, eu diria.
Não é de todo utópico, Lacrimeja enquanto beija, Treme a um sussurrar, Não é tolo, É poeta... E atende por "coração".
“Mal sabes tu o quão difícil é reluzir sob o breu noturno com a sombra celeste a testar toda a fé.”
Assobiam de manhã as andorinhas, as cotovias, e mais todos os pássaros do céu anunciando o igual da mesmice.
Somente Sophia destaca o dia terreno como algo fora do comum. Nada nela é forçado, nada é postiço.
O seu olhar me toma como que um redemoinho correndo para dentro de minha alma. Adoeço.
Dizem ser moça virgem. De fato, não sei, só sei que me causa sacolejos.
Seu andar é de quem flutua sobre os próprios pés e o vestido, sempre velho, sempre o mesmo, é constantemente segurado por conta do vento.
As mãos de Sophia são morenas, da cor que o sol deixou, e sublinham o meu mundo e há quem diga que ao vê-la pareço um tolo. Bobagem!
Sophia é prosa, é música lenta a amansar o espírito. Não me nega um cumprimento ainda que sem olhar-me a fundo.
Ela foi traçada em rima, esculpida pelo lado poeta de Deus e por dentro é aço e melodia, por fora é pele de gente e o seu cheiro arrebata qualquer humor com um laço certeiro.
Flor que desabrocha sem ter calma, e com maestria em qualquer estação. É a minha única certeza de fé, traz-me implosões repentinas sua existência posta por Deus ao meu alcance.
Sophia é deusa que não liga por ser mortal. É claridade generosa que não liga se é noite para poder brilhar.
Ela tem todos os nomes em um só papel. Segue corriqueira, vagando sozinha pelos claros e escuros. E é em minha cama que repousa, sem fé, sem gozo, sem pijama, sem nudez... Repousa a alma cansada e o jeito afoito, em meu corpo semi pronto. Tranquei-a em minhas mãos pesadas. Seus olhos parecem sempre saltar de excitação, sobre o altar que lhe contrui. Ousam chamá-la de minha. Suponho que seja. Ou que um dia será. Enquanto isso, ela continua a pousar toda a vontade íntima e infame e todos os sonhos impossíveis em meu colo. Protejo para sempre seu ego maltratado. E no final ela sempre vai embora. Sei que volta. Sofrer, não sofro.
Que será que ela tanto tem que entontece? Será o brilho que seus olhos irradiam enquanto a tarde para e observa seu caminhar? Será o movimento sutil de seu corpo - nuvem passageira - da cor de todos os sóis ao mesmo tempo?
Ela me fez sentir de novo. Eu que estava tão vaga de palavras, tão simples e impura...
Agora, sinto o gosto Sorrio por dentro, pela alma inteira que se corrói em felicidade.
A mente, carne, ossos: todos vivos mais uma vez...
Eu posso vê-la. Apenas ela. Ninguém mais.
Posso vê-la dormindo ao meu lado. À salvo. Posso dizer-lhe todos os seus sonhos, os mais secretos.
Mas prefiro fechar meus olhos, e assistir... do jeito que ela me ensinou
Terminei aquela história que nem era mais minha. Acabei por te ouvir e por me entender. Estou cansada e com uma febre que insiste em ficar sob meu cobertor e outras palavras que ficam penduradas na minha lingua. Às vezes a gente diz um adeus doído pra ver a cara de felicidade batendo à porta. Eu entendo agora os seus braços sempre sedentos, precisei de fato, entender antes de voltar pra eles e antes de ser do jeito que um anjo merece ter alguém. Os anjos também sabem perdoar não é? Os anjos, suponho eu, não tem um ego para alimentar...
A gente tem mania de gritar quando não tem muito o que dizer... Temos mania de achar que sempre sabemos o que nos espera quando avaliamos as possibilidades normais e simples e aí acabamos não enxergando o caos arranhando nossas paredes... Ficamos com a mesma mania estúpida de querer a paz e só enxergar a sua necessidade quando nos vem chegando a guerra interior e particular. E temos a mania de não agradecer... de não entender ou de entender por demais... de não perdoar ou de aceitar sempre...
No fim das contas vem a vida e acerta tudo com o ponteiro rígido aparando mil e uma arestas. Vem o tempo e atravessa as portas, adentra pelas janelas, não cumprimenta ninguém e ainda leva o que se julga ser dono. Leve... Ora, que leve! E que seja sempre assim, mas que ele me deixe a mania de encontrar seu abraço em qualquer canto e seu cheiro em meu corpo... E só!
O amor é cego. E eu derreti as letras de seu nome. E uma flor largada longe, ao norte, milhas e milhas daqui...
Fazia frio quando fechou a porta pelo lado de dentro. Você não me parece mais a mesma, (E quem de fato o é?) Tudo parece você. Nada é como você[...]
Já não serve pra nada o desejo de estar por perto[...]
Derreti ao longe - milhas e milhas daqui - as letras do seu nome, as cores de suas roupas, as presilhas de cabelo, o nó que nos atava, o lençol que te cobria, a magia sonsa dos grandes amores...
Tudo o que eu sei é que eu preciso da poesia. Do desespero. Da suavidade. Do lamento. Da fé. Do tormento, atormento. Ah, tormento E o corpo, forma em que minh'alma se faz gente ora palpita ora submerge. Só sei que preciso...
Cada rima solta em ritmo emoldurado Enfileirado, enlouquecido Cada carreira de alguém que declame-as feito um tolo-louco-amante... Eu preciso
Tudo o que sei é a poesia ao contrario Que vem dos pés à cabeça e me deita Me encolhe feito menino ainda arredio sei os quês da dor, da morte, da agonia tembém preciso
Cada verso reto, incorreto, entalhado sentindo, inspirado, imaginado Cada tilintar aos ouvidos Eu preciso Porque o que eu conheço é poesia ao contrario dos pés a cabeça e que depois de declamada encontra o sentido horario
E depois de proferida corta-me a alma ao meio... Sou um tonto. Sou um louco. mas ela me toma por inteiro
Corta-me em rima, Entrelaça-me em verso, menino arredio que fui amante que sou.. pó que serei
tudo o que sei é que eu preciso de poesia como uma falta constante do que me é farto porque depois de proferida, ela me volta ao peito e eu ainda tonto só sei que sem ela não vivo.
Ah, vida minha! Corre ligeiro. Por que corres assim? Mais dia é menos dia, vida minha! Trago na palma da mão as cores que sublinho:
A cor morna dos seus olhos; A cor do nosso encontro e a dos nossos lençóis; O fosco dos paralamas e pára choques e pára brisas e pára raios, mas não repara, não, minha escrita pobre e confusa;
Há ainda o azul marinho da noite que tem mais e mesmo a cor de quando voce não está; Eu te rabisco o Soneto de Fidelidade no meu papel de rascunho e jogo debaixo de sua porta. Queimo-me de você a cada hora, a cada olhar em carne viva. Minha carne.Viva. Ardo. Pronuncio seu nome bem baixinho, de forma quase rouca por conta desse seu cheiro que me atrasa o ritmo.
Livre e amarga, tentava acumular doses suas nas gotas de tinta que misturava para preencher aquela tela ainda branca, em tons (vazios)...
De repente, lembraria de quão vaga sua arte se tornara visto que fazia para sobreviver, pra não sufocar, pra não morrer lunática.
O rosto ora úmido ora ríspido pendia sob a luz, ainda que se escondesse dela. O efeito de seus olhos inchados lhe causava repulsa. Ninguém tinha medo dela. Muito menos respeito: "artistazinha de merda". De merda... De medo... Qualquer um - muito embora, nenhum qualquer um sem nome e sobrenome fosse capaz de se aproximar - qualquer um devidamente registrado, seria capaz de entender-lhe a alma... oscilante.
{E eis que descubro que tenho tesão pela palavra ALMA. É o que mais interioriza o ser humano e além disso: hamuniza-o}
Dia desses, próxima semana talvez, as tintas, as telas, as olheiras lhe subam ao mesmo tempo ao cérebro causando quem sabe um risco em verbo estridente, caso possam imaginar... E talvez ela pinte sua última obra gotejando qualquer brando desejo de voltar ao mundo de antes. Ela, morreu sem morrer.
Vá se despir de suas ideias patéticas, seus julgamentos ridículos e sem fundamentos. Eu não quero mais seu gelo em mim. E o que eu achava que era reversível não é. Na verdade nada em você nunca muda. Você faz e acontece e age depois como se tudo fosse normal. Eu não sou remédio, eu não sou só colo. E agora eu saí de perto de vez. Agora eu não quero mais ter paciencia, agora eu não quero mais entender. Eu não quero palavras suas me assolando novamente. Porque meu caminho ja tem dona e meu sorriso também ja tem motivo: EU.
E tudo o que eu digo"em tom de desaforo" ameaça um desaforo seu.
Eu quero ver se você consegue, eu quero ver se você provoca, e eu quero ver se você prova e suporta o gosto que amarga céu da minha boca.
No fim das contas eu to livre de você, e livre de mim também... Daquele meu euzinho antigo e "pouco", e daquela minha vontade imensa de curar as suas dores mesmo que para isso eu tivesse que sangrar por todos os meus dias.
Eu passo na cara mesmo, e relembro sim tudo o que você fez e principalmente o que você não fez. É meu jeito de dizer que doeu e que agora acabou. Perda de tempo o que estamos vivendo agora: eu tentar explicar tudo que você nunca entende sem antes me jogar um mundo sujo na cara. Eu não vivo sua vida e nem você a minha. O ritmo agora é outro. A direção também. Entenda e fale o que quiser. Palavras mal ditas são irreversíveis. E quando eu te disse: "Me esquece!", era verdade. Esquece mesmo. Pra sempre. De vez. Em outra época eu disse que estava cansada.
Hoje eu to enojada.
Meu mundo gira em torno de mim, e eu o apresento às pessoas. Meu amor próprio, É SÓ MEU. E aquele outro amor, aquele que eu sentia. Aaah, esse aí não é definitivo não. E desbotou. Cansei de você. E não vou desistir de minha vida. Eu quero e preciso viver.
A pequena que eu amo me deu um mundo de bolhas de sabão E me trouxe amor pra fazer chover dentro de casa A pequena que eu amo é a maior de todas e é por ela que limpo a alma, aprendo umas mil fórmulas que nunca usarei... É por ela que faço músicas com tendência a altar, e é por ela que meus pés estão quentes agora.
A maior de todas me desvendou com um acorde e me despiu com um olhar discplicente. Ah, e hoje me tira do sério, do seio. O anseio. É o que eu quero querer. Causa uma arritmia suave da cor castanha de seus olhos, que quero ver de perto... Quero ver mais de perto do que esse olhar é capaz todo dia.
A pequena, essa a quem amo sem pedir licença atende por um nome que me estremece a pronúncia. Ela é toda uma única sílaba tonica. E é o único ímpar a que em refiro sem a pontada supersticiosa.
A pequena - nem tão pequena assim - que eu amo descaradamente, faz essas palavras se juntarem agora em um contra-tempo marcado por nossos pés envergonhados.
Ela combina meu ritmo com seu arranjo pronto, e faz dessa música o amor perfeito a ser colhido nas saudades ligeiras, nas ausências costumeiras, nas palavras corriqueiras...
Quando as palavras bastarem, eu quero poder olhar em teus olhos enquanto todos os seus detalhes são cravados em minha mente. E permanecer calma, doce, leve, livre no seu colo, até que caia toda chuva sobre o mundo. Sou só uma alma solta pela imensidão, esperando o abandono acabar em seu sorriso. Gravando tudo... Pensando em tudo... Lá em baixo a cidade corre louca e riscos lancinantes desenham a rotina, mas pouco me importa a queda de impérios, as leis, as pragas. Pouco importa o tempo, já rasguei os calendários e prefiro acreditar que cada dia é único ao seu lado. Que cada verso é inédito e que cada palavra é a primeira dos últimos tempos. Prefiro acreditar que não se conjuga os verbos no passado e que os monstros já foram todos derrotados. Eu estou com você a cada manhã, antes mesmo de acabar o seu sono. Passo noites em claro te mandando os sonhos mais doces e felizes. Você é o motivo das minhas orações. Me ensinou sobre o cuidado. Eu estarei sempre por perto mesmo que um dia eu feche meus olhos ou você não abra mais os seus. Permanecerei quieta, te olhando... Sem pressa. Não tenho pudores ao seu lado, porque pra ser livre só preciso estar diante de você. Sempre ouço seus passos apressados e eles seguem o ritmo do me u coração, ou quem sabe é o meu coração que segue seus passos todos os dias. Acredito em Anjos. E eles estão sempre por perto, te guiando pra dentro dos meus braços, acabando com os espaços em branco e as nuvens cinzentas deixadas em minha alma por antigos amores. Sou eu quem te escreve as cartas sangradas de amor. Sou eu quem te fala tudo que você imagina que não existe. Sou eu quem te sopra o desejo sob cada poro de sua pele. E sou eu quem abre a porta à tardinha pra te receber, mesmo que esteja de mau humor, mesmo que tenha dado tudo errado. E sou eu que te trago sensações. E que tento acabar com a nostalgia das suas tardes de domingo. Sou eu que invento centenas de razões para te ver sempre sorrindo. Te pego no colo e te levo por caminhos seguros. Poderia passar da eternidade com suas mãos sob as minhas. Te sussurro palavras soltas...frases sem nexo. São só coisas que minha mente desenha rapidamente enquanto sinto seu corpo sobre o meu. Te puxo pro meu lado avesso. Desculpe minha ânsia, perdoe-me por tamanho desejo. É que eu gosto de ver em seus olhos a agonia da loucura se espalhando por todo seu corpo. Gosto de te ver não sabendo o que fazer. Amo o seu “não-saber-o-que-dizer”. E os seus olhos parando o tempo. Ainda voltarei a te escrever. Talvez escreva coisas novas. Talvez repita tudo isso centenas de vezes, de qualquer forma, saiba que quando eu te escrever estarei reafirmando o pacto que fiz quando meus olhos encontraram sua alma. Desculpe-me por toda essa esperança. É que cada dia que acordo e te olho me apaixono um pouco mais. Não precisa acordar sorrindo, até seu tédio é perfeito. Não precisa me dizer nada até seu até seu silêncio é precioso. Não sei bem onde ficou minha antiga tristeza , mas sei onde está minha felicidade. Também não sei ao certo como deixei você se aproximar e aos poucos roubar em pequenas porções tudo o que eu ainda nem era, mas que já era seu por direito. Nem sei como escrevo tantas palavras pra dizer sempre a mesma coisa. Perdoe meu corpo inquieto e minha necessidade voraz de gritar ao vento tudo isso que me rasga o peito em flores. Me entregue à você. Vou te arriscar um segredo: “Eu fecho os olhos junto as mãos e rezo...rezo pra te ter sempre aqui...pra me manter sempre aí. Eu falo coisas que sou capaz de reviver... lutas que seria capaz de vencer. Eu só não suportaria ter que andar sem seus passos junto aos meus. Não suportaria a prisão que minha vida se tornaria sem você. Você é a minha tradução de Liberdade.” Fico aqui pensando... Sonhando... Dizendo absurdos: Essas coisas que me escorrem boca a fora. Desculpe-me por fazer coisas erradas, mas não quero negar quem sou. E eu “só Sou” com você. Eu vou continuar aqui sentada...te olhando na sua rotina linda. Preciso ver para crer.
Vontade de você aqui pertinho, pra tocar uma canção. Aquela que fala de nossa distancia, de nossa saudade.
Queria você aqui, me mostrando a língua pra eu ver se tá azul por conta do pirulito... enquanto isso eu me esbaldo em passatempo.
Poderíamos colocar o som nas alturas e pular sobre a cama. Ou sobre as nuvens. Você por perto pra eu poder deitar do seu lado, e sentir seu jeito suave e sua bochecha vermelha de vergonha.
Você aqui perto querendo discutir a relação só pra me contrariar. Você preferindo história e eu português.
Vontade de seu cheiro, de seu jeito todo daquele jeito que nunca consigo explicar. Da foto de molecona.
Vontade dessa vontade que não é da carne... é mais além. É alma e sintonia. É encontro entre acordes. Entre olhares. É mais do que posso querer.
E o que me importa no fim das contas é justamente o contrario que não encontro.
Me estraga quando faz qualquer vontade e ainda diz que eu posso tudo. Me estraga porque me solta o quanto quero enquanto traça meu caminho de volta despretenciosamente. Me estraga porque faz das noites miúdas, motivos justos e certos para que eu caiba em teu abraço, para que eu caía em sua conversinha mole, para que eu aceite seus truques manjados. E, me entrega, tudo que tem seu sabor para que eu prove e diga se eu gosto. E eu sempre gosto de tudo: do canto da boca, do contorno de teu pescoço, da curva da cintura... Da carne ao carma... A doce agonia...E o "querer tudo ao mesmo tempo". Me estraga quando diz que eu posso e devo voltar no dia seguinte e no outro e no outro e pra sempre porque os braços estarão abertos pra me guardar. Me estraga com esse riso desleixado quando diz: "- Mimo meeeesmo, e daí?" Estraga e entrega. Entrega. Invade. Supre. Estraga porque deixa! Estraga porque "quer"!
E eu vou - como quem não quer nada, como se não soubesse onde isso vai dar - chegando perto e encontrando o que esteve tão ao meu alcance. Paira, por fim, um beijo no ar, um beijo com o gosto de antes. Com o gosto de tanto. Com o gosto que eu gosto.
Faça-me instrumento de Sua Paz. Mas antes de tudo, faça me conhecer o valor da serenidade, para que eu não caia na dúvida. Posso entender sobre o desespero, mas antes me alerta sobre a esperança. Posso aceitar a solidão se não houver jeito algum, mas se pousares em minha alma o seu amor, já me será válido. Quero falar de Ti, mas não quero falar o tempo todo, a ponto de virares uma rotina em minha vida. Rotina Cansativa. Obrigação. Flagelo. Castigo. És a minha tradução de Amor. Não quero me acostumar com seus Milagres e sair por aí falando como se fossem banais truques de mágica, no entanto preciso deles. Não quero fingir orar, porque não o faço com frequência. Mas quero lembrar-me de quando fui ensinada sobre o amor infindável do Pai do Céu. Preciso de mais paciência, mais calma. Para entender, aceitar e decidir. E no fim das contas, para agradecer o que me vier...
Era um amor louco. Erra um amor Rouco. Oco. Era Pouco. E já era o amor simples que posava em meus dedos sujos de tinta, e pousava em meus dedos seus lábios. E que amor era esse que esperava, que aplaudia, que calava, entendia? Que surto de amor era esse que varria com desespero o passado para o presente caminhar? Que amor em poço era o tal amor! Quantas tantas esse amor suportou? Era amor em poço de agua cristalina. Era semente nova. Era cíclico. Que loucura espontânea esse amor carregava! Que vontades explicitas ele sussurrava? Que amor era esse, que de tanto em tanto já era. E de era em era ja fora. Fora e não voltara! Errou um amor louco...E já era o amor rouco. Que de tão rouco, ficou mudo!